segunda-feira, 13 de abril de 2026


QUANDO SAIO PRAS RUAS, MAS PREFERIRIA ESTAR LENDO
No momento atual do mundo, preferiria, mais do que nunca, permanecer lendo, do que sair e enfrentar tudo o que se apresenta, mas não o faço, pois sei, se não estiver na lida e luta, exatamente neste momento, amanhã poderá ser tarde demais.

A lietura é das poucas coisas reconfortantes, não só no mundo atual, como em todo e qualquer momento. Com ela me reamino, me reabasteço para os embates todos. Diante de tudo o que tenho aqui ao lado da cama, me esperando para a leitura,seria muito mais fácil me fechar em copas e me entregar, aceitar a derrota e seguir com a cabeça enfiada num buraco, como fazem os avestruzes diante do perigo.

A prodridão do mundo se acelerou de uma forma avassaladora e hoje, vejo cada vez mais complicado o diálogo, exercido até bem pouco tempo entre as partes. Nem as campanhas políticas são mais feitas nesse contato corpo a corpo, sendo substituídas pelo envio de mensagens via celular, o meio de comunicação mais eficiente para fazer chegar suas mensagens. Aquele trabalho de formiguinha de antanho já não é mais tão eficiente. Pode até continuar conseguindo resultados, mas no campo do avanço de ideias, nada como o conquistado com o recebimento de mensagens via celular. E, infelizmente, neste quesito, eu me vejo patinando, com pouca infiltração. Não é nem uma questão de passar a mensagem errada, nada disso, mas o meio mais influenciável e dentro da exatidão que a tecnologia possibilita.

Vejo a prefeita bauruense e toda sua influência de poder conquistada através desta forma. Mantém com grande eficiência, atingindo muito bem seus objetivos, mensagens diárias, distorcidas e desvirtuadas ou não, mas mantendo o seu público, não só informado como sem poder respirar, com algo contínuo a influenciá-lo. Abro hoje meu celular e vejo sendo despejado um cabedal de informações, cuja maioria identifico como fake news, feitas para confundir e ludibriar o eleitorado. São pesquisas fajutas, cada qual a demonstrar que o candidato deles já está na dianteira.

A frase do ministro da Propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels, "uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade", nunca foi tão utilizada como neste momento. Uma quantidade avassaladora de mentiras é espalhada diariamente pelas redes sociais, com o intuito de enganar, de fazer passar a mensagem perversa, sádica e devastadora de que, o algoz do momento seja o salvador. O país segue altaneiro, com seus problemas, mas num caminho, que certamente não estaríamos trilhando se fossemos governados pela direitona fascista. Sim, escrevo aqui para defender o Governo Lula e sua continuidade, pois sei o que anda sendo feito para sacá-lo do poder, ludibriando o povo nesta próxima eleição.

Eu não quero ver este país governado novamente por ninguém com o sobrenome Bolsonaro, pois sei que, se algum dia este voltar, o fará, como fez Donald Trump em seu segundo mandato, muito pior e mais devastador que no primeiro. Será o caos estabelecido e todas as liberdades democráticas, tão duramente conquistadas estarão, não só em risco, como eliminadas. A primeira delas, já anunciada, a da liberdade dos aprisionados pela tentativa de golpe. Flávio já anuncia que, se eleito, subirá a rampa do Planato em sua posse junto de seu pai e de todos os golpistas presos. Para fazer isso, se faz necessário uma transformação jurídica neste país e se isso de fato ocorrer, tudo o mais será também possível.

Eu fecho meus livros neste momento e me coloco na empreitada de lutar desbragadamente para impedir que isso aconteça. Não meço esforços neste sentido. Sei da perseguição que, gente como eu, com firmes posicionamentos, teremos se um dia o fascismo voltar a nos governar. Olho para os EUA de hoje, onde simplesmente ser oposição se tornou um risco, não só de ser preso, como de morrer. Lá já não se pode mais praticar o livre exercício de falar o que se pensa, quanto mais exercitar a oposição livremente nas ruas. Aqui, todos devemos estar conscientes de que, ainda temos tempo para fazer a escolha entre continuar sendo um país soberano ou entregarmos tudo para o que de pior temos, o explícito banditismo no poder.

Eu não tenho escolha. Se ficar lendo e sem envolvimentos, o complexo de culpa será avassalador, pois depois, não terei mais como reagir. Se ainda posso reagir, este é o momento. E daí me ponho à luta e a disposição dos que, ainda lutam. Eu não me escondo, não fico quieto, não torço sem nada fazer. Eu tento fazer e faço, mesmo que a minha maneira, mas não deixo de fazer. Se todos fizessemos o mesmo, creio eu, venceríamos este dragão da maldade pronto para nos abocanhar. Eu não suporto mais governantes como Suéllen, os Rosin todos, Tarcísios, Bolsonaros, Malafaias, Ratinhos, os Marinhos e suas mentiras, Octavianis, Zemas, Borgos, Caiados, Mendonças, Fux, Temer, Liras, Pittollis em rádios, Cafeos, Nunes Marques, Ramagens e tantos outros e outras que nos apunhalam a todo instante.

Não dá mais para permanecer quietos e indiferentes. Não dá mais para ficar lendo e observando tudo à distância. Se o fizermos, o arrependimento será doloroso demais. Os nos colocamos à luta, pois estamos diante de uma declarada guerra ou perdemos tudo o que consquistamos. Quando tudo o que defendo está por um fio, fecho o livro e empunho as armas que tenho. Se no momento, ainda só a escrita, dela me utilizo com toda força, garra e coragem. É o que me resta fazer. E faço.

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