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quarta-feira, 28 de julho de 2010

UM AMIGO DO PEITO (40)*

"MANITO" ASSOPRANDO FORTE NO ANIVERSÁRIO DE 25 ANOS DO TEMPLO BAR
Tenho algumas boas histórias vividas dentro de um dos mais antigos e tradicionais bares de Bauru, talvez o único que possa ostentar a denominação de "Herói da Resistência", no quesito de privilegiar a boa e verdadeira MPB. Parece que foi ontem, mas na verdade já são 25 anos de ininterruptos trabalhos do TEMPLO BAR. E para comemorar a data redonda e a reabertura do bar, após mais um período de férias do Fernando e da Sônia, nada mais que MANITO, o saxofonista, que entre milhares de coisas já feitas, tocou (ainda toca, eles continuam em exposição) com os Incríveis. Presenciei um antológico show deles, num dos retornos, acredito que em 1998/99, por aí (vídeo está no Youtube, postado por seu realizador o cinegrafista Xico Coffani). De lá para cá, Manito continuou na estrada e tenho também minha historinha com ele. Do tempo que residiu em Bauru, anos 90, por aí, levei um LP do Bocato, um que parece um embrulho feito com papel craft e barbante, contendo uma música dedicada a ele, o "Mano Manito". Acabei por presentear o músico, que não tinha o LP e fiquei sem. Relembrei isso e ouço, que o mesmo ainda está guardado. Não me arrependo, mesmo não encontrando até hoje outra peça de reposição.

Do show de ontem (serão três dias em Bauru, 28 a 30/07), mais dois músicos conhecidos do público bauruense, maestro Badê no piano e Lallo, no baixo. Fernando inovou para o evento, tirando o piano do palco e levando-o num esforço danado para o canto onde as apresentações eram feitas antigamente, debaixo das fotos de ambos e praticamente na entrada do banheiro. Foi uma surpresa para os músicos e agradou em cheio aos que lá estiveram. O repertório é velho conhecido, mesclando de tudo um pouco, jazz, xaxado, MPB e os clássicos, com "New York, New York" (pedido da Ana Bia, ao meu lado). Tocaram além da conta, em três etapas (chegamos antes do começo da segunda e saímos antes de começar a terceira, mais de meia noite e lá vai fumaça), com um descanso para o cigarrinho na calçada e colocarem as conversas em dia com os amigos presentes. Aproveito para perguntar a Manito onde encontrá-lo em Sampa. "É simples. Toco toda quarta, quinta e sexta na Cantina Maranello, esquina na Tabapuã com a João Cachoeira. Mas, pule setembro, vou operar da hérnia e o médico recomendou que não posso assoprar nada", me diz. Fica a dica para os paulistanos ou bauruenses que por lá passarem.

Na saída, Fernando, mais contente que pinto no lixo, não faz as contas nessas horas, sabe que põe dinheiro do bolso (faz isso há anos). Sorri, pois isso move sua vida e me pergunta: "Volta amanhã, mas traz o De Camargo. Cadê ele? Ele não pode perder essa" (fico de ligar para o Sivaldo). O bar, aos 25 anos, cresce, amplia instalações e vai servir delivery em breve. Já na calçada, conheço Wilson Lacerda, 57 anos, papeando com o Pez (melhor profissional de som na cidade - em breve um Memória Oral com ele), junto a outros fumantes e pergunto sobre uma conversa que presenciei entre ele e o maestro Badê, sobre seu apelido, Dizzy. "Sou músico, toquei muito tempo piston, hoje o instrumento está lá em casa meio que aposentado, mas viajei muito com o maestro e hoje vim aqui rever essas duas feras. Vim porque a música está no sangue, de vez em quando preciso ouvir de novo isso tudo. O apelido foi dado por Badê, nos tempos que tinha meus 23 anos, assoprava forte e ele me vendo, disse que era o próprio Dizzy Gillespie. O negócio pegou e assim fiquei conhecido", conta. Fui embora com a Ana pouco antes dos músicos voltarem ao palco para a última parte do espetáculo, Dizzy sobe novamente as escadas e eu vou repor meu sono, pois amanhã (que no caso já é hoje, quarta) tem o segundo show deles e um gratuito do Noca da Portela, no SESC.
* O amigo do peito, nesse caso é o Templo Bar, que frequento desde o nascedouro. Fidelidade é isso.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (29)

COMO FOI O TRIBUTO AO MANITO NO TEATRO MUNICIPAL
Quando decidi criar esse blog o fiz para dar vazão a uma escrevinhação avassaladora de minha parte e para disponibilizar algo que fiz durante toda minha vida. Publiquei meu primeiro texto aqui em 2007 e muita coisa mudou depois daquilo. Ainda atuava na SMC e a partir de 2008, sai e continuei tocando minha vida, sempre fazendo o que gosto e da forma como gosto. Sou polêmico em algumas vezes e na maioria, bato o pé pelas minhas convicções, construída ao longo de 51 anos de existência. Quem freqüenta esse blog já me conhece muito bem. Criei sessões, onde vou postando textos a demonstrar isso. Com o passar dos anos, passei a ter uma dedicação um pouco mais incisiva no blog, com a publicação de um texto por dia. Achava que isso não me traria tantos problemas, pois era só juntar e publicá-lo aqui. Mas a coisa não é bem assim, isso tudo requer pesquisa, em alguns casos horas em cima de um assunto. É o caso de alguma coisa que participo num dia e no outro quero ver o texto já no blog. Paro muita coisa que faço para preparar isso. E gosto do que faço, mesmo sabendo que a repercussão seja pífia. Em outros momentos, existe algo que quero muito escrever, mas não me sobra espaço e postergo, os dias passam e quando me deparo já foi quase um mês do ocorrido e nada escrevi sobre o assunto. Hoje algo assim.

No dia 04/10, uma terça, participei no Teatro Municipal de Bauru de um raro encontro musical, o TRIBUTO AO MANITO, evento para angariar fundos para despesas pós-morte do músico. Ali naquele dia fui agraciado com algo do qual não esperava e muito me alegrou, pois demonstra a quanto tempo circulo pelas boas manifestações culturais na cidade. Num telão no fundo do palco, enquanto todo o evento aconteceu, uma gravação de um show realizado no Templo Bar no ano de 1989, quando de um reencontro dos Incríveis. Esse encontro ocorreu em Bauru porque Manito morava aqui e porque Fernando sempre facilitou esses encontros em sua casa. Eu estava lá, junto de minha primeira esposa, a Wilma (já falecida), da irmã Erci, junto do cunhado Paulo Afonso. No palco ocorria um revezamento dos mais intensos, com muitos músicos bauruenses prestando sua solidariedade e não conseguia desgrudar os olhos das vezes em que apareci aos olhos de todos. “Envelheci mais continuo em exposição”, a frase de uma letra de música do Aldir Blanc me é das mais significativas nesse momento. Registro isso não para exaltação de nada, mas somente para confirmar o que esse blog tem como proposta, uma amostragem de que Bauru produz muita coisa de bom culturalmente e estou inserido nelas. Participo ativamente de muita coisa que rola na cidade e sou criterioso. Não me verão escrevendo aqui de eventos e shows pelos quais não gosto e não boto fé. Sim, sou bastante seletivo em tudo que faço, ainda mais no quesito cultural. Eclético, mas seletivo.

Do evento a reverenciar Manito, tudo de bom. Muitos artistas locais fizeram questão de lá estar e isso foi ótimo, pois demonstra uma união mais do que possível. Convidados para a apresentação, o casal Nota dez, Tuba e Léa começaram tímidos e foram se soltando. Não quero ficar aqui citando os nomes de todos os que estiveram no palco, pois com certeza acabaria por me esquecer de alguns e todos foram importantes para o brilho daquela noite. Todos deram o seu quinhão em algo mais do que inesquecível e tudo foi devidamente registrado pelas câmeras do Xico Coffani, que assim como no show dos Incríveis em 89, gravou tudo desse. Os músicos fizeram questão de relembrar um pouquinho de tudo o que Manito tocou e isso ficou evidenciado na interpretação de cada um. Eu, ao meu modo, meia-boca, diriam alguns (e confirmado por mim), gravei algo e a partir de hoje irei reproduzindo aqui no blog. São trechos de algumas das apresentações, bem ecléticas e de alguns dos nomes ligados ao segmento de MPB em Bauru. Quase na parte final, algo a emocionar a todos, quando sobe ao palco a esposa do Manito, Lucinha e lendo um texto ou improvisando outro, rasga o verbo, com algo sentido, vindo do fundo da alma e exposto, expelido para fora com uma carga de sentimento excessiva, deixando a todos boquiabertos. Aquilo era Manito na exatidão do termo. Manito viverá na lembrança de todos e todas. E a partir de hoje por aqui um cadinho de um povo que sempre gostou muito dele, ficou próximo e aprendeu muito com essa convivência, fazendo questão de dar vazão não só ali naquele palco, mas na seqüência da carreira de todos. Poderia escrever muito mais do que presenciei naquele inesquecível dia, mas de texto encerro aqui e como as fotos e os vídeos expressam melhor algo vislumbrado no palco do teatro, elas continuarão sendo expostas aqui indefinidamente. A cada manhã, algo mais...

Clicando no link a seguir a primeira parte do show de 1989: http://www.youtube.com/watch?v=lDnZdCxGX2U

terça-feira, 13 de setembro de 2011

COMENTÁRIO QUALQUER (89)

SEIS PESSOAS, CINCO SITUAÇÕES DISTINTAS COMENTADAS AQUI E AGORA
1. CHICO CARDOSO é meu amigo do peito, artesão de madeira, o dos trens. Ferroviário desses a nunca abandonar seu posto de vigília. Está novamente nessa semana lá em Sampa participando de mais um Revelando São Paulo, mostrando o que Bauru sabe fazer e bem feito. Um lutador e desbravador de apoios. Sabe cavar seu espaço, com abnegação e mais que isso, mostrando a imponência de sua arte. Parei várias vezes em sua casa por esses dias e o homem nem respirar estava podendo, tal o volume de coisas que aprontava. Cheguei num momento em que estava a transportar o já aprontado, lotando seu carro em todos os poros disponíveis. Mesmo na adversidade, sempre sorridente e disposto a enfrentar os tais moinhos de vento (ou seja lá o que forem) com suas parcas forças. O fato é que Chico está lá, mostrando um pouco de uma das verdadeiras artes de Bauru. Esse bate nas onze, jogando bem em todas, faz e acontece também num coral lá no Gasparini e quando tem tempo livre e a mulher (desculpe dona Fátima) deixa, nos encontramos no Alfredão para sofremos juntos pelo Noroeste. Chico não tem medo de cara feia.

2. MADÊ CORREA é minha amiga do peito, atriz e diretora teatral. Esteve em tantas atividades teatrais, que mensurar isso é tarefa que não me proponho fazer, pois perderia a conta. Essa aqui uma guerreira como poucas. Viu o diabo de perto, com um péssimo súbito, que por um período insistia em lhe acompanhar. Aroeira pura, não se vergou e com a melhora da saúde, foi à luta e vai estar presente no espaço da Casa Ponce Paes, dias 17 e 18/09, apresentando seu novo brinquedinho teatral, o espetáculo da Cia Celeiro da Arte, “La Vita Passa”, com direção e atuação dela própria. A Casa Ponce não permite cobrança de ingressos, essas são as normas do espaço e devem ser respeitadas, assim como todos devemos respeitar e estar ao lado dos verdadeiros artistas em todos os seus momentos, os bons e os nem tanto. O mínimo que podemos fazer nesse momento é darmos um quinhão de contribuição para essa grande artista de nossa terra adquirindo Convites de Apoio. Madê merece muito mais que isso, pois é dessas que não possuem medo nenhum de caras feias.

3. TATIANA CALMON é minha amiga do peito, valente obreira de tudo quanto é ação voluntária pelo engrandecimento dessa cidade, estado e nação. Penou por alguns meses após passar por uma cirurgia mal concluída de redução de estômago. Para se salvar acabou tendo que refazer a mesma mais duas vezes e um “touro” como sempre foi, resistiu bravamente a essas provações todas. De fato emagreceu, mas sofreu um bocado e nesse momento quando a vejo com novos ares, esperança renovada e com uma verdadeira luz no fim do túnel, só posso me sentir mais feliz que pinto no lixo, pois Tati está dando a volta por cima. Não conseguiu chacoalhar o corpanzil na Parada desse ano, pois os pontos não estavam totalmente cicatrizados, mas promete que domingo que vem estará saindo da toca para a primeira atividade cultural fora de casa após a convalescença. Iremos num grupo lá no Jardim Botânico assistir o show do maestro George Vidal. Peguem leve com a menina e a apertem de leve, pois ainda não está agüentando um tranco de acordo. Tatiana nunca teve e nunca terá medo de cara feia.

4 e 5. MARIZA BASSO e KYN JUNIOR, são amigões do peito, gente que ralam pra dedéu e levam o nome de Bauru para todos os cantos desse país. De uns tempos para cá já são quase moradores do Rio de Janeiro, tanto que o Kyn já fala acariocado e a Mariza anda levando a vida malemolentemente. Agenda cheia, país afora, eis seus caminhos: “Aproveito este e-mail para passar nossa agendinha do mês de Setembro, se for possível divulgue assim pessoas que nos amam tem como ficar por dentro e falar bem ou mal (rsrs). Estaremos por aqui no Rio em nossa temporada no SESC TIJUCA e no meio aproveitando para pesquisar e assistir muitos espetáculos, preparando a BONECOS BAURU 2. Como não pudemos ver o Festival SESI BONECOS DO MUNDO em São Paulo conseguimos ver aqui no Rio e foi um sucesso com a competência SESI. Na terça, 13/09 caminhamos para Belo Horizonte onde participaremos de um evento enorme da Fundação Dom Cabral para executivos empreendedores. Voltamos ao fim de semana no Rio e finalizamos nossa temporada no SESC TIJUCA, sábado 17/09 e domingo 18/09. Na segunda-feira rumamos para Blumenau onde participaremos do FENATIB - Festival Nacional de Teatro Infantil de Blumenau, dia 20/09, com 03 apresentações. De lá voamos para Fortaleza - CE onde nos apresentaremos dia 24 e 25/09 no Theatro José de Alenvar (http://www.secult.ce.gov.br/equipamentos-culturais/theatro-jose-de-alencar/theatro-jose-de-alencar ). De lá direto para Maringá PR, com"O Circo dos Objetos" dia 27/09 no FESTEBOM. Pensa que acabou...engana-se de Maringá voamos para os céus paulistas de Marília onde apresentaremos o espetáculo "João Come Feijão" no dia 29/09 é aí com certeza mataremos a saudades de nossos familiares e amigos e que o meu amigo ICO do Bar do Aeroporto me aguarde!”, esse o corre-corre nas palavras do próprio Kyn. Esses dois não possuem medo nenhum de caras feias.

6. MANITO não é amigo do peito, mas um dos profissionais que sempre babei na fronha, um dos reis dos instrumentos de sopro desse país. Tenho o orgulho de tê-lo presenteado décadas atrás com um LP do Bocato, que ele não tinha em sua coleção e lá uma canção em sua homenagem. Manito nos deixou dia 09/09, levado que foi por essa doença que chega e não sai mais do corpo da pessoa. Sempre que sabia de sua presença lá no Templo ia bater cartão e confesso aqui, que procurado por Fernando, estava intermediando junto ao Elson Reis, nosso secretário de Cultura, uma data para um grande show lá no Teatro Municipal em sua homenagem e para levantarmos apoio financeiro para uma infinidade de despesas causadas por doenças. Era um pedido do Fernando, desses que Elson concordou de imediato, mas o implacável tempo deu as caras antes da concretização. Se preciso for, faremos o evento (ainda mais agora), pois despesas mal ajambradas é coisa inerente a todos nós, que fazemos de nossas vidas algo vivido intensamente, sem dó e piedade. Quem quiser vê-lo tocando, clique nesse meu texto publicado aqui no mafuá em 28/07/2010: http://mafuadohpa.blogspot.com/search?q=MANITO+NO+TEMPLO+BAR Manito nunca teve medo de cara feia.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

DROPS – HISTÓRIAS REALMENTE ACONTECIDAS (61)

OUTDOOR, LIVRARIA, RADIALISTA, RESIGNAÇÃO, IMPERTINÊNCIA E UM TRIBUTO
1. Lá na região do Aeroporto, um imenso outdoor do Colégio D’Incao, uma reverência a ilustres mestres em diversas artes, todos já falecidos e fonte de inspiração para o ensino, desde Marx, Freud, Darwin, Machado, Einstein, Borges e outros. Passo por lá com um conhecido a caminho de levá-lo a um serviço hidráulico. Querendo demonstrar conhecimento me diz: “Olhe que beleza. Esses aí da foto são todos professores aí dessa escola. Ouvi dizer que é uma das melhores da cidade”. Quieto fiquei, pois quem sou eu para desmentir tão respeitosa informação.
2. Vou numa livraria da cidade interessado em comprar o novo livro de Fernando Morais, o “Os últimos soldados da Guerra Fria”, sobre os cubanos presos nos EUA. Esse autor vende muito, tendo já mais de dezena de livros publicados e na divulgação desse já foi até capa de revista. Havia esquecido o nome do livro e pergunto: “Teria o novo livro do Fernando Morais?”. Incrédulo, o livreiro responde: “Fernando Morais? Não conheço. Espera aí que vou ver se tenho alguma coisa dele”. Preferi ir comprar em lugar onde pelo menos o livreiro conhece títulos e, principalmente, escritores.
3. Ouço num programa de rádio bauruense ao estilo do Tea Party norte-americano algo a me revirar na cadeira. “Isso que está acontecendo com o dr Sócrates, seus problemas atuais, já aconteceram também com o Casagrande. Isso deve ser o reflexo do que fizeram na época da tal Democracia Corintiana”. O que querem esses senhores, a volta do nefasto período militar? Não deu para entender direito, mas difundem por lá algo nesse sentido e tom. Ouço com o intuito de ver a que ponto conseguem chegar. E passam dos limites do tolerável.
4. A maioria dos pobres possui uma resignação impressionante. Aqui defronte minha casa um circo e com a chegada dele, os guardadores de carro. Noite dessas um deles me pede água gelada. Dou e a seguir aproveita a deixa para pedir também uma bermuda. “Sou morador de rua e não aguento mais usar essa mesma calça a tantos dias”, me diz. Arrumo e lhe digo: “Vai precisar arrumar um cinto, pois é larga”. Sorrindo me responde: “Vou amarrar um cordão. Você não sabe que roupa e sapato de pobre não tem número”.
5. Meca era um grandalhão, um dos ex-donos de um mercado no começo da rua Azarias Leite, quase ao pé do viaduto JK. Morreu faz anos e duas de suas histórias me foram lembradas pelo Orlando, o da banca de revistas Pavan. “Meca era casca grossa com os clientes, tinha um carrão daqueles tipo Galaxie e foi um dos primeiros permissionários da banca lá do terminal rodoviário. Certa vez um homem comprou passagem e ficou na banca a olhar revistas por longo tempo sem nada comprar. Incomodando, virou para o mesmo e pediu para ele olhar na passagem se lá estava escrito ter também direito de ficar parado olhando as revistas em sua banca. Noutra um cliente desses a sempre comprar muito, separou um monte de revistas e ao levá-las ao balcão, Meca vendo-o preencher um cheque lhe disse de forma irônica se teria fundo. O sujeito rasgou a folha jogou em sua cara e disse que quem tinha fundos era ele e foi comprar o mesmo lote na banca do Orlando”. Histórias que gosto de reviver.

DICA PARA HOJE A NOITE: A imperdível é presenciar um encontro de mais de trinta músicos no Teatro Municipal de Bauru, 20h30, R$ 10,00 (dez reais), no TRIBUTO AO INCRÍVEL MANITO. Fernando do Templo, queria que essa homenagem tivesse ocorrido em vida, levei a idéia ao Elson Reis, Secretário de Cultura, mas não deu tempo e o encontro é hoje. Relembrar Manito é algo que Bauru precisa fazer eternamente, pois esse escolheu viver parte de sua vida entre nós, bauruenses. No vídeo abaixo, como prometido, mais um tiquinho do 2º Encontro de Músicos do Aldeia Bar, domingo passado.