sábado, 13 de junho de 2026
ISSO PODE SE REPETIR POR QUALQUER LUGAR DO PAÍS, INCLUSIVE BAURU
A CIVILIZAÇÃO DO “CIDADÃO DE BEM”
Em Copacabana, um idoso de 69 anos relata ter sido atacado na porta de casa por um grupo que misturou agressão, ofensa política, intolerância religiosa e grito bolsonarista.
A Polícia Civil investiga. As câmeras do prédio podem falar mais do que muito patriota de internet com CPF de covarde.
Mas o enredo é conhecido: primeiro sequestraram a camisa da seleção, depois a bandeira, depois Deus, depois a família, depois a moral. Agora tentam sequestrar até o direito de um idoso voltar para casa com um adesivo político na bolsa.
É a extrema direita em seu estado mais puro: braveza de bando, coragem de esquina, cristianismo de tacape e patriotismo com bafo de milícia.
E antes que apareça o jurista de zap: sim, há presunção de inocência, mas não há presunção de ingenuidade.
Quando alguém bate em idoso, arranca símbolo religioso e grita senha política, não estamos diante de “divergência de opinião”, mas da pedagogia do ódio fazendo estágio probatório no meio da rua.
Bolsonarismo nunca foi apenas voto; é método, linguagem e autorização moral para ressentido virar carrasco de ocasião.
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