domingo, 5 de abril de 2026


A CONFRARIA DOS CABELOS BRANCOS E A HISTÓRIA DE UM DESTES, ROBERTO PSV
Faço, garbosamente, parte dessa singular Confraria. Para dela participar, se faz necessário alguns bons anos de experiência, ou seja, já ter vivenciado pelo menos, mais de 50 de existência. Hoje, na encruzilhada da Feira do Rolo, o espaço mais democrático desta cidade, localizado no coração da feira dominical da Rua Gustavo Maciel,, no cruzamento com a Julio Prestes. Ali, todo domingo, sem que ninguém marque ou determine, alguns por ali se encontram e o papo rola solto. Por ali fala-se de tudo. Hoje, todos estavam apreensivos dos motivos de até aquela hora - por volta das 11h da manhã - não havia nenhuma publicação sobre se a alcaide bauruense, a incomPrefeita Suéllen Rosin havia ou não renunciado ao seu mandato, nesta data, o limite para se desconpatibilizar e assim poder concorrer a outro mandato na eleição de outubro. Este foi só um dos assuntos e no auge das tratativas regulamentares, um seleto grupo ali compunha a mesa (sic) dos trabalhos. 

Na foto tirada no formato selfie, este mafuento HPA, tenta captar boa parte destes. Além de mim, estavam por ali nesta manhã, domingo de Páscoa, Marmitão, Mauro Landolfi, Roberto PSV e Marcos Alves de Souza. O time estava assim constituído, eu um historiador e caixeiro viajante aposentado, Marmitão foi bancário do extindo Banespa e sindicalista dos áureos tempos quando o sindicato da categora fazia e acontecia de fato nas ruas desta cidade, Mauro Landolfi, exímio professor e fotógrafo como poucos das entranhas desta cidade, Roberto PSV, que um dia atuou pela Telerj na Rocinha carioca, depois na Telesp paulista, além de professor da rede municipal e na estadual, como professor de Física e Matemática e por fim, o Marcos, advogado dos mais conceituados nestas plagas, com causas mais do que polêmicas e onde atua na defesa intransigente do que resta de dignidade nestas plagas. E daí, na junção destes todos uma combustão nunca vista, tal como um desses drones iranianos, ultrapassando aquele, como diziam, intransponível proteção aérea israelense contra bombas e drone, o Domo de Ferro, que hoje já se sabe, não é assim tão inexpugnável. 

Na manhã de hoje, outros tantos passaram por ali e só não foram registrados pelo flashe fotográfico, pois o entra e sai e intenso. Manuel Rubira, outro professor de velha cepa, sempreaparece com uma sacola cheia de verduras e fica até o momento em que elas com eçam a amolecer, pelo efeito do sol, daí já sabe, é momento de voltar pra casa. O vidraceiro Adilson é uma espécie de embaixador da esquina e, evidentemente, da confraria, o que manda prenser e soltar ali no quadrilátero do Bar do Barba, irradiando autoridade por pelo menos uns 100 metros para todos os lados. É ele quem fiscaliza e autoriza novos componentes no grupo. Quem sempre passa por ali, mas hoje, deixou ofício solicitando autorização para faltar, devido compromisso visitando filha em cidade distante é o jornalista Aurélio Alonso. Alguns pequenos comerciantes do entorno, ou pelo menos os de cabelo branco, participam do convescote, alguns oferecendo a sombra de suas barracas quando o dia, como hoje, está com um sol de rachar mamona.

No dia de hoje, um consenso, todos votam no próximo pleito contra a ameaça da ultra direita, isso tanto para o Governo federal, como aqui na cidade de Bauru, na continuidade de governos fundamentalistas. Ou seja, a política foi o assunto do momento. Quem esteve pela primeira vez e já conquistou a simpatia de todos foi o professor ROBERTO PSV, trocando telefones com todos, muitos interessados em se atualizar nas aulas particulares de Física e de Matemática. Falamos de Einstein e tantos outros, cada um querendo se apresentar com algum conhecimento sobre a especialidade do mestre ali presente. Essas conversas regadas com uma boa cervejinha gelada, buscada a todos instante ali no Bar do Barba é o mínimo que pode acontecer, numa quente manhã. Eu, que conheço o Roberto, dos tempos quando viajamos muito pela Reunidas, na linha Bauru/Rio de Janeiro, ele para trabalhar na Telerj e eu para vender chancelas. Íamos pra lá no domingo à noite e voltávamos na sexta. Passa um filme pela nossa cabeça. 

Conto a última. Ele me revela algo pelo qual não sabia. Ele já tem 70 anos e eu, 65 anos. Conta que, morou no Jardim Popular, onde minha família morou, idos dos anos 60. Não tenho nenhuma recordação de lá e ele, me conta algo mais de meu pai, seu Heleno, professor como ele, dos tempos no bairro. Diz se recordar da casa onde meus pais residiram e combinamos dele lá me levar, além das histórias dos tempos quando nem era nascido. Ele me diz ter na época por volta de dez anos e além disso, quando já morávamos na quadra 1 da Gustavo, barrancas do rio Bauru, isso já nos anos 70, quando foi dar aula particular para minha mana Helena. Gosto muito de reviver isso e além de tudo, Roberto é tem também no seu currículo, hilariantes histórias dos seus três anos de Rio de Janeiro. Imagine o que é trabalhar na Rocinha e ir cortar o telefone de quem se utilizava de gatos em suas instalações. Das conversações tidas hoje, essa com o Roberto deve ter a devida continuidade, enfim, na Confraria prevalesce o espírito conversativo sobre todos os demais. 

Em tempo - O papo de hoje lá na Confraria foi tão profícuo e o tempo aclerou tanto que, ao final dos trabalhos, ninguém ficou encarregado de montar a pauta do próximo encontro, dia 12/04. Será teremos um bagunçado encontro? Só mesmo estando lá para se certificar. 

TEM QUEM NÃO ENTENDEU O TAMANHO DA GUERRA ONDE ESTAMOS ENFURNADOS
Leio algo assim dentre os na luta por Lula e sua reeleição, contrariados com a chegada de gente que, até bem pouco tempo, os tínhamos como ferozes adversários. Respondo para estes desta forma e jeito:

"Essa é para os que ainda não entenderam estarmos diante de uma guerra, mais que declarada, já no nossos calcanhares. Lula faz neste momento, o que sempre fez. Tenta conciliar, reunir pessoas, mesmo muitos nos desagradando, para assim tentar uma possível governabilidade, o que não ocorreria se fechando em copas e isolado. Ele fez ao longo de sua trajetória isso, atraiu os diferentes, os que no passado éramos ferozes adversários e até inimigos e o faz, pois prevê, sabe que, estes ajudarão o país a ter mais algum tempo, uma sobrevida, para se ver lá na frente, talvez daqui mais quatro anos, como estará a conjuntura mundial. Posso não gostar de tantos que vejo se aproximando hoje, mas sei que, não fosse Lula, neste momento e nos próximos, já estaríamos nas mãos dos piores. A guerra está mais do que declarada e os EUA de Trump quer toda a América ao seu lado. Lula resiste e com ele ficarei. Se o preço a ser pago neste momento é aceitar pessoas vistas como, até bem pouco tempo indesejáveis, eu sou obrigado a capitular e seguir, pois se até estes chegando, estarão ao nosso lado, imagino o que virá se o outro lado tomar conta de nossas vidas. Eu tenho plena consciência de estarmos diante de uma brutal e insensível guerra. É Lula que nos fará seguir altaneiros e ainda soberanos, nada mais. Divisionismo agora, só ajudará o inimigo. HENRIQUE PERAZZI DE AQUINO".

A repercussão, pelo jornalista Ricardo Santana:
"Pelos movimentos políticos eleitorais  de PL e PSD, nas últimas semanas, se pretende transformar o 4º mandato do Lula um inferno para o petista. Menos por aquilo que diz e faz Flávio Bolsonaro (PL). Mas por aquilo que movimentam Kassab (PSD) e Valdemar da Costa Neto (PL). LULA sabe o que pretendem Costa Neto e Kassab. Ele próprio se movimenta. Porém LULA não é Deus. Sua trajetória sempre foi de disputa. O 4º mandato precisaria de algo inédito que a esquerda elegesse 270 deputados federais, muito mais do que o dobro dos 110 que se diz compõem a base de apoio do governo LULA. A conta não fecha porque tem que reeleger 110 cadeiras e precisa mais 160. O que querem Valdemar da Costa Neto e Kassab❓ Mesma lógica para a eleição do Senado. LULA perdeu o direito de errar. De falhar. Daqui pra todo sempre, enquanto for presidente não pode escorregar nas cascas de banana. Não pode errar no tom da fala. Se falar, tem que ter cálculo preciso. Suas alianças têm que alegrar a esquerda que o apoia e mesmo assim ouvirá ruídos de uma outra parte da esquerda que há muito abandonou LULA. Tem que não atrapalhar as manobras disputas de governo nos 27 Estados e DF. Enquanto a gente imagina o problema, a coisa já ferveu há muito. Como Pernambuco, onde o jovem prefeito de Recife João Campos (PSB), destaque da política nordestina na eleição municipal de 2021 e reeleito em 2024, lançou sua candidatura ao governo contra a atual governadora Raquel Lyra (PSD) que buscará a reeleição com apoio de Kassab.  Campos, que tem como vice Carlos Costa, irmão do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ambos do Republicanos. No lançamento da candidatura Humberto Costa (PT) encontrou agenda no interior pernambucano para justificar sua ausência. Seria Kátia Abreu, agora petista, o maior problema de LULA❓ Ou talvez, os mísseis de longo alcance apontados contra seu parceiro estratégico a China pelo Japão, rasgando tratados e sua constituição❓".

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