PESSOAS (01) - GLOBALIZAÇÃO DIVINAL NO RESTAURANTE LIBANÊS DE BAURUHoje foi um dia de poucas saídas e muitas trombadas. Revi pessoas queridas pelas ruas e das conversações todas, tenho que compartilhar o algo mais, essa divinal proveniência encontrativa, quando tudo converge em situações mais que prazerosas. De casa me partiu um pedido, "traga uma pasta árabe para comermos o pão libanês comprado" e assim passei lá no recanto libanês da cidade, o restaurante Nakahat Al Amana, na Capitão Gomes Duarte, quadra 8, Altos da Cidade. Conheço o lugar e sei, o que sai dessa cozinha é do bom e do melhor. O encantamento, toda vez que volto se dá por vários motivos. Evidentemente, a comida é ótima, a dona do estabelecimento uma simpatia, hoje toda parementada em preto e branco e falante, enfim, as segundas propiciam isso, o da gente estar cheio de expecativas pro resto do que virá pela frente. E diante dela, nos apresentando os pães e pastas todas da sua região, somos cercados por mais duas mulheres, uma cubana e outra haitiana, do seu quadro de funcionárias. Juntaram as três e dei a dica: "Por que não fazem uma noite de cada país, num dia só coisas libanesas, noutra, só cubana e depois uma haitiana?". A proprietária adorou e disse já ter conversado com elas duas sobre o assunto. Disse, logo depois de ter achado lindo isso dessa congregação e união de muitas nacionalidades num só espaço: "Você não viu nada, pois até poucotempo tinha também aqui uma venezuelana, que resolveu voltar para seu país". Ou seja, se o lugar é assim tão receptivo com os remanescentes desses países todos, com toda certeza, deve ser tocado com muito amor no coração. Saí de lá querendo expor isso para tudo o mais e assim o faço neste momento.
Em tempo: Estive lá hoje na companhia da mana Helena Aquino e do carioca Fernando Tobgyal, que também saíram maravilhados de lá, um santuário culinário e der confratenização de povos.
PESSOAS (02) - OMAR HADDAD, CONTINUARÁ TENDO ETERNAMENTE A CARA E IDENTIDADE DE MÉDICO DO ESPORTE CLUBE NOROESTE
Reencontrar o médico, clínico geral e geriatra, Omar Haddad pelas ruas de Bauru é impossível dissociá-lo de algo pelo qual estará unido umbilicalmente pro resto de sua vida, o de ter sido médico do Esporte Clube Noroeste. Lembro dele, em todas as situações possíveis, principalmente nas mais difíceis, quando o time estava em petição de miséria e ele lá, presente e dando o seu quinhão para levar adiante o barco noroestino, sem se importar com a densidade da tempestade. A lembrança dele entrando em campo correndo, carregando aquela pesada maleta, corpão pesado, socorrendo atletas não me sairá nunca da memória. Ele é uma espécie de pessoas mais do que queridas. O conheci bem antes do advento Noroeste, quando morava com a esposa Aydê, na confluência das ruas Julio Prestes com Rio Branco, muito antes do fervo da Feira do Rolo. Foi vizinho da casa de minha avó Maria e tia Sebastiana. Hoje ele estava na feirinha do Tauste e todo reencontro é uma festa, quando me repete algo: "Vá lá me visitar, estou no CDU da Unimed, onde atendo três vezes por semana". Ele não me quer ver como cliente, mas para prosear, algo que sabemos fazer muito bem. Me disse hoje ter se aposentado, parou com as consultas nos pronto atendimentos, hoje só mantendo os três dias no CDU e depois, como vi ali, comprando cebola no supermercado e usufruindo do que a vida lhe proporcinou, após tanto tempo com equipamentos médicos nas mãos. Lembrar algo das aventuras junto do Noroeste é lhe abrir uma inesgotável caixa de memórias. Certa feita, décadas atrás, fui vender chancelas em Limeira e como o Noroeste jogava lá, assistir o jogo noturno e aceitei carona com o time no retorno pra Bauru, oferecida por ele e sabendo que, voltaria sei lá como, pois pelo adiantado do horário, teria problemas pela frente. E mais, naquele dia, vacas magras no Noroeste, desfrutei com o jogadores do jantar daquele dia, pães com mortadela. Era o que tinha. Dr Omar vivenciou isso tudo e muito mais. Qualquer dia vou lá lhe propor contar tudo num livro, o de sua vida pelas estradas da vida, junto do glorioso, centenário e resistente time de futebol de nossa aldeia. Esse tem história e possui um bom humor, difícil de ser encontrado pela aí. Peça mais que rara, única.
PESSOAS (03) - ELIAS BRANDÃO E A HISTÓRIA DO CARA DORMINDO NO SEU PORTÃOElias Roberto Brandão é a cara de histórias mil, uma atrás de outra e assim como prescrito em seu cartão de visitas, "conciliador de conflitos familiares, comerciais e contratuais", circula pela aí resolvendo toda e qualquer parada. Encontrá-lo pelas ruas é sinal de alguma nova história em andamento e assim procedeu hoje, quando o vejo defronte a cada que, algo de um mês atrás, pegou fogo ali na rua Maria José com Padre João, deixando seu morador na rua da amargura, sem eira nem beira. O morador, Silvio Carlos Scaraboto, o Silvinho, não estava na residência no momento do incêndio, na manhã de 5 de agosto de 2026. Foi uma tragédia e desde então, Silvinho perambula pelas ruas da cidade, dormindo aqui e acolá. Coisa de algumas semanas, Elias notou um homem dormindo na calçada defronte sua casa e após averiguações - no qual é perito -, descobriu ser o Silvinho. O que o importuna, além de presenciar a cena dele ali na calçada é que fala a noite toda, em voz alta, não deixando o quarteirão dormir. O fato de ter escolhido o lugar para dormir, são as lembranças que tem, dizendo ter sido ali nas imediações a casa de sua avó. Hoje, Elias está atrás de parentes do Silvinho e para tanto, o vejo escarafunchando vizinhos da sua antiga morada, em busca de vestígios de parentes, que o abriguem. "Está insustentável vê-lo nas atuais condições. Ele não está bem psicologicamente e morando nas piores condições, fala sózinho pelas ruas e dorme aqui defronte minha casa, no Bela Vista", diz. Elias tirou fotos da situação e me mostra pelo seu celular, demonstrando a quantas anda a situação do Silvinho. Sua vinda até onde ele morava é para tentar encontrar quem possa ajudá-lo, algum parente próximo ou mesmo sensibilizar as entidades assistenciais da cidade, pois evidente, como me disse, "ele precisa de ajuda, amparo e assistência". Elias segue seu rumo, sempre envolviddo na resolução de questões de terceitos, que o procuram para decifrá-las e ver como pode resolver pendengas, porém, desta feita, ocorre o contrário e o problema se apresenta ali defronte sua morada. E ele, diante deste fato novo, busca solucioná-lo da melhor maneira possível. Eu, sempre que o vejo, paro e puxo conversa, pois sei, algo novo e inusitado estará em curso. Desta feita, como não podia deixar de ser, Elias envolvidíssimo numa inusitada situação ocorrida nas entranhas dessa inverossímil cidade.



















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