quarta-feira, 30 de setembro de 2026

LADO B - O RETORNO (02)



ESCREVINHAÇÕES POSSÍVEIS
A Globo armou um cilada pra ferrar o Lula, como em 89 e tantas outras vezes. Chegou inclusive a adiantar o horário em relação aos anos anteriores. O Lula, macaco velho, não caiu na trampa. E foi dialogar com o povo nas redes sociais. O Flow chegou a ter mais de um milhão e meio de visualizações simultâneas. Já o Zero Um, justificando a fama de cagão, sentiu que a presença do Renan seria uma ameaça. O menino esse do MBL é franco atirador, é bem informado e fala bem. E só teria a ganhar se falasse o que já vem falando nas redes sociais. Já o Zero Um mostra que não tem estofo pra enfrentar nem o minion do Missão, quanto mais para presidir o país. Daí só restou a Globo engolir a desmoralização do seu outrora absoluto poder. Tá hilário ver o Camarotti, o Merval e a Malu Gaspar se lamentar do "desrespeito à livre imprensa". A cara de decepção deles é impagável. O circo que eles queriam montar se afundou na merecida irrelevância. Plano A: Lula vai no debate e é trucidado, um massacre de quatro contra um. Falhou. Plano B: um debate com a cadeira vazia, e Lula acusado de fujão. Falhou também. A Globo sai do episódio totalmente desmoralizada. Que noite!!!🤣

"Muita gente afirma que "intervenção americana" é alucinação de uma esquerda antiquada. O fechamento de serviços diplomáticos na embaixada e em consulados dos EUA no Brasil, às vésperas das eleições, só pode merecer uma resposta: "É o imperialismo, estúpido"!", GILBERTO MARINGONI.
SEGUIREI NAS RUAS E HOJE, INFELIZMENTE, NÃO CONSIGO ESCREVER MAIS NADA, ESTOU OCUPADO, 24H ATUANDO, ENVOLVIDÍSSIMO COM O QUE AINDA POSSO FAZER.

E AQUI A PUBLICAÇÃO DO SEGUNDO BATE PAPO "LADO B - O RETORNO"

terça-feira, 29 de setembro de 2026

RELATOS PORTENHOS / LATINOS (163)


ESCREVINHAÇÃO POSSÍVEL APÓS MAIS UM INTENSO DIA NA CAMPANHA LULISTA
Participar ativamente de uma campanha, como o faço neste momento é, em primeirto lugar, uma correria. Estou enfurnado nesta e dos pés à cabeça. Primeiro e a causa maior, por Lula, sendo ele a única alternativa para não permitir que o país cai nas mãos da ultra-direita fascista, uma que hoje, descaradamente e com, pasmem, algum apoio popular, entregará o país de mão beijada oara os interesses norte-americanos. Isso me fez sair da zona de conforto e estar nas ruas. Hoje, existe essas duas frentes, a virtual e essa, a de estar nas ruas e ter contato com as pessoas. Tento atuar das duas formas, mas nessa reta final, cai de boca e cumpro uma agenda de compromissos intensa pelas ruas.

E isso me move. Nesta quarta, 30/9, último dia de setembro, passei a tarde toda no Calçadão da Batista, o local de maior movimento das ruas de Bauru. Com uma banca montada na Esquina da Resistência, quase confluência com a rua Treze de Maio, ali o quartel general deste grupo político, o Núcleo de Base DNA Petista Bauru. Eu, Claudio Lago e Valquiria Correa ali estivemos, nos revezando com outras pessoas e além de entregar panfletos, conversando com quem ainda estiver disposto a fazê-lo. Creio que, o maior desafio deste momento é conseguir ainda estabelecer um diálogo com as pessoas. Certo que, vivemos tempos onde as verdades estão fundamentadas por informações repassadas dentro de grupos, visando interesses bem estabelecidos e principalmente no grupo bolsonarista, está cada vez mais difícil conseguir uma brecha para um diálogo. Isso da pessoa já chegar com a cabeça feita e não estar disposta a dialogar é muito complicado. Tem muita agressividade quando este vê se aproximando deles alguém com uma camiseta vermelha e ainda por cima, se dizendo petista. Com o restante da população, a parcela também conservadora, ainda existe um diálogo, porém, com quem já chega de cabeça feita, só mesmo diante de algo muito grandioso.

E assim passei boa tarde da tarde, envolvido com essa tentativa de relacionamento e também, como historiador e sempre muito interessado nas relações humanas, aproveitando de mais essa oportunidade para observar pessoas e situações. E elas se apresentam a cada instante diante de nossos olhos, basta estar nas ruas. Você passa a conhecer aquela pessoa que, sobe e desce o Calçadão, falando sózinha, várias vezes ao dia, rindo e não aceitando nenhuma abordagem, tipo a de ser interrompida no seu transe. O senhor que teve a casa incendiada e hoje mora nas ruas, circula pelo local e quando o abordei, perguntando, "foi o senhor que teve a casa incendiada?", ele se vira para mim e diz, "eu não, vocês está me confundindo com outra pessoa". E não quer conversa. Evidentemente precisa de ajuda, pois está perdido, bem vestido, mas dormindo pelas calçadas da vida. Tudo é uma sucessão de histórias e me envolvo nelas junto ao que faço, a campanha política.

Tive grandes decepções advindas destes contatos, mas ao mesmo tempo, enormes felicidades, pois em alguns caos, onde você acha que não vai ter retorno nenhum, em alguns caos, a pessoa te surpreende, te olha nos olhos e se abre. Tem muita gente assim, louca pra encontrar alguém com quem possa se abrir e colocar coisas pra fora. Teve um que, diante da foto do Lula surtou, disse um monte de impropérios. Ouvi tudo e quando comecei a argumentar, ele percebeu que permanecer ali surtado, de nada adiantaria e sem argumentos, também me ouviu. Da agressividade, passou a ser mais tolerante e quando se foi, creio eu, deixei sua convulsionada cabeça lateada de indagações, dessas que, pelo menos quando estiver com a cabeça deitada num travesseiro vai ter que fazer. No Calçadão a gente vê de tudo e mais um pouco. A região vem sofrendo muito, com muita queda de frequência humana, porém, basta meio dia ali para sentir como pulsa aquilo tudo.

Na tarde de quarta, decidi deixar o local por pelo menos uma hora e ir vivenciar algo em outro lugar, a famosa missa das quartas à tarde, no Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Depois de toda polêmica com a santa, fui conhecer um dos cultos mais movimentados por lá. Não abordei ninguém, só vi e ouvi. Uma só pessoa, conhecida de outras paragens, devoto declarado, me vendo por ali, me disse: "O católico sentiu o baque. Muita gente aqui é anti-PT e esquerda e nem sabe direito dos motivos, mas estão esperando um toque da igreja. Perceberam que, tem um outro lado e com alguns jogando contra a sua igreja. Estão muito balançados". Deixei folhetos em todos os carros estacionados ali e defronte o Poupatempo. Fosse o público neopentecostal, certamente, falariam abertamente aos seus dos púlpitos, mas os católicos estão sendo mais contidos, porém, estão num momento crucial. Vão ter que se posicionar e será difícil apoiar quem não gosta deles. Uma contradição deixando-os em estado de alerta.

No final da tarde, a troupe do DNA foi montar sua banca bem defronte a feira noturna do parque Vitória Régia. O que mais querem os que nos abordavam eram os adesivos de Lula. Tem um monte de gente disposta a ir votar com eles colados em suas vestes. Ali permanecemos até quase 21h e histórias foram se sucedendo, uma atrás de outra. Revi gente querida, como o Xerox, o garçom principal do restaurante Convívio, ali pertinho e este vasculhando discos, LPs na Banca do Carioca. Vê-los juntos me deixa enormemente feliz, pois frequento ambos os lugares e quando nós todos num mesmo lugar, tods vindos de lugares diferentes, isso é o maravilhamento da vida. A campanha feita pelo DNA é muito disso, observação e conversa. Quando tudo isso terminar, terei muita coisa juntada dentro de minha cachola e na junção de tudo o mais que tenho buscado ao longo da vida, alguma explicação para tentar decifrar isso dos descaminhos e encaminhamentos do ser humanos nestes tempos.

Eu passaria um longo tempo, contando aqui algo de muitos contatos ali estabelecidos. Talvez seja o maior npumero de candidatos gravitando por Bauru por metro quadrado. Quase todos por ali estiveram e vê-los cada um com sua estratégia de abordagem e expectativa de serem reconhecidos, das aproximações e rejeições. Senti isso tudso também na pele e vi como isso ia se repetindo com todos os demais. Por fim, quase no final da festa, reunimos gente querida ao nosso lado, festejamos todos juntos esse reencontro, rimos e nos preocupamos, enfim, todos estamos um pouco tensos e apreensivos. Deu para perceber, além da apreensão, existe toda uma forte esperança de vitória, enfim, a Bauru desta campanha, mesmo continuando muito conservadora, já não é tão agressiva como o foi no pleito anterior. No anterior tinham muitos querendo nos prender, neste alguns ostensivos com suas carinhas de malvados, mas na maioria uma já convivência sem atribulações extras. Assim tocamos o barco em frente, com o DNA tendo optado pela chapa já conhecida de Lula, finalziando com João Paulo Cunha para deputado federal e Simão Pedro para estadual. Saí de lá muito cansado, dormi logo a seguir e no dia seguinte, novamente agenda cheia. A rua me chama e nela reúno os temas, assuntos para minhas longas conversações. Até a vitória.
Eu, o advogado Gilberto Truijo e seu filho, Pedrão, num reencontro na feira. 

Eu, Valquiria Correa e Alexandre Gasparotti, este lutando também por um Sinserm novamente verdadeiramente combativo.

Eu, Claudio Lago, Luzia Siscar, Heloísa Leal e o advogado Laércio, nas necessárias conversações.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

DIÁRIO DE CUBA (271)


ANTES DA CONTENDA TER INÍCIO - QUE ACHAM DA IDÉIA?
"Eu acho que o Brasil precisa editar uma lei para classificar a Ku Klux Klan como organização terrorista e intervir nos Estados Unidos", publicado no Facebook por Felipe Facin Lavarda. 

ALGO DA NECESSÁRIA TRIVILIADADE ANTES DE COMEÇAR A CONTENDA...
Um pouco de poesia antes da bola rolar e sangue voar para todos os lados e poros, como ocorre por estes dias no campinho aqui onde me situo e atuo. Dias atrás fui entrevistar o Roberto, do Sebo do Bau para o reínicio do Lado B, as entrevistas que farei via Youtube. Conversamos e ele me falava de um cara que adentrou o sebo e roubou o relógio do seu funcionário, este em cima do balcão. Digo a ele, na saída, roubarei também algo. Ele ri e diz: "Leve o que quiser, você pode". Posso nada, mas assim mesmo trouxe este livro instigante do português Fernando Namora, "Domingo à tarde", edição portuguesa de 1970, que havia batido o olho ao chegar.

Quando abri o livro, logo na primeira página uma arrebatadora supresa, ele fez parte do acervo, uma biblioteca não mais existente na cidade, a da CFP (Centro de Formação Profissional) Engº Aurélio Ibiapina, o da famosa em Bauru, Escolinha da Rede, ou seja, a escola profissionalizante, algo idêntico ao SENAI e que, com a privatização das ferrovias, obra do governo FHC, teve fim. Os livros foram espalhados pela aí e muitos caíram nas mãos de sebos. Eu, emocionado, pois estudei na Escolinha, assim como o sindicalista Roque Ferreira e o pérfido astronauta Marcos Pontes. Tenho inenarráveis recordações dos meus tempos de Escolinha e alguma dos livros emprestados desta biblioteca.

Estivemos ali para cursar algo profissionalizante, no meu caso, Metalurgia, que nunca mais utilizei na vida. O que guardo para sempre são as recordações do lugar, do aprendizado ali tido e do estágio nas famosas Oficinas da Rede, a RFFSA, hoje barracões abandonados e sem destino. As gravações feitas neste livro, que guardarei com todo carinho, me fazem voltar no tempo. Tenho visto ali no Sebo do Bau muitos e muitos livros com carimbos de bilbliotecas diversas, a maioria de escolas públicas e prefeituras, todas com muitos muitos livros espalhados pela aí. A degradação é perceptível, pois estão se desfazendo de acervos, exterminando bilbliotecas, como faz aqui a SMC - Secretaria Municipal de Cultura de Bauru, dando cabo de quase todas suas bibliotecas ramais, dando inclusive sumiço com os livros, estes desaparecendo do acervo como num passe de mágica. Tristeza total e absoluta.

Eu muito me emociono com estes pequenos detalhes das entranhas da vida educacional brasileira. Com este tipo de degradação, este espalhamento proposital de livros, não é possível ocorrer uma transformação na mente dos educandos. Sem livros, sem incentivo, sem leitura, a compreensão vai pro beleléu e somos todos mais facilmente dominados. Nos tempos que estudei as bibliotecas podiam não ser um primor, mas bufavam de livros e lembro de professores, todos guardados em minha memória, que muito me incentivaram a ler, algo que carregarei para sempre como benfeitores dentro da trajetória construída ao longo do tempo. Lerei em breve este livro, pensando nisso tudo, o que como já estive ao lado dele décadas atrás e de como chegou até minhas mãos nos dias de hoje. Tomo meu café da manhã de hoje tendo ao lado este "Domingo à tarde". Tudo isso "endoidece gente sã".
Em tempo: O Sebo do Bau irá fechar em breve. Continua vendendo todo seu acervo por R$ 1 real a unidade.

domingo, 27 de setembro de 2026

CENA BAURUENSE (282)

 NÓS SOMOS OS QUE NÃO SAEM DAS RUAS, SEMPRE COM LULA E HOJE NA FEIRA DA GUSTAVO 

Nem precisava chamar, dizer do ser hoje Dia de Luta, pois o DNA Petista não sai das ruas. Há uma semana da eleição de nossaa vidas, o de decidiremos se iremos permanecer num regime democrático ou seremos dominados pela entreguista extrema-direita bolsonarista, uma convocação nacional. 

E assim Bauru se faz presente no grande chamamento nacional. "Um filho teu não fogeà luta", assim atua a militância petista, do DNA e tudo o mais. Enfrentamos o touro à unha. E assim, mais uma intensa atividade, dentro de tudo onde estamos envolvidos. Por Lula, Haddad, Tebet, Marina e nossos deputados. E assim, estamos onde sabemos, demos estar, nas ruas defendendo Lula.

HPA - Bauru SP, domingo, 27 de setembro de 2026.

sábado, 26 de setembro de 2026

COMENTÁRIO QUALQUER (277)

 O PT ESTÁ NAS RUAS - HOJE EM BAURU 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

CARTAS (260)


O QUE DIZER SOBRE O FIM DAS BETS
Jogos de azar servem mesmo para limpar, esvaziar os bolsos de incautos, desavisados e pessoas em busca de uma tábua de saslvação, algo que os tire da atual situação. Isso muito perceptível. Quem mais joga hoje, não o pratica só por vício, mas o faz em busca da esperança de ganhar e saldar aquela pendência que o atormenta. E, como desconheço quem tenha ganho algo de concreto nestes jogos das BETs, trata-se de uma arapuca, uma enganação sem precedentes. Se não existe ganhador, a trama envolvendo estes jogos é pérfida e enriquece uns poucos, os donos do negócio, deixando ainda em maior desespero quem joga em busca de ganhar e cumprir seus compromissos. O discurso e a propaganda dessas BETs é algo surreal, tudo de uma ilegalidade escancarada e sua continuidade só continuaria a despejar a desgraça entre quem nela acredita para resolver seus problemas.

Escrevi alguma novidade? Nenhuma. E daí, por que tudo continuava a rolar sem que as autoridades não tomassem uma atitude? Tudo nessa vida hoje é movido por interesses. Tem muito dinheiro em jogo e neste caso, percebe-se isso pela propaganda que as BETs acintosamente faziam, inclusive pela TV, quando se passava por mocinhos neste filme, sendo na verdade o mais vil bandido. Já havia passado e muito da hora de uma atitude contra essas empresas, lesando diariamente a renda dos brasileiros. Algo precisava e foi feito. A pouca vergonha estava estabelecida e essa, pagava para se manter em atividade e na enganação dos apostores. 

Eu nunca joguei nessas bobeiragens a nos ludibriar. Passava ao largo. Não sei nem como faz para jogar. Sei não ter perdido nada em me manter distante. Certa feita estive em Las vegas, nos EUA, me hospedando num hotel que era um verdadeiro cassino. Aquela imensidão de máquinas postadas no saguão e por elas passei sem ter o mínimo interesse em aprender e jogar um centavo que fosse. Também me orgulho de nunca ter entrado num dos antigos bingos, que também infestaram este país tempos atrás, lesando os bolsos de muita gente. É certo da existência de um atrativo aproximando a pessoa desses jogos e na continuidade, o vício e a perdição. Joguei sim, muito tempo atrás no Jogo do Bicho, esse também uma roleta onde não se conhece como é feito o sorteio e neste caso, vez ou outra, um ganhador para estimular o jogador, que pode ser o próximo. Fico no lúdico do Jogo do Bicho, com seus animais todos e dele também me mantenho distante. Enfim, até gosto de jogar dinheiro fora, mas prefiro fazê-lo em bobeiragens palpáveis e não nisso tudo, sem nenhum tipo de retorno.

Escrevo isso tudo para ir na veia dos últimos acontecimentos. O presidente Lula, através de um decreto acabou com a farra das BETs no Brasil. Não existe a boazinha e a maléfica, pois todas fazem parte de um conglomerado armado para ludibriar a fé pública. Se isso irá prejudicar o futebol brasileiro, precisamos entender como e dos motivos dessas empresas terem ido atrás dos nossos clubes, para atráves do amor pelos clubes, incentivar a desenfreada jogatina. Os clubes ganhavam muito, porém, o povo estava sendo enganado. Lula acertou e, para mim, até demorou para dar um breque em tudo. Lembro do dia seguinte do fechamento dos Bingos no país e agora, teremos também o dia seguinte. Se for preciso, o Governo Federal precisa vir a público e informar como se deva o sistema de enganação. Algo bem elucidativo, detalhado e assim, deixar bem claro, parar com tudo nem o mais sensato, e sim, algo reparativo e até então sem regras. A regra deve ser só uma, era um sistema altamente danoso para os bolsos dos brasileiros. Ponto positivo pára Lula. Aguarda-se agora o pipocar das histórias, contando em detalhes como tantos perderam muito, tudo o que tinham, acreditando em algo que só os enganavam. O fim das BETs já vai tarde.

OUÇAM LULA SOBRE O FIM DAS BETS: 
CARTA PARA SEÇÃO "CARTAS CAPITAIS"
A capa "Mentira cavalar" está ótima. Eu sei disso, vocês todos sabem, os ainda lúcidos sabem, porém, o país está diante dos que não querem nem saber. Volto agora das ruas, panfleteando por Lula/Haddad e cada vez mais me certifico: estar nas ruas para panfletear não vale mais para a eleição majoritária. A imensa maioria já decidiu em quem votar. Existe uma parcela odiando Lula, PT e esquerdas. Com estes não existe mais conversa. Perda de tempo distribuir santinhos. Vale estar nas ruas pelas candidaturas ao Senado e para os Legislativos, com a distribuição de papel e a conversa, pois poucos definiram os votos para deputados. Por mais cavalar que seja o envolvimento de Flávio com todas as aberrações onde está envolvido, nada mudará o voto de quem odeia o PT. Esse povo ama o velho Jair, não ama Flávio, mas odeia o PT/Lula e votaria em qualquer poste, pois cansaram dos governos petistas - a tal lavagem cerebral. Tomara que o voto nordestino nos salve novamente, pois do contrário, nem matando a mãe, essa parcela seguidora da extrema-direita votará em algo com conotação de esquerda.

E POR QUE ESTES ESCÂNDALOS TODOS DO FLÁVIO NÃO INFLUEM EM SUA QUEDA NAS PESQUISAS? PARTE SIGNIFICATIVA DE BRASILEIROS APOSTAM TUDO NUM DECLARADO FORA-DA-LEI, OU SEJA, O BRASIL JÁ É MUITO BANDIDO, IMPÉRIO DE CRIMINOSOS

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

MEMÓRIA ORAL (336)


APORTEI NA CASA DO IRINEI NJE'A TERENA, NO GASPARINI E FIQUEI IMPRESSIONADO COM SUA PRODUÇÃO ARTÍSTICA
Diante de tudo o que está em andamento nessa descontrolada campanha política, a cabeça anda em polvorosa e nada como encontrar redutos para amainar, não só o ritmo avassalador, como em espécies de oásis, conseguir espairecer e recolocar a cabeça quente no devido lugar. Por estes dias estou recebendo em casa a visita do amigo Fernando Tobgal, hoje consultor do Sebrae, viúvo recente da querida Raquel, com atuação brilhante nas hostes do Hospital Amaral Carvalho de Jaú. Morou ali ao lado dela, quase 20 anos e com o seu falecimento, volta ao Rio, hoje morando com a filha, essa candidata a deputada estadual pelo PDT carioca. Veio para uma consultoria do Sebrae junto a tribos indígenas de Avaí e dentro do seu trabalho, consegui ir com ele, além de apresentá-lo para uma pessoa muito querida, dessas que, ainda conseguem, fazer com que me desligue completamente da intensidade com que toco a vida por estes dias.

Visitamos, eu e Fernando, a casa, ateliê e oficina de trabalho do incansável e inquebrantável IRINEU NJE'A TERENA, destacado artista indígena, historiador, ceramista e pesquisador pertencente à etnia Terena. Acompanho sua trajetória, praticamente desde o início e hoje pude constatar algo mais de sua evolução. Nascido na Aldeia Kopenoti, localizada na Terra Indígena Araribá (município de Avaí, ele é uma das principais vozes na preservação e difusão da cultura dos povos originários do Centro-Oeste. Foi um dos tantos que saiu muito cedo da aldeia, vindo para estudar e depois levar para os seus conhecimentos deste mundo do lado de cá, facilitando como estes podem interagir com este conturbado mundo onde vivemos. Irineu estudou História na USC - Universidade do Coração de Jesus e nunca tirou o pé da aldeia. Uma de suas especialidades foi os estudos sobre a cerâmica, vendo todas as possibilidades do uso da argila proveninete da aldeia. A princípio isso foi difícil, muita areia junto do barro, quebrando as peças quando levadas ao fogo. Traz argila de outros locais, como barrancas do rio Tietê, Barra Bonita e afins, mas também está na fase final, quase conseguindo purificar a dos rios que cortam Avaí.

Irineu, como se sabe por essas bandar é desses seres que não possuem quietude. Estão sempre em pleno movimento. Suas atividades são diversas e agora está com um Ponto de Cultura, onde acaba de realizar um grandioso evento, ali na rotatória do começo da Duque, praça do Relógio. Mais um espaço com sua cara e identidade, assim como este no Gasparini, onde escondinho das agitações do centro nervoso da cidade, produz suas peças, que já chegaram até a Alemanha. Ele não as vende costumeiramente, só em eventos programados, quando tenta produzir em maior quantidade, mas tendo, como fez conosco, pacientemente mostra uma por uma. Para cada uma, existe uma explicação terena e isso é encantador. O próprio Fernando já lhe deu a dica, para produzir algo onde a pessoa levando uma de suas peças, leve junto uma explicação impressa, pois isso ela terá junto da peça para todo o sempre.

Quando Ireineu abre sua caixa de ferramentas, sai de baixo, pois com a cabeça fervilhando de ideias e com tudo o que conseguiu aprender ao longo dos estudos, juntando com tudo o que trouxe de ensinamentos dos seus, o povo terena, ele chega hoje numa patamar de conhecimento e com uma técnica de artesanato, sendo condierado um brilhante ceramista brasileiro. Para se certificar disso tudo se faz necessário estar com ele, ouví-lo e mais que isso, passra umas horas lá junto dele, em suas oficinas e conversações, pois os dosi espaços em Bauru, são isso, espaço para que o interessado, não só leve algo de lá, mas saia do seu ciclo de tensão, entre na do índio e só depois, quando tudo estiver mais calmo, num outro plano, possa ser receptor de algo de grande valia. Eu entendi isso. E creio, Fernando tenha gostado demais da conta de voltar lá pro seu Rio de Janeiro com este algo mais. São essas coisiquinhas, que parecem simples, porém transformadoras, pois nso fazem entender o mundo, pisando de outra forma diante de tudo isso que estamos acometidos, até como prova da existência. Enfim, de opressão em opressão, essa é só mais uma etapa. Os terenas vivenciaram muitas em sua existência, provocadas pela proximidade com o homem branco e nós, os hoje diante desse avanço maléfico do fascismo, precavidos e atentos, porém, ainda sem saber ao certo como reagir e enfrentar esse grande mal na espreita. Conversar com terenas, juntar o que possuem para nos dizer, juntando com tudo o que já temos dentro da gente, daí algo novo para tentar sai dessa, não só vivo, mas altivos e fortalecidos.

Eu poderia escrevinhar muito mais sobre as peripécias do Irineu, mas dizem por aí, que textões são pouco lidos e assim sendo, encerro pro aqui, pela metade de tudo o que poderia ter dito sobre o que revi quando decidimos, eu e Fernando, aportar onde o artista reside. 


ALGO DO DESCAPACITADO JAIR BOLSONARO, O PAI DOS CINCO
A CRIATIVA TÉCNICA DO ESCRITOR TOM CARDOSO PARA CONQUISTAR O VOTO DO BOLSONARISTA CONVICTO
Desenvolvi uma técnica para tirar votos do Flávio Rachadinha na reta final.
Primeiro digo que nunca votei no PT.
A pessoa já começa a parar de falar da Venezuela e respirar um pouco.
Ela precisa estar calma e sem espumar para poder ouvir os seus argumentos.
Depois é a hora de dizer que você preza a meritocracia, a família, as pessoas de bem, a liberdade individual, a escola sem professor comunista, livro infantil sem pinto, exposição sem xoxota, o direito e ir e vir e outros clichês do gênero.
Pronto, você já virou um quase amigo.
Feito isso, descubra se a pessoa já votou alguma vez no Partido Novo.
Se votou, o seu caminho está facilitado.
Todo eleitor do NOVO é um idiota em potencial.
Se ele foi convencido de que aquilo representa a novidade na política, você consegue convencê-lo a votar até na Vera Lúcia do PSTU.
Agora se o cara votou no Bozo é preciso um pouco mais de cautela e paciência.
Além de dizer que nunca votou no PT, diga que o Lula merece morrer e que se perder a eleição um dia ele pode voltar de novo. Ele não, claro, o clone dele.
Ele vai começar a pular igual o Mario Gomes.
Pronto. É a hora de dizer que a melhor escolha é votar no Lula.
Porque assim vai ficar claro que o Brasil vive sob uma ditadura e que o Trump dessa vez vai desviar a frota de navios que está no mar venezuelano para o Guarujá.
Antes de Lula assumir, Trump já vai ter conquistado todo território brasileiro e matado Alexandre de Morais.
Lula vai pegar cadeira elétrica nos EUA. Será executado junto com o Maduro, pra economizar energia.
No começo, o cara vai ficar meio vesgo, entortar o pescoço para o lado - igual cachorro quando você peida no sofá da sala-, mas no fim vai te dar razão e apertar o 13.
Funciona, viu.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

LADO B - O RETORNO (01)


O LADO B VOLTOU E NA RETOMADA, ROBERTO, O DO SEBO DO BAU, FECHANDO SUAS PORTAS NA RUA TREZE DE MAIO, APÓS QUASE 30 ANOS DE ATIVIDADES

LADO B, O RETORNO (01)
ROBERTO, DO SEBO DO BAU, POUCO ANTES DE FECHAR AS PORTAS NO CENTRO BAURUENSE, APÓS MAIS DE 30 ANOS VENDENDO LIVROS
Devidas explicações: Este HPA produziu até bem pouco tempo quase 130 programas semanais intitulados LADO B - A IMPORTÂNCIA DOS DESIMPORTANTES. Tudo teve início pouco antes da pandemia e se estendeu até um ano atrás, quando dei um tempo. Foi algo feito com muita intensidade e ali registrados depoimentos de quem, na minha opinião, vale mesmo a pena deixar algo registrado para a posteridade. Queria voltar, mas com gravações sendo registradas não só via Facebook, mas pelo Youtube. Estava adiando o reinício, deixandotudo para depois dessa atribulada e tão importante eleição - hoje faltam 11 dias.
Essa era a intenção, mas adiantei bocadinho e dei o pontapé inicial diante de um fato triste, onde não poderia deixar de ser registrado. O famoso Sebo Avenida, conhecido como do BAU, com mais de trinta anos de plena atividade ali no cruzamento dua rua Treze de Maio com a avenida Rodrigues Alves, estava fechando suas portas. O velho Bau, que tudo começou com uma banca lá na vila Independência, depois se mudou para outra na Treze com a Bandeirantes, depois um sebo, bem defronte onde funcionava os Cines Bauru I e II, depois o filho Roberto abriu estes, o Avenida e ele, o velho Bau, outro, na Rodrigues Alves, ali permanecendo até sua morte aos 94 anos de idade.

O Sebo Avenida, que todos conhecem como o SEBO DO BAU é um dos baluartes do centro da cidade de Bauru. Roberto foi além de dono do lugar, um grande acumulador de livros e ia juntando caixas e mais caixas, muitas delas nunca abertas desde que recebidas. O lugar estava intransitável de tanta coisa. Foi quando o dono do imóvel pediu o prédio e ele, conseguiu adiar a entrega, com a justificativa de que iria fazer promoções até repassar tudo para seu público. E assim está sendo feito desde alguns meses. Começou vendendo qualquer coisa lá encontrada por R$ 15 reais, depois foi abaixando, R$ 10, R$ 5, R$ 3, R$ 1,50 e finalmente, com o prazo de entrega se esgotando a R$ 1 real cada. E muita gente foi invadindo o sebo e vasculhando, diria mesmo garimpando. Eu mesmo, nas idas e vindas trouxe bem uns 150 livros. Daí para mais e ainda, em cada retorno, achando que nada mais encontraei, sempre volto com pacotes de 10 a 20 livros. Os LPs, fizeram a festa de quem coleciona e, principalmente, de quem pensa em revendê-los por aí.

Agora, vendo que está chegando o momento do Roberto Francisco de Bau, 64 anos, lacrar e dar por encerrada definitivamente as atividades ali no conhecido sebo, me antecipei, fugi das postagens diárias sobre o destino do país com as próximas eleições e o entrevisto. Daqui por diante, farei muitas, quantas puderem ser feitas, todas em aproximadamente 20 minutos cada, com essa abrangência que já praticava no Lado B anterior. Na verdade, eu quero e preciso muito continuar botando o meu bloco na rua, até por questão de sobrevivência.
 Aposentado, com alguns projetos ainda rolando pela aí, atividades paralelas sendo tocadas, não consigo me amnater indiferente diante de uma boa prosa. E este LADO B, O RETORNO é nada mais nada menos que isso, conversações, prosas e bate papos.

Neste primeiro registro já pelo Youtube, o pontapé inicial com um dos lugares que mais tenho frequentado nos últimos tempos na cidade de Bauru. Aquelas estantes, muito frequentadas por mim, possuem histórias que dariam longos textos, até maiores que este. Hoje, ali encontro livros com carimbos variados, inclusive de muitas bibliotecas públicas municipais e isso é muito entristecdor, pois vejo que foram fechadas. Ou seja, bibliotecas de escolas estaduais e de Prefeituras foema dizimadas e os livros espalhados, uma barbaridade. Resgatei muita coisa para meu Mafuá, que existirá enquanto viver. Nunca vi uma promoação como essa do Sebo do Bau, tudo a R$ 1 real e dela tenho me aproveitado. Não tinha como deixar escapar uma conversa com o Roberto, amigo de longa data, desde os tempos quando conheci seu pai. Ele com 64 e eu com 66 anos, vivemos ambos no meio de livros, cada qual com uma longa história. Nadele, impossível o registro em 20 minutos, mas isso é uma espécie de convite para que, outros se dirijam até lá e façam também seus bate-papos. O Roberto fala gostoso e se deixar, falaríamos horas. Porém, ele tem outras obrigações no momento, como montar o novo espaço livresco, que será por enquanto virtual e trabalhar por fora, como o faz como uberista.

Gente, isso aqui do Lado B, gera sempre um longo textão, que pode ser pulado e o interessado ir logo para a conversa, a gravação, mas deixo ciente para quem aqui frequenta: quero continuar escrevinhando muito e assim o farei, pois isso me satifaz interiormente, assim conseguindo expelir algo guardado. Ao botar pra fora, dou um jeito de me libertar e se isso puder ser aproveitado de alguma forma, muito que bem. Portanto, o LADO B voltou e nos próximos, pelo amenos durante este período eleitoral, irei o conduzindo dentro do tema do momento, mas depois volto para contar algum detalhamento da histórias das pessoas, as que para mim possuem sempre algo olvidativo para ser transmitido. Essa a intenção deste LADO B, ir construíndo algo aproveitável nessa conjunção de postagens mil que vejo sendo produzidas pela aí. Meu quinhão de se dá deste modo e jeito, como sei fazer e com minha pequena bagagem, construída ao longo dos anos. Espero que gostem, aproveitem e se, ao menos lerem - agora também assistirem -, este aqui já ficará imensamente agradecido. E assim, está dado início ao LADO B, O RETORNO (01) com o bate papo com o Roberto, do Sebo do Bau.

E por fim a gravação de 20 minutos com Roberto:
https://www.youtube.com/watch?v=yY-ijRJgRvg
Este HPA e Francisco, editor de livros (Lumme Editor), também frequentador do SEBO DO BAU.

CHEGANDO CADA VEZ MAIS PERTO - BAURU NAS PARADAS DE SUCESSO
Novos trechos de conversas entre a ex-secretária de Meio Ambiente, Cilene Bordezan, e o executivo da Estre Ambiental, Hamilton Libório Agle, ambos presos na Operação Cavalo de Troia, trazem novas referências à prefeita Suéllen Rosim e a alguém de nome Renato.

Em uma das conversas, Cilene relata que Suéllen teria ligado preocupada com alterações no edital da concessão do lixo e afirma: “fomos nós que mudamos o edital”. Segundo o relato de Cilene, após ouvir que a situação estava sob controle, a prefeita teria respondido: “se está no seu controle, está tudo certo”.

Outro diálogo menciona Renato e valores de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões, mas o trecho isolado não permite determinar a que exatamente os valores se referem ou quem seria o destinatário. Em outra conversa, Cilene afirma: “a imprensa tá na nossa mão, fique tranquilo”.

A investigação do Gaeco apura suspeitas de direcionamento da concessão de resíduos sólidos de Bauru, estimada em mais de R$ 5 bilhões.
Veja os diálogos e entenda o que revelam os novos trechos da investigação no site da 94FM. Texto produzido pela 94FM Bauru SP, tambpem no link: 
https://www.facebook.com/94fmbauru/posts/pfbid0pSxSS2ore5wfEpo9WEV6rEw9etiBbRuHFTcHbwwrUvcHUhDP1aZou4H3KVgwYmUUl

terça-feira, 22 de setembro de 2026

COMENDO PELAS BEIRADAS (189)


O QUE AINDA FAZER NAS RUAS, SEM DESISTIR DE LUTAR ATÉ O ÚLTIMO MINUTO
Meus caros e caras, deixa eu desabafar um pouco. Voltei agorinha mesmo das ruas. Tô cansado. Nos intervalos da chuva, que não pára de cair, fui planfletear nos pontos de ônibus da avenida Rodrigues Alves. Muita gente depois desses últimos dias, eis o que constatei e queria aqui compartilhar.

Creio eu, não adianta mais nenhum tipo de campanha, com folhetos ou mesmo pelas redes sociais em cima da candidatura majoritária. Quem vai votar em Lula ou Flávio já está mais do que decidido. Aconteça o que acontecer, daqui por diante, o que tinha que ser feito já foi. Eu entendo que, o eleitorado que vota no Flávio pode até não gostar dele, como gosta ainda do pai, não votarão em Lula de jeito nenhum. Aconteça o que acontecer, não mudarão seu voto. Já aconteceu quase de tudo. Flávio está envolvido em todas as falcatruas possíveis. Nada cola na mente desse eleitorado que os faça mudar da ideia de votar nele. Para mim, existe um ódio ao PT/Lula/esquerda e está enraizado até a medula. Não sei se esse povo cansou do PT ou tiveram a cabeça feita, a tal da lavagem cerebral, mas com estes nem que Flávio mate a mãe, não mudarão seu voto.

São Paulo e os estados sulistas continuarão muito conservadores. E se, o Nordeste novamente marcar presença, na demonstração do amor por Lula - não pelo PT, viu! - temos aqui uma enorme possibilidade de vitória. O que está valendo ainda estar nas ruas é pelas candidaturas ao Senado e para o Legislativo. Senti isso hoje, como uma população ainda bem indefinida em quem irá votar pro Senado e pras Assembléias. Quanto a Lula e Haddad, creio que a votação já esteja sacramentada.

Eu não desisto nunca, mas é mais do que perceptível esse ódio quando chego me apresentando como petista. Antes era pior. Na eleição passada corríamos o risco de apanhar e ser presos - e alguns foram. Hoje não mais, mas a rejeição, pelo menos aqui no Sudeste é gritante.

Volto também de um evento hoje num campus universitário público e por lá, uma aprovação imensa para Lula/Haddad. No meu entender, com estes não se faz necessário mais fazer campanha pro majoritário. O voto em Lula/Haddad será maioria, mas nas ruas o buraco é mais embaixo. Fazer campanha entre os que a gente já, mais ou menos conhece em quem vai votar é ficar feliz antes da hora, já sair pela aí, cidade afora, na amostragem, levo um susto a cada dia em que boto a cara na rua. São as minhas impressões e assim mesmo, creio, tomara que Lula vença no 1º Turno, pois ando tenso além de todos os meus limites.

FOI UM DOS MELHORES DISCURSOS DE UM PRESIDENTE NA ONU - LULA SE SUPEROU E DAÍ, A PERGUNTA, COMO O POVO BRASILEIRO PODE ESTAR INDECISO E PENDER PARA ALGUÉM NA CONTRAMÃO DE NOSSA SOBERANIA?
Presidente Lula discursa na 81º Assembleia Geral da ONU. Assistam o pronunciamento, todo sem leitura de algo pronto, de improviso: 

LULA NA ONU E A MANIPULAÇÃO DO JORNAL NACIONAL, trechos texto de Ângela Carrato

Qualquer estudante de primeiro período de Jornalismo sabe que a principal chamada do Jornal Nacional, na edição desta terça-feira (22/9), deveria ter sido para o discurso do presidente Lula, na abertura dos trabalhos da ONU.

Nos meios políticos, nacional e internacional, a fala de Lula estava sendo muito aguardada, porque representava um momento de confronto da posição multilateralista e em defesa da soberania nacional com o autoritarismo e o imperialismo expressos por Donald Trump. Apesar de ter feito um discurso exemplar, abordando a falência do atual modelo da ONU, em que algumas potências possuem o anacrônico poder de veto, de reafirmar a soberania nacional -"o Brasil não cabe no quintal de ninguém" - de criticar, sem citar nomes, os Estados Unidos pelas guerras em várias partes do mundo e pela ingerência na América Latina, os editores do JN, do alto de sua subserviência à família Marinho, decidiram que o assunto que deveria abrir a edição era a morte do cantor sertanejo Rick, num acidente de helicóptero. 
Morte de artista em acidente é sempre notícia, mas ela poderia ter sido dada no segundo, terceiro ou mesmo no último bloco do JN, como foi feito com a morte do consagrado jornalista Zuenir Ventura.

(...) Essas foram algumas pirotecnias contra o discurso de Lula, mas estavam longe de dar conta de toda a manipulação colocada em prática nesta edição do JN. Ao invés de mostrar a enorme repercussão e acolhida do discurso de Lula junto aos presidentes e líderes políticos presentes na sessão, como indicam os aplausos que recebeu, o JN diluiu o fato numa chamada insossa e burocrática do tipo: o primeiro dia na agenda de reunião da ONU.
E a manipulação não parou ai. Ao invés de mostrar o discurso de Lula na ordem em que aconteceu, após apenas o do secretário geral da entidade, Antônio Guterres, que se despediu do cargo, o JN se deu o direito de divulgar o discurso de Trump, que foi após o de Lula, antes do de Lula. Para quem não acompanha política internacional, a inversão pode ter passado despercebida, mas foi gravíssima. Ficou parecendo que Trump pautou o discurso de Lula, quando foi exatamente o contrário. Lula, com elegância, deixou nítida a prepotência e o imperialismo de Trump em relação ao Irã, a Venezuela e a Cuba e, sobretudo em relação ao próprio Brasil. Criticou a tentativa de ingerência nas eleições em outubro, reafirmou o compromisso democrático do seu governo e a excelência de nosso sistema eleitoral.

Ao discursar após Lula, Trump gastou 40 minutos - o dobro do tempo sugerido pelo evento - atacando meio mundo, dizendo que faz e acontece e insistindo em designar facções criminosas como o PCC e o CV como terroristas semelhantes à Al Quaeda. Na maior cara de pau, César Tralli, Renata Vasconcellos e alguns repórteres dedicaram minutos e mais minutos para explicar a nova relação de Trump com a Groenlandia, mas não falaram absolutamente nada sobre a pressão de Trump sobre as eleições brasileiras

(...) Ainda bem que Lula resolveu se confrontar a esta turma, ao denunciar o fascismo que ronda a nossa democracia. Ele é o único dentre os candidatos à presidência da República, que não quer privatizar, que é pela ampliação das políticas públicas e entende que riquezas, como petróleo e terras raras, devem ser exploradas em benefício da maioria da população. (...) Dito de outra forma, o JN está fingindo que cobre o governo Lula e a campanha eleitoral. Fingimento que se estende à tal "agenda dos candidatos". Neste espaço no JN, os candidatos de oposição falam qualquer coisa e não há contraditório. Jornalismo não é isso. O fato de ser candidato não isenta a pessoa de ter compromisso com os fatos. (...) Na ânsia de tentar derrotar Lula, o JN está se enterrando e enterrando o tal " "jornalismo profissional' que diz colocar em prática. Se Lula, com este magnífico discurso na ONU, fez história, esta edição do JN também vai entrar para a história. Só que pela porta dos fundos, como material para aula sobre manipulação jornalística.

e não deixando de lado, algo sobre a Terra do Sanduíche, Bauru
UMA ADMINISTRAÇÃO LITERALMENTE MORTA, PEGA NO CONTRAPÉ
Este ignóbil presidente do DAE - ainda funcionando por aparelhos -, com sua declaração pública de incompetência, a de ser uma "Rainha da Inglaterra" dentro da estrutura da atual adninistração de Suéllen Rosin, mãos atadas e só atuando conforme a alcaide lhe envie as ordens é o sinal mais evidente da decrepitude do momento. Sim, todos sabemos, a prefeita deve dar a última palavra, enfim, ela foi a eleita, mas no caso bauruense tem um algo mais já revelado quando o GAECO escancarou como se dava os encaminhamentos para o desfrute da dinheirama derramada nos cofres, os tais 7 bilhões de reais - em 30 anos -, com o contrato do lixo. Algo foi interrompido e agora, outros prováveis esquemas estão em Estado Máximo de Alerta, pois supostamente podem ser descobertos, revelados e estancados.

E daí, logo após o anúncio, com prisões e tudo, do desbaratamento de um grandioso esquema de corrupção, funcionando a pleno vapor dentro da atual administração, surge essa gravação, feita por um funcionário, revelando algo também grave. É do conhecimento geral que, a aprovação pela Câmara de Vereadores da entrega do DAE para as mãos da iniciativa privada, ocorrida nos mesmos moldes do Lixo, com maioria quase absoluta de votos, toque de caixa, sem nenhuma discussão, estava gerando muitas suspeitas. Mesmo assim, tendo maioria dentre os nobres (sic) vereadores, tudo foi consumado e agora, quando a concessionária está pelas ruas, mais perdida que cego em tiroteio, duas empresas atuando no mesmo serviço, bagunça generalizada, latente mal atendimento da população, eis que o presidente do DAE se declara para os funcionários, numa reunião interna e é gravado, com sua fala sendo divulgada aos quatro ventos. O fundo do poço não está próximo, Bauru já este nele.

E o que faz a alcaide? Nada. Ela está inerte, aguardando se algo lhe sobrará de ruim das investigações do outro caso, o do Lixo. O presidente do DAE veio a público, se manifestou ameaçando processar quem o gravou, mas não tocou no nervo ciático da questão, este num processo inflamatório, praticamente sem cura. Pelo visto, vai continuar no cargo. Ele, o presidente do falecido DAE, foi sincero e explicitou como são os procedimentos de sua nada auspiciosa atividade. Está em Bauru há poquíssimo tempo, sendo aqui convidado, como outros, vindo de lugares distantes, para o exercício de funções chaves dentro do desGoverno da incomPrefeita Suéllen Rosin. Dois dos que vieram de fora estão neste momento na cadeia, fazendo de tudo para serem soltos e se bobear, com a prisão se prolongando, prontinhos para contar detalhes do que faziam. A pergunta que menos importa é o fato de serem de fora e o que todos estariam aqui realizando. Nada contra forasteiros serem secretários municipais. Já tivemos alguns históricos em postos chave e se sairam muito bem. O que chama a atenção neste momento é o fato dos dentro da atual administração, terem vindo para o exercício de algo diferente, fora dos padrões da normalidade e do bom desempenho das funções públicas. Se isso for verdade, mais que um problema pela frente.

O temor, assunto de todas as rodas é de que, a administração de Suéllen Rosin seja um grande esquema de negócios ilícitos e que, o agora em evidência, o do Lixo, seja somente um deles. O Gaeco vai nos revelar nos próximos dias, se isso permeando as rodas de conversa pela cidade é mera conversa de comadres ou é algo realmente preocupante. O que todos têm absoluta certeza é que a Câmara de Vereadores aprovava tudo o que a alcaide lhe enviava de projetos, sempre a toque de caixa e nessas duas votações, a o Lixo e DAE, gerando dúvidas enormes, pois não possuiam embasamento suficiente, nem consistência para sua real efetivação. O presidente do DAE, o peixe, que neste momento está a morrer pela boca, só continua no cargo, pois a alcaide está inerte, num estado letárgico, quase vivendo por aparelhos, tanto ter deixado de gerar aqueles seus diários vídeos propagandistícos. Está mais contida e vai deixar a poeira baixar para tomar alguma atitude. E se não baixar, aguardemos o que virá pela frente, talvez até o seu vice, assumindo as rédeas e propondo novo rumo para a cidade. 

Para mim, a administração Suéllen Rosin está com seus dias contados. Como estamos há doze dias de um pleito mais do que importante, os Rosin jogam todas suas fichas em eleger pelo menos a mãe dela como deputada estadual, mantendo-os com alguém da família eleito. Creio, muita água passará por debaixo dessa ponte, no quesito revelações escabrosas dos meandros do modus operandis dessa administração, decretando não só o seu fim, como desbaratando algo muito pior. Não foi por falta de aviso. Os sinais eram evidentes, latentes, pulsantes, gritantes, porém, a sensação de impunidade, de algo maior acobertando tudo, que com a facilidade da concretização, com os procedimentos adotados, inclusive os 17 x 4 dos votos dos vereadores, fizeram com que, alguns não mais tivessem os devidos cuidados e assim, algo veio a público. Agora é puxar o fio dessa meada e Bauru começar tudo de novo. Com esses aí já era. Devem rodar, com suas muitas "rainhas da Inglaterra" e tudo o mais. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

OS QUE FAZEM FALTA e OS QUE SOBRARAM (217)


PESSOAS (01) - GLOBALIZAÇÃO DIVINAL NO RESTAURANTE LIBANÊS DE BAURU
Hoje foi um dia de poucas saídas e muitas trombadas. Revi pessoas queridas pelas ruas e das conversações todas, tenho que compartilhar o algo mais, essa divinal proveniência encontrativa, quando tudo converge em situações mais que prazerosas. De casa me partiu um pedido, "traga uma pasta árabe para comermos o pão libanês comprado" e assim passei lá no recanto libanês da cidade, o restaurante Nakahat Al Amana, na Capitão Gomes Duarte, quadra 8, Altos da Cidade. Conheço o lugar e sei, o que sai dessa cozinha é do bom e do melhor. O encantamento, toda vez que volto se dá por vários motivos. Evidentemente, a comida é ótima, a dona do estabelecimento uma simpatia, hoje toda parementada em preto e branco e falante, enfim, as segundas propiciam isso, o da gente estar cheio de expecativas pro resto do que virá pela frente. E diante dela, nos apresentando os pães e pastas todas da sua região, somos cercados por mais duas mulheres, uma cubana e outra haitiana, do seu quadro de funcionárias. Juntaram as três e dei a dica: "Por que não fazem uma noite de cada país, num dia só coisas libanesas, noutra, só cubana e depois uma haitiana?". A proprietária adorou e disse já ter conversado com elas duas sobre o assunto. Disse, logo depois de ter achado lindo isso dessa congregação e união de muitas nacionalidades num só espaço: "Você não viu nada, pois até poucotempo tinha também aqui uma venezuelana, que resolveu voltar para seu país". Ou seja, se o lugar é assim tão receptivo com os remanescentes desses países todos, com toda certeza, deve ser tocado com muito amor no coração. Saí de lá querendo expor isso para tudo o mais e assim o faço neste momento.
Em tempo: Estive lá hoje na companhia da mana Helena Aquino e do carioca Fernando Tobgyal, que também saíram maravilhados de lá, um santuário culinário e der confratenização de povos.

PESSOAS (02) - OMAR HADDAD, CONTINUARÁ TENDO ETERNAMENTE A CARA E IDENTIDADE DE MÉDICO DO ESPORTE CLUBE NOROESTE
Reencontrar o médico, clínico geral e geriatra, Omar Haddad pelas ruas de Bauru é impossível dissociá-lo de algo pelo qual estará unido umbilicalmente pro resto de sua vida, o de ter sido médico do Esporte Clube Noroeste. Lembro dele, em todas as situações possíveis, principalmente nas mais difíceis, quando o time estava em petição de miséria e ele lá, presente e dando o seu quinhão para levar adiante o barco noroestino, sem se importar com a densidade da tempestade. A lembrança dele entrando em campo correndo, carregando aquela pesada maleta, corpão pesado, socorrendo atletas não me sairá nunca da memória. Ele é uma espécie de pessoas mais do que queridas. O conheci bem antes do advento Noroeste, quando morava com a esposa Aydê, na confluência das ruas Julio Prestes com Rio Branco, muito antes do fervo da Feira do Rolo. Foi vizinho da casa de minha avó Maria e tia Sebastiana. Hoje ele estava na feirinha do Tauste e todo reencontro é uma festa, quando me repete algo: "Vá lá me visitar, estou no CDU da Unimed, onde atendo três vezes por semana". Ele não me quer ver como cliente, mas para prosear, algo que sabemos fazer muito bem. Me disse hoje ter se aposentado, parou com as consultas nos pronto atendimentos, hoje só mantendo os três dias no CDU e depois, como vi ali, comprando cebola no supermercado e usufruindo do que a vida lhe proporcinou, após tanto tempo com equipamentos médicos nas mãos. Lembrar algo das aventuras junto do Noroeste é lhe abrir uma inesgotável caixa de memórias. Certa feita, décadas atrás, fui vender chancelas em Limeira e como o Noroeste jogava lá, assistir o jogo noturno e aceitei carona com o time no retorno pra Bauru, oferecida por ele e sabendo que, voltaria sei lá como, pois pelo adiantado do horário, teria problemas pela frente. E mais, naquele dia, vacas magras no Noroeste, desfrutei com o jogadores do jantar daquele dia, pães com mortadela. Era o que tinha. Dr Omar vivenciou isso tudo e muito mais. Qualquer dia vou lá lhe propor contar tudo num livro, o de sua vida pelas estradas da vida, junto do glorioso, centenário e resistente time de futebol de nossa aldeia. Esse tem história e possui um bom humor, difícil de ser encontrado pela aí. Peça mais que rara, única.


PESSOAS (03) - ELIAS BRANDÃO E A HISTÓRIA DO CARA DORMINDO NO SEU PORTÃO
Elias Roberto Brandão é a cara de histórias mil, uma atrás de outra e assim como prescrito em seu cartão de visitas, "conciliador de conflitos familiares, comerciais e contratuais", circula pela aí resolvendo toda e qualquer parada. Encontrá-lo pelas ruas é sinal de alguma nova história em andamento e assim procedeu hoje, quando o vejo defronte a cada que, algo de um mês atrás, pegou fogo ali na rua Maria José com Padre João, deixando seu morador na rua da amargura, sem eira nem beira. O morador, Silvio Carlos Scaraboto, o Silvinho, não estava na residência no momento do incêndio, na manhã de 5 de agosto de 2026. Foi uma tragédia e desde então, Silvinho perambula pelas ruas da cidade, dormindo aqui e acolá. Coisa de algumas semanas, Elias notou um homem dormindo na calçada defronte sua casa e após averiguações - no qual é perito -, descobriu ser o Silvinho. O que o importuna, além de presenciar a cena dele ali na calçada é que fala a noite toda, em voz alta, não deixando o quarteirão dormir. O fato de ter escolhido o lugar para dormir, são as lembranças que tem, dizendo ter sido ali nas imediações a casa de sua avó. Hoje, Elias está atrás de parentes do Silvinho e para tanto, o vejo escarafunchando vizinhos da sua antiga morada, em busca de vestígios de parentes, que o abriguem. "Está insustentável vê-lo nas atuais condições. Ele não está bem psicologicamente e morando nas piores condições, fala sózinho pelas ruas e dorme aqui defronte minha casa, no Bela Vista", diz. Elias tirou fotos da situação e me mostra pelo seu celular, demonstrando a quantas anda a situação do Silvinho. Sua vinda até onde ele morava é para tentar encontrar quem possa ajudá-lo, algum parente próximo ou mesmo sensibilizar as entidades assistenciais da cidade, pois evidente, como me disse, "ele precisa de ajuda, amparo e assistência". Elias segue seu rumo, sempre envolviddo na resolução de questões de terceitos, que o procuram para decifrá-las e ver como pode resolver pendengas, porém, desta feita, ocorre o contrário e o problema se apresenta ali defronte sua morada. E ele, diante deste fato novo, busca solucioná-lo da melhor maneira possível. Eu, sempre que o vejo, paro e puxo conversa, pois sei, algo novo e inusitado estará em curso. Desta feita, como não podia deixar de ser, Elias envolvidíssimo numa inusitada situação ocorrida nas entranhas dessa inverossímil cidade.

NÃO SE ESQUEÇAM DISSO, A LAERTE NOS ENVIA AVISO DE ÚLTIMO HORA

domingo, 20 de setembro de 2026

FRASES DE LIVRO LIDO (235)


NÃO ESTÁ DANDO PRA TER UM MINUTO SÓ DE TRÉGUA E DESCANSO - ASSIM MESMO EU TENTO, HOJE REFLETINDO SOBRE A TRANSFORMAÇÃO DE EDUARDO MOREIRA
Se todos já temos a mais absoluta certeza de que, o país sorre sério risco se deixarmos a extrema-direita chegar ao poder, não tenho outra coisa a fazer por estes dias do que, estar nas ruas e lutas, tudo para impedir que o retrocesso recaia sobre o Brasil. 

Eu faço a minha parte e mesmo num dia como o de hoje, chuvoso e convidativo para ficar em casa, saio pras ruas e me junto a quem, também ciente de todos os riscos pelos quais estamos correndo, estão pela aí, desfraldando a bandeira de Lula.

Não se nem como, mas continuo lendo e muito. Isso é o que me me seduz, não só neste momento, mas em toda minha vida. Daí, quando vejo esse adesivo espalhado por Bauru, o "Leia a Bíblia", acho ele reducionista demais e muito perigoso, limitador. Ninguém pode chegar a lugar nenhum lendo somente um livrão. A diversidade produz maravilhas dentro do cérebro humano.

Digo isso, pois dias atrás termino a leitura do "TRAVESSIA - DE BANQUEIRO A COMPANHEIRO", do hoje militante social Eduardo Moreira, com prefácio de mada menos que Leonardo Boff. E por que quero escrever bocadinho deste livro exatamente neste momento? É que o ocorrido com o Eduardo é muito significante. Ele encontrava-se do outro lado, um banqueiro expressivo, típico executivo da Faria Lima e num certo momento de sua vida teve um toque e passou a se interessar por como se dava de fato a vida dos injustiçados e massacrados pelo sistema. A intensidade deste toque o levou a querer vivenciar pessoalmente como se dava a vida destes. Através do Stédile do MST, foi direcionado a passar períodos de sua vida, mais que semanas juntos a muitos assentamentos país afora. E esteve nos que mais sofrem, permaqnecendo um período junto deles. Assim, sentindo na pela, não só sentiu, como o toque que havia recebido o fez mudar definitivamente de lado. Depois veio a história do ICL - Instituto Conhecimento Liberta e tudo o mais. 

Fazer o que Eduardo fez não é assim tão simples. É sair por completo do conforto onde nos encontramos e vivenciar o outro lado, este tão criticado pela mídia massiva e mentes decompostas deste nosso mundo. O seu livro saiu pela editôra Civilização Brasileira RJ, 2021, 144 páginas e com sua finalização, confesso, constatei algo admirável no ser humano, a real possibilidade de entender o significado de estarmos aqui neste plano terrestre. Enfim, por que querer acumular sempre mais e mais, quando a maioria da população terrestres passa enormes dificuldades? E por que não dividir este bolo e fazer com que, essa condição onde nos encontramos não possa ser compatilhada por todos os demais? Nessa reeleição de Lula enxergo isso bem nítido, de um lado os insensíveis, os que só pensam nos seus próprios botões e do outro, aglomerados e todos juntos, os que, de uma forma ou de outra pregam contra as injustiças todas e se posicionam por uma divisão deste bolo mais justa e igualitária.

Não espero, com toda sinceridade deste mundo que, o ocorrido com Eduardo se espalhe entre nós. Nossa elite é autoritária desde o princípio colonial. Massacra o oponente, tudo para amealhar mais e mais, ter e usufruir do bem e do melhor, danando-se com o resto. Se possível irão obrigar seus funcionários a trabalharem no sistema 7 x 0, sem dias de folga e ganhando uma merreca, pois se estes não o fizerem, outros farão. O livro, para mim, só mostra, por A + B, o quanto as diferenças são gritantes e quem estiver disposto a enxergá-la, não precisa ir muito longe. Quer ver de perto e sentir na própria pele o que passam nossos apartados? Simples. Ver, saber, tomar conhecimento e nada fazer é mais que sacanagem, é roubo, expropriação ilícita. E isso, gente como esses Bolsonaros fizeram uma vida inteira e o farão com maior intensidade se vergarem a nação com esse discursinho fascista, sendo reproduzido por parte significativa da mídia massiva nacional e já incorporado ao do mundo evangélico neopentecostal. 

Eduardo viu de perto, "colocou-se em direção ao mundo ignoto, dos condenados da terra, dos feitos invisíveis, aqueles que para o sistema de produção e de consumo equivalem a óleo gasto e queimado". Ele não só sabe, como viu de perto e tomou uma atitude diante da vida que levava, pois sabe que, chegará o momento do estado da Terra, muito próximo, quando se apresentará a alternativa: ou mudamos, ou não teremos mais futuro. Para gente como esses Bolsonaros e Mileis da vida, cegos por natureza, continuarão nos oprimindo, pois são conduzidos pelo vil metal e suas benesses e para tanto, cometer crueldade é o natural em suas vidas. Por tudo isso e muito mais, estar com LULA é apostar num outro mundo ainda possível. Eu aposto nisso, jogo todas minhas fichas nessa cartada, pois sei o que nos acontecerá se perdermos essa parada. E já estou velho demais para começar tudo de novo. Chegamos até aqui após muita luta, desavenças mil, enfim 66 anos de labuta e não era para o Brasil se encontrar nessa encruzilhada. Enfim, como afirma Eduardo, no livro: "Socos no estômago que me derrubaram e fizeram minha alma gritar, mas que ao final me transformaram numa pessoa diferente". Sigo em frente, junto dessas pessoas diferentes, que já enxergaram que, para mudar de fato, precisamos de um estalo interior. e tem gente, que pelo visto, nunca os terão. Daí, por que não impor a estes, pela força do voto de uma maioria ainda silenciosa que, o proposto para o bem viver está bem distante do modo como querem nos conduzir. Lutar e resistir é preciso, para não entregar o planeta nas mãos dos piores.
E NA BAURU SUELLISTA, A PERVERSIDADE BOLSONARISTA SENDO COLOCADA EM PRÁTICA - ARTE DE DIRCEU MOSQUETTE JUNIOR

SOU AS DUAS COISAS, NOROESTINO E LULA/HADDAD