SEM TIRAR NEM POR, OS EUA HOJE: "SE VOCÊ NÃO FIZER O QUE EU QUERO EU TE MATO"
Pelo que se vê, os EUA e Israel não estão se dando assim tão bem na guerra de destruição do Irã. Achavam que matando o aitolá, tudo desmoronaria facilmente. A reação ocorreu e hoje, quase duas semanas de asfixia, o Irã se defendeu e contra atacou, com bombas não só para Israel, como para bases em outros países. E a partir daí a guerra ganhou outras proporções. Dubai é, talvez, o melhor exemplo. A insegurança provocada pelas bombas que lá já cairam, deixaram o pequeno país, outrora local de livre comércio, tudo com a devida segurança, hoje a realidade é bem outra. Nem vôo regular existe mais para a maioria destes países, ou seja, o caos está instalado e prejuízos incalculáveis para todos. Existe uma velada revolta desses países por Israel e os EUA os terem envolvido na guerra.
O fato é que a guerra não tem mais volta. Foi deflagrada e continua, com tudo sem solução previsível. E de tudo o que a TV brasileira nos mostra, estes favorecem o lado dos EUA/Israel e agem como se o vilão fosse o Irã. Fazem de tudo para esconder a situação em Telaviv, onde dizem até o próprio Netanyahu estaria morto. Leio pelas vias alternativas que, os EUA está correndo atrás do fim da guerra, onde possa afirmar ter sido vitorioso. Porém, algo é bem claro, não ganharam como gostariam e terão que conviver com este embaraço, diria mesmo, derrota. E se perderam lá, farão de tudo e mais um pouco para não perder em nada aqui no continente, de norte a sul. Ou seja, estamos fudidos, pois os EUA virão com tudo para cima da dominação por completo de todos os países da América. Daí o título, "Se você não fizer o que eu quero, eu te mato".
Existem países que já cederam e fazem tudo o que os EUA lhes impõe. Cederam facilmente e se deixam levar, caso do Paraguai, Argentina, Panamá, agora o Chile, Equador e outros. Tem quem resista, como o Brasil, Colômbia, Cuba, México e talvez a Venezuela. Os EUA já mostraram a que vieram no Paraguai, submetendo-os à entrada naquele país, com bases e militares, estes podendo fazer o que quiserem. A lei agora são eles. Como negociar com estes todo poderosos? Existe alternativas? Quem cede logo de cara, se mostra fraco, sendo praticamente submetido as leis dos EUA. Resistir contra quem o poderio é algo daquilo que conhecemos como "ser comido aos poucos". Vão minando pouco a pouco todas as resistências desses países. A própria visita do emissário dos EUA para visitar Bolsonaro na cadeia é algo para instigar mais golpes. Daqui por diante, farão isso a todo instante e descaradamente.
Para mim, olhando tudo aqui da minha Bauru, longe dos acontecimentos, torcendo pela resistência brasileira, só vejo duas possibilidades de conter os EUA neste momento. Primeiro é destituindo Donald Trump, mas como isso é mais difícil e pelo visto, teríamos que contar com insurgência advinda de dentro daquele país, contamos com o improvável. A outra forma é instigar o medo nos norte-americanos. O Irã parece estar provocando esse medo e daí, o recuo nos ataques. Sentindo medo, eles podem recuar, do contrário, continuarão e tudo deve piorar, infelizmente. Para mim, mequetrefico observador, se a Rússia ou a China não defenderem o Brasil, estaremos "sifu", ou seja, num mato e sem cachorro. Tudo é questão de tempo. Alguém aí enxerga outras possibilidades?
olha como consegui melhorar meu astral
LIA, COSTUREIRA COMO POUCAS E ÓTIMO LUGAR PRA CONVERSAR ATÉ NÃO MAIS PODERLIA é daquelas pessoas - poucas, viu! -, que em dias de tensão, quando a cachola anda fervendo, botando água pra fora da chaleira, a gente vai lá só pra prosear e se recarregar um bocadinho. Ela é nordestina, pernambucana de quatro costados, assim como todos lá pela sua casa. É de uma cidade nas proximidades do Grande Recife e para cá chegou algumas décadas atrás. Veio com a prole toda e aqui fincou raízes. Não quer mais saber de voltar. Conseguiu, depois de muito custo, levantar um cantinho mais do que aconhegante, desses que, quem adentra, pega gosto e vez ou outra, sempre acaba voltando.
Seu ofício é costureira. Já teve junto de um filho - esse sim, voltou lá pro Nordeste, pois encontrou um rabo de saia que o enfeitiçou e não quer mais saber de Bauru -, uma loja de uniformes, ela sempre por detrás da máquina de costura. As filhas ajudam também, mas a primeira máquina, a localizada na entrada da oficina de costura é ela quem comanda. Ela dá as boas vindas pra quem chega e em dias como hoje, quando abre aquele sorriso, pronto, está estabelecido uma prosa sem fim. Indo com a cara do sujeito (a), melhor ainda, pois a prosa vai muito além da negociação, a que trouxe a pessoa até seu cantinho.
Eu fui até lá dia desses levar calças para fazer barras e quando lá cheguei, constatei algo: não consigo entender como demorei tanto para voltar. A gente senta, fala de tudo um pouco e só depois de muito tempo, alguém lembra do motivo de ter ido. Uma delícia gente assim como Lia e seu marido, que depois de fazer de tudo um pouco na vida, montou uma máquina de moer cana e assim, vende garapa pra quem aparece defronte sua casa. Levam uma vida modesta, mas alegre, a família toda junta, casas coladinhas umas as outras, numa união que chega a causar inveja. A felicidade ali encontrou morada e se faz presente na sua forma mais autêntica.
Lia tem gatos e cachorros, todos vivendo numa pacífica convivência, todos amigos e espalhados pela casa, entrelaçados nos pés da dona do pedaço. Quem aparece de vez em quando são aves, que devido a um coqueiro plantado por um dos filhos nos fundos da casa, os tais bichos, papagaios e maritacas, gostam de flanar por ali. Chegam de mansinho, cagam pelo quintal todo, fazem a festa, uma gritaria nos finais de tarde, dessas que a gente percebe, estão tentando fazer um contato imediato de primeiro, segundo e todo tipo de grau com humanos gente boa. Os bichos sabem que, ali naquele canto serão sempre bem tratados, daí vão e voltam, circulam livremente e sempre que baixam as asas, terão amparo, comida e abrigo. E daí, até os gatos e cachorros já se tornaram amigos.
Escrevo isso tudo para ver que, não se faz necessário muita coisa pra gente ser feliz de fato, e de direito. Basta viver de forma alegre, sem importunar ninguém, deixando a porta aberta, sem ser bobo, não deixando também que, aproveitadores se aproximem, pois existe um sexto-sentido lá na comunidade deles e sabem assim pela conversa, pela forma de apresentação, se quem chega é de paz ou de embromação. Eu vou e volto algumas vezes, menos do que deveria. Sinto que, como hoje, passei para buscar as calças com as barras feitas, cheguei esqueci da hora e acaberi perdendo hora pros demais compromissos. Lá com a Lia e os seus é assim, a gente sabe a hora que chega, mas não sabe a hora que vai, pois se a conversa engrena, daí, lasqueira, pode esquecer. Assim se deu comigo. Assim se dá com a maioria dos seus fregueses. Estava hoje um tanto encabulado com essa guerra doída, malucos querendo mandar no mundo, roubar tudo o que temos de melhor e quando me dei conta, estava rindo. Havia me esquecido de tudo o mais. Isso é predicado mais que especial da casa da Lia. Felicidade imensa eu um dia ter conhecido essa família toda. Gente boa estão ali, todos reunidos, agora já quase bauruenses, sem nunca perderem a identidade nordestina.

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