ELA VAI CONTAR A HISTÓRIA DO DEBATE E DO JORNALISTA SERGIO FLEURY, VIVA DIVA FERNANDES
Eu conheço a escritora DIVA FERNANDES há alguns - muitos - anos e por detrás de seus escritos um me tocou, a contada em seu livro sobre a contaminação provocada pela fábrica de baterias Ajax em Bauru, causando danos irreversíveis para uma população residindo nas proximidades da fábrica. A partir do que li no "Marcas do Chumbo - A história do menino David", passei a gostar mais dela, pois nem todos possuem a coragem de se enveredar por histórias e relatos envolvendo os tais "donos do poder" de uma localidade. Diva foi a fundo e não me canso de dizer a ela, mesmo o filme já tendo rendido um belo documentário, tem tudo, é um roteiro pronto para se transformar nuim longa metragem, talvez como foi feito com o caso do Césio em Goiás.
Diva é uma pessoa muito simples, metódica e trabalha em sua casa, dentro do seu ambiente e habitat. Ali em seu modesto computador faz a maioria de suas pesquisas. As demais a faz com os documentos que vai arrebanhando e sentada em sua ampla mesa, papéis espalhados, vai alinhavando seus escritos, como o faz neste momento contando uma outra rica história, dessas que não pdoem ser perder e merecem ser, não só contadas, mas passadas adiante. Ela é natural de Espírito Santo do Turvo, uma pequena cidade, antes distrito, enconstada em Santa Cruz do Rio Pardo e dali, aprendeu a gostar do que ia vendo publicado num jornal, que já foi quinzenal, semanal e até diário, o DEBATE, obra, criação e só possível por causa de verve de um bravo guerreiro, o jornalista Sérgio Fleury - nunca op confunda com o policial torturador com o mesmo nome.
Fui visitá-la na semana passada, junto de outra guerreira, Rose Maria Barrenha, a que toca a Casa de Frida de uma forma muito especial e divinal, sendo, fazendo e acontecendo. Estivemos lá numa tarde, tomamos café e comemos de um bolo, receita sua, feita sem leite, algo que, só mesmo provando. Falamos de tudo um pouco e em especial, o motivo que ali nos levou, reviver algo deste hebdomadário onde um dia escrevemos. Eu e ela tivemos coluna, com ampla liberdade de escrever o que queríamos e assim fomos até os últimos dias do bravo e único atuando amplamente dentro do jargão da liberdade factual dos fatos. Eu ainda guardo alguns poucos exemplares e muitos dos textos de minha lavra ali publicados.
Essa história quem está predisposta a contar é a desbravadora Diva. Eu, de minha parte, só posso incentivá-la e farei a minha parte, dando uma longa entrevista, contando o que sei, o vivenciado por mim e o que representou este jornal dentro do cabedal do que foi a produção de um jornal totalmente independente, sem amarras, sem estar atrelado a poderes constitu´pidos, ou seja, tudo o quer publicava era fruto de apuração do jornalista, que atuou sem medo de ferir suscetibilidades locais. Repito sempre, o Debate foi único no que fez. Vislumbro muito poucos existindo dentro do rigor jornalístico que o Sergião - como o chamávamos - impôs para sua publicação. Essa história é mais que rica, do começo ao fim e ser revivida me traz, além da vontade de colaborar, a de ver vingar o quanto antes, pois tudo o quer ali foi feito precisa ser mostrado, contado e usado como exemplo para todos nós, os viventes deste mundo, onde os poderosos nos querem cada cada vez mais calados e contido.
Diva sabe estar diante de algo único e exatamente por causa disso, precisa ser muito meticulosa, cuidadosa e saber retratar cada detalhe. Fico sabendo e fico louco para ouvir, os depoimentos, muitas horas que possui gravado com o próprio Sérgio, ele contando como se deu a história do jornal. O Debate e Sérgio tornaram-se referência nacional quando da denúncia do caso do juiz local, que foi favorecido por benesses da Prefeitura local. Foi processado e quase foi obrigado a fechar as portas do jornal, com uma condenação de alto valor. O caso virou assunto nacional e com isso, a comprovação do que sei e sinto ser necessário escrever sobre o Sérgião, ele nunca arrefeceu na forma como praticava o jornalismo. Enfrentou essa e outras paradas e ao contar isso tudo, todos ficarão sabendo dos motivos de o tê-lo como um dos maiores que vi atuando.
"Muito em breve, vamos juntos, passear por esta História que revela mais que um Jornal, um legado de vida! 




Agora você é tudo o que a fé pode tocar... e tudo o que minha caneta souber escrever ... Escrevendo este Livro sobre a História do Jornal Debate/Sérgio Fleury de Santa Cruz do Rio Pardo, procuro dimensionar a grandeza da comunicação irreverente, porém, responsável e formadora de cidadania. Sempre uma voz livre na sua defesa", Diva escreve e publica em suas redes sociais. Diz a mim e a Rose, no dia da visita em sua casa, já ter gravado com muita gente e aguarda o meu depoimento com ansiedade. Devo fazê-lo nesta semana e enquanto isso não acontece, rememora aqui comigo mesmo, de como o conheci, chegando a ver a gráfica do jornal em pleno funcionamento. A minha participação foi mínima, pois sempre que posia, fazia questão de escrever sobre a importância do DEBATE no cenário e no contexto do mundo político regional, quiçá nacional.





Agora você é tudo o que a fé pode tocar... e tudo o que minha caneta souber escrever ... Escrevendo este Livro sobre a História do Jornal Debate/Sérgio Fleury de Santa Cruz do Rio Pardo, procuro dimensionar a grandeza da comunicação irreverente, porém, responsável e formadora de cidadania. Sempre uma voz livre na sua defesa", Diva escreve e publica em suas redes sociais. Diz a mim e a Rose, no dia da visita em sua casa, já ter gravado com muita gente e aguarda o meu depoimento com ansiedade. Devo fazê-lo nesta semana e enquanto isso não acontece, rememora aqui comigo mesmo, de como o conheci, chegando a ver a gráfica do jornal em pleno funcionamento. A minha participação foi mínima, pois sempre que posia, fazia questão de escrever sobre a importância do DEBATE no cenário e no contexto do mundo político regional, quiçá nacional.Estive com o Sérgio pouco antes do julgamento final, que o livrou de pagar o absurdo porposto pelos seus acusadores, algo que o levaria não só a falência, mas a ter que encerrar a publicação. Enviei texto meu para a revista Carta Capital, não publicado, mas aproveitado em um texto, onde versavam sobre o papel do jornalismo nos tempos atuais. Um dos maiores orgulhos que carrego comigo foi o fato dele, toda vez que se reencontrava comigo diaia: "Quando saiu a matéria na Carta Capital, instigada por ti, aquilo foi decisivo para a tomada de decisão definitiva da Justiça. Devo isso a ti". Sabe-se lá o que é ouvir isso? Isso, não só me toca profundamente, como me faz entender o que move pessoas como ele, quiçá também este HPA, em continuar esgrimando contra os tais vendilhões do templo, estes tantos que hoje infestam e açoitam o erário público. Sergião foi imparcial até onde deu, porém sempre atuou na defesa de quem sabe, faz e exerce sem máculas suas funções. Daí, nunca o vi tendo nenhuma atitude conservadora. Foi um jornalista livre, algo raro no interior paulista e assim o DEBATE seguiu até seus último suspiro.
Eu fico emocionado só ter a oportunidade de contar algo, conversar a respeito com a Diva, ou com quem quer que seja. Eu acompanho muito o jornalismo brasileiro e hoje mesmo, recebo uma ligação de uma pessoa tentando me vender uma assinatura do Estadão. Sei tratar-se de uma funcionária e assim sendo, não posso desrespeitá-la no que faz. "Desculpe, sei que é seu trabalho, mas aqui em casa, deixei de ler o Estadão faz tempo. Ele não entra aqui nem de graça. Sua linha editorial é um horror dentro do que entendo como jornalismo", disse. A moça, acostumada a ouvir algo assim, educadamente desligou. Não existe mais como contemporizar com quem continua e sempre praticou um jornalismo tendencioso e excludente, a favorecer interesses de minorias. Isso, sabemos todos, não é exclusividade do Estadão. Lembro essa história só para recolocar e encerrar este já longo texto, relembrando mais uma vez a importância existente dentro do que foi a trajetória do DEBATE e do seu idealizado, o jornalista Sérgio Fleury. Diva está diante de um tema dos mais instigantes e se estiver realmente disposta, pode produzir algo mais que histórico. Diva e Sérgio foram amigos uma vida inteira e isso, por si só, não é requisito para a produção de um refinado e bem depurado texto. Ela sabe disso e deve dormir pouco e mal, quando diante de tanto material já recolhido, está agora diante de sentar e colocar tudo no papel. Aguardo os resultados com sofreguidão, pois tenho a mais absoluta certeza: não existe nada igual a história do DEBATE. Tudo graças ao jornalismo praticado, a forma realimente libertária, dentro do que se discute muito e se pratica pouco, a verdadeira liberdade de expressão, sem amarrações e com muita responsabilidade.
Eis o Sergião numa entrevista para uma rádio de sua cidade:
https://www.facebook.com/reel/401056985951475 e um pouco também de Diva nessa conversa quando do lançamento do seu famoso livro: https://www.facebook.com/reel/883722516527123. E, por fim, texto meu publicado n'O Alfinete, de Pirajuí, sobre como entendia o DEABATE.
Tempos atrás o denominei de "GPS do Centro da Cidade", pois toda e qualquer informação, até sobre imóveis para alugar, os fechados e acontecimentos variados ali acontecidos, tudo precisa necessariamente passar pelo balcão dessa banca, local de muita conversa, essas indo além de tudo o que ali é comercializado e está relacionado na tal lateral adesivada. Adilson Chamorro mostra fotos de quando começou, jovem, magrinho e pena insistência/persistência, segue no local, rodeado não só de clientes, mas de amigos. Na verdade, volta sempre para casa recheado de novas histórias, muitas confidências e fatos escabrosos e inusitados acontecidos nas redondezas e que, por fim, chegam ao seu conhecimento.
Hoje, como não poderia deixar de ser, a coqueluche do seu dia a dia são as tais figurinhas da Copa do Mundo, os álbuns da Panini. Seu diferencial é vender o pacotinho aberto. O que vem a ser isso? Ele abre, seleciona, deixa tudo catalogado e o cliente chega, escolhe a quantidade e leva dentro de um pacotinho, só que aberto. "Nessa fase da coleção, passados já algum tempo de venda, poucos compram pacotes fechados e quem coleciona, está querendo mesmo completar seu álbum. E daí, em locais como o meu, isso é possível. Nessa época, com a Copa do Mundo rolando, o grande motivador de locais como o meu, são as figurinhas", conta. Além disso, Adilson guarda registros de sua trajetória, em envelopes debaixo do balcão e os mostra para diletos consdierados. Como do tempo quando, no governo Izzo, teve a barraca recolhida por mais de um mês, até conseguir recuperar o ponto e desde então, ali permanece, para alegria de tudo o mais no centro da cidade. Ou seja, o centro não seria o mesmo sem a sua presença e ele também, não saberia o que fazer da vida sem a sua rotina ali no local. Um não vive sem o outro.
São personagens como Adilson, o que me faz parar o carro e antes mesmo de querer ir fazer o que me trouxe ao centro, dar uma parada, assuntar o que anda rolando, quais as novidades permeando a vida do centro e só a partir daí, devidamente cerregado - ou recarregado - de preciosas informações, se faz possível ir fazer tudo o mais. Vê-lo ali, tendo ao fundo um painel com exemplares antigos da revista Playboy, caixas com cédulas e moedas antigas e até peças de antiguidade, dão um toque mais do que especial em querer continuar circulando na região. No pouco que ali fiquei, dois vieram lhe oferecer moedas antigas e peças diferenciadas, dessas que a pessoa guarda uma vida toda e quando o calo aperta, pensa em fazer um dinheirinho com ela para cumprir algum compromisso urgente. Ou seja, muito do que ocorre no centro, passa pela famosa e funcionando já há muitas décadas na esquina famosa. Adilson resiste bravamente à passagem do tempo.








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