quarta-feira, 7 de agosto de 2024

UM LUGAR POR AÍ (185)


MEU JEITO DE SER E DE ESTAR
No jardim frontal da residência de pessoa muito querida, região central da cidade, plaquinha entre flores e plantas outras, algo como tendo saída da boca de uma das melhores críticas deste desajustado mundo: Mafalda, de Quino. Sigo como e com ela a me ditar o fiz, faço e farei no que me resta de tempo por aqui.

AREALVA, MON AMOUR
Um dia inteiro entrevistando pessoas por lá, fundamentando documentário "Arealva - Cidade das Águas" e daí, pouca coisa escrita e algumas imagens. Nada mais que isso no dia de hoje. Dia intenso e aproveitando para além de conhecer, se enfronhar bocadinho mais na história da vizinha cidade, gostar também mais. Toda a conversação extraída virá depois, em dertalhes. Por enquanto, somente as fotos. Elas também dizem muito de onde ando...






terça-feira, 6 de agosto de 2024

ALGO DA INTERNET (216)


O PT ATRAVANCADO - QUEM, ONDE, COMO E PORQUE

1.) PRA QUEM ESTÁ LONGE E NÃO ENTENDE COMO O PT CHEGA NA ATUAL SITUAÇÃO - MAS COMO?
"Oi Henrique. Sou a ______, cria de Bauru, mas ja distante há algum tempo. Me explica o que está havendo com o PT e com as esquerdas? Por favor… (quando tiver tempo tá?). Muito grata! Bom domingo".

Essa pergunta tem se repetido por onde passo e diante de tudo, não dá mais para esconder, nem tapar o sol com a peneira. Conto o que sei. Minha cara amiga, para quem está distante é difícil de acreditar, mas quem provocou essa situação foi gente do próprio PT. Primeiro, isso da união de partidos ditos mais progressistas numa Federação, veio para tentar facilitar, pois quando unidos, poderiam enfrentar o descalabro do conservadorismo de forma uniforme. No papel tudo foi imaginado para dar certo. Por aqui não deu. Em outros lugares também não. No caso bauruense, o PT local havia decidido entrar no pleito municipal com candidatura própria, porém, membros do PT, sem anuência da direção local, se uniram com o PV e com o PCdoB, os outros dois partidos compondo a Federação e deram um golpe nas intenções da esquerda na cidade.

Quem do PT topou fazer isso contra o próprio PT? A vereadora eleita pelo PT Bauru, Estela Almagro. Tudo poderia ter sido decidido de outra forma, com diálogo entre as partes, porém, insistiram que o PV teria que ser o cabeça de chapa. Na verdade, Estela não aceitava o nome convergindo para ser o pré-candidato, o do atual presidente local do PT, Claudio Lago. Primeiro vieram com Clodoaldo Gazzetta e diante da rejeição da militância, cavaram um outro nome, mesmo este não possuindo nada com ideologia de esquerda ou conotação petista. A escolha, privilegiou alguém do PV, mesmo podendo ser indicado o do PT, pois a da vice foi assim feito e agora, uma representante do PSB, que aderiu ao grupo.

Tudo ficou muito claro, evidente, transparente. Rejeitaram o nome de Claudio Lago, pois este poderia levar o PT a ter mais votos que em outros pleitos e desta forma, lá na frente ofuscar intenções da atual vereadora de ser isolada a única lí8der e representante do PT na cidade. Desta forma, preferiu manter uma escolha totalmente amalucada, sem nenhuma vinculação ideológica, com um nome totalmente desconhecido e pior, para a militância petista, inadequado em todos os sentidos. Desta forma, impuseram este nome, mas tudo ainda está num clima de indefinição, pois o nome escolhido teria que ter se descompatibilizado da presidência de um Conselho Municipal. Ou seja, o cara, se confirmado, é inelegível. E daí, escolheriam outro nome ou poderemos impor o da vontade petista por candidatura própria e vingar Claudio Lago como nosso pré-candidato? Se faz necessário contar isso nos mínimos detalhes, para todos tomarem conhecimento quem trabalhou para o PT estar nessa situação, onde muitos e muitas como você, distantes - e mesmo alguns de perto -, não conseguem entender como pudemos chegar a uma situação como essa.
Baita abraço do HPA

2.) A UNIÃO NECESSÁRIA PARA VERGAR QUEM ATRAVANCA AVANÇO DO PT
"Oi companheiro, por que pararam de me convidar para as manifestações?", Luzia Maria Quinezi, a Lu Quinezi, professora da rede pública estadual e ex-dirigente da Apeoesp.

Conheço a Luzia de muito tempo. Nem sei precisar quanto. É dessas vigorosas militantes, sindicalista de velha cepa, inquebrantável, inquieta e mesmo fora das antigas ativiodades, incomodada por estar um tanto distante de tudo o que acontece hoje nas esferas da militância petista. Ela é dessas que, uma vez petista raiz, algo para sempre, sem possibilidade de quebra do elo da corrente. Dela, só boas lembranças. Tínhamos no seu tempo, pelo que acredito, um PT mais unido, mas já começando a enfrentar o seu maior problema, o de uma liderança se apossando das decisões do partido e desta forma, comandando-o com ações direcionadas para um empoderamente pessoal, nunca coletivo. Deu no que deu e, hoje, novamente, a mesma pessoa e os mesmos problemas, repetição de algumas décadas.

Luzia foi chamada recentemente quando lhe explicaram da necessidade de renovação da direção local. Ela foi uma das que votaram na chapa encabeçada pelo atual presidente, Claudio Lago. O que talvez não tenha feito foi ter acompanhado de perto tudo o que ocorreu na sequência. Existia uma exata divisão e o presidente poderia decidir, porém, com o passar do tempo, baixas ocorreram e quem antes detinha o poder, o recuperou e nem reuniões regulares deixou acontecer. Nenhuma tinha quórum. O PT continuou emperrado e hoje, tudo culminou com essa escolha como pré-candidato à prefeito totalmente em dissonância com as necessidades do partido.

Luzia deve ter visto o resultado, com um pré- candidato não possuindo nenhuma afinidade com o partido, ideológica nenhuma. Mas como?, deve ter se perguntado e daí, me questiona sobre não mais convidá-la para manifestações. Sim, pecamos nessas informações e não conseguimos segurar a onda. O PT, como já é do conhecimento público, continua tendo decisões referendadas pela mesma pessoa de sempre e pelas suas instâncias superiores, que pelo visto, a referendam. Na penumbra, como se não as tomasse, tudo continua como nos tempos quando o partido não cresceu e se estagnou.

Cara Luzia, teremos muitas manifestações pela frente e me lembrarei de chamá-la em todas daqui por diante. Precisamos de ti e de todos os demais. Precisamos esclarecer o que de fato ocorreu, para ninguém continuar acreditando em quem trava o partido e o impede de crescer e se multiplicar. Perder, como você sabe, faz parte do jogo, mas resistir é nossa sina, não esmorecendo e nem saindo da lida. Precisamos muito de ti e de todos os que estiveram distantes por algum tempo. Só venceremos quem nos oprime unidos e com todas as dúvidas esclarecidas. Com a força de todos e todas chegaremos lá. Acredito nisto.

3.) O EX-DEPUTADO JOSÉ GENOÍNO ESCANCARA O QUE TEMOS E O QUE PRECISAMOS

4.) A FOLHA SENDO "FOLHINHA"

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

FRASES DE LIVRO LIDO (204)


“PÉROLA”, O LIVRO DE MAURO RASI E ALGO DA FAMOSA CASA NA RUA BANDEIRANTES – INEVITÁVEIS COMPARAÇÕES COM A BAURU DE HOJE, ENFIM, MUDOU MUITA COISA?
Reler Pérola, o livro, peça teatral de Mauro Rasi é mais que uma pérola. Tendo como pano de fundo a Bauru vivenciada pela família Rasi, tudo na voz de Mauro e, além do saboroso de sua escrita, algumas citações bem ao estilo da necessária picardia, fina ironia de como enxergava a cidade onde nasceu, viveu até sua maioridade e depois, a mesma acabou se tornando pequena demais. Quando a enxergou provinciana e sem condições de sair do estado letárgico, chata pra dedéu, bateu asas e foi ser gauche na vida. Ganhou o mundo, principalmente o Rio de Janeiro, que o integrou rapidamente, pois qualidade e verve não lhe faltava. Porém, nunca abandonou sua cidade natal, a retratando em suas crônicas, primeiro para O Globo, depois imortalizada nos livros. Pérola foi só um deles, a sua peça mais famosa e vitoriosa.

A casa onde Pérola e Vado – como denominados na peça – viveram continua em pé, tombada pelo patrimônio histórico, porém fechada, lacrada para tudo, inclusive visitas. Os herdeiros da família Rasi, a filha, no livro intitulada Elisa e Danilo, seu marido, evangélico, retratado no livro como um sem querer pegar no pesado, porém evangélico. Não sou eu quem afirma ser ele grosseiro, mas o livro, pois assim Mauro enxergava o cunhado. Este, com certeza não o perdoou, pois após o falecimento de Mauro, espólio aos cuidados da irmã, lacre nos portões e nas informações.

Intrigante como Mauro descreve a casa na rua Bandeirantes, a tal com piscina. Logo na abertura do livro: “Um sobradinho espremido à esquerda por duas velhas casinhas geminadas, e à direita pela casa vizinha, de onde brota um enorme abacateiro. Este sobrado, construído em terreno estreito e de pouca frente, tem a forma de um funil, abrindo-se nos fundos para um magnífico quintal onde está instalada uma moderna piscina. É o espaço nobre da residência, onde ela respira. Tudo nesta casa giram em torno do quintal e da piscina”. Logo depois mais um deliciosa revelação: “um sobradinho sem estilo definido, onde nada combina com nada; pedra-portuguesa, pedra-são-tomé, azulejos, pastilhas, cerâmicas, lajotas! Tem de tudo. Parece uma exposição de material de construção”. Ou seja, uma casa que é um maravilhamento só possível pela cabeça de seu dono, Osvaldo Rasi, um comerciante, se não comunista, sabendo como enfrentar fascistas. Briguento por natureza.

Mauro faz questão de ressaltar o pai com essa verve de garra e luta: “Que é que eu posso fazer? Puxei seu avô: sou um idealista. Seu pai podia ter ficado rico, milionário, porque o que recebi de proposta para... mas eu nunca me vendi! Que cê quer que eu faça? Fui educado assim, pelo seu avô. Seu avô tinha caráter, tinha fibra”. Num trecho cita o enfrentamento que o pai fazia dentro da conservadora Bauru: “...a italianada aqui era tudo fascista, marchavam aí na rua Batista cantando, La Giovinezza. (...) E o pai tinha na parede um retrato do MAteotti... deputado socialista assassinado pelo Mussolini. (...) esse retrato ficava pendurado na parede da sala... e ele, então, deixava a janela aberta que era para provocar os camisas-pretas”.

Escreveu mais. Num outro trecho, ainda sobre o avô, dito pelo pai: “A polícia do Getúlio vivia prendendo ele; ele, então, descia a rua Batista a pé, até a cadeia, cumprimentando todo mundo, de chapéu, cabeça erguida, levando o colchão e a escova de dentes. (...)papai não punha os pés na Sociedade Italiana, que era tudo fascista”. Ou seja, o livro não é só sobre Pérola, mas retrata toda a resistência e luta dos primórdios da família Rasi. Portanto, o jeitão como Mauro descreve Bauru é mais do que delicioso, diria mesmo, revelador. São citações para desopilar o fígado. Feitas por quem soube ser atento observador. Deve ter sido uma pessoa muito contida enquanto viveu em Bauru e se soltou mesmo quando se foi.

A casa continua lá, a piscina idem, mas poucos sabem em que condições. Ele cita algo dela, dito pelo Vado, o pai: “Tínhamos um terreninho; só quatro metros e meio de frente. (...) ) carro entra assim, ó, raspando. Em vários momentos ressalta: “A parte mais importante da casa é o quintal, onde foi construída a piscina”. Valeria muito a pena recuperá-la, devolvendo-a para para alguma utilização, mas creio, com o passar dos anos, cada vez mais difícil.

Releio o livro (editora Record RJ, 1ª edição, 1995, 144 páginas) após mais de uma década da primeira vez. E revejo assim, não só a cidade de antanho, mas muito saudoso do velho Osvaldo Rasi, que conheci e conversei por várias vezes. Ele e outro morador da mesma quadra, seu Osvaldo Penna, barbarizavam a cidade, mesmo não se entendendo muito bem. Não tive o prazer de conhecer Mauro pessoalmente, mas li tudo dele. O trecho relembrando a Bauru fascista – hoje até mais que antes – é um primor. O velho Rasi e tantos outros na época não tinha medo nenhum de enfrentar a bestialidade fascista. Valorosos cidadãos.

Ele fazia questão de ressaltar o provincianismo bauruense, como no trecho: “O que me espanta é como ele (o marido da personagem Isolda, uma de suas tias) conseguia esconder que tinha outra mulher e três filhos durante todos esses anos, numa cidade tão pequena como Bauru”. Do cunhado evangélico, Pérola crava: “Elia, tanto estudante em Bauru, tanto moço bom fazendo Direito, Odontologia, Medicina... você tem que arrumar essa porcaria!”. Logo a seguir, na voz de Emílio, o próprio Mauro: “Elisa tornou-se evangélica por causa do marido. Ele não deu certo em profissão nenhuma. (...) Se ela tivesse se tornado Hare-Krishna eu até entenderia; mas crente...”. E depois na voz de Pérola, uma pérola: “Cada um tem a sua religião. Mas eles acham que a deles é a certa”.

O livro é uma delícia do começo ao fim. Reli quase numa só sentada hoje durante o dia, enquanto aguardava ser atendido em consultório médicos. Num trecho, Pérola diz do filho: “Esse aí não se acostuma mais com cidade pequena”. E o que dizer de nós, os que vivemos nela uma vida inteira. Não é só pequena no tamanho. Novamente na voz de Pérola diz algo mais da cidade: “Sua avó abafou tudo, com a ajuda de um juiz que era muito amigo do papai, tanto é que nos jornais de Bauru não noticiaram nada, nem uma linha”. Algo parecido, continua acontecendo até os dias de hoje, daí, subtendendo-se que tudo continua sem grandes mudanças na Capital da Terra Branca, também Terra do Sanduíche. No começo do livro, a explicação para tudo o que foi lido: “O teatro é, paradoxalmente, a arte da mentira. Inventam-se tramas para contar histórias que se pareçam com a vida, mas que não são a própria vida”. Entendam tudo como quiser. Mauro Rasi nos faz pensar muito sobre a cidade de Bauru e isso, por si só, é muito instigante e provocante. Então, pensemos...
Em tempo: Pérola foi o meu terceiro livro lido neste mês de agosto.

domingo, 4 de agosto de 2024

COMENTÁRIO QUALQUER (252)


NÃO PODE SER QUE TUDO TENHA QUE TER RETORNO ECONÔMICO
Viver dentro do sistema capitalista é complicado, principalmente para quem, gosta de dinheiro, sabe de sua necessidade, mas tem a mais absoluta certeza de que, viver escravo deste, sendo este o motivador de tudo é mesmo uma nhaca, atravancador de realizações e ações. Ser movido somente pelo dinheiro é deplorável. Tem quem não o consiga. Tudo bem, sem ele, pouca coisa é realizável, mas existem outras possibilidades e nelas me asseguro, seguro e sigo ciente de que, o dinheiro não é tudo. E se o fosse, a vida não seria tão prazerosa como se apresenta. 

Diante disso, nada como começar a semana imbuído de algo pouco considerado nos tempos atuais, onde o tal do comunismo deixou de existir como prática usual em alguns poucos países, persistindo na mente de outros poucos ousados estudiosos dos textos do velho Marx. Alguns pouquíssimos países ainda continuam ostentando algo dentro do ideal marxista e mesmo aqui onde milito, continuo me inspirando nos poucos que ainda ousam ler – e entender – Marx.

 
Aderir nessa onda capitalista rentista, onde o endinheirado não quer mais ousar pensar em perder grana com atividades empresariais e sim, de agora em diante, botar a grana pra render, influir na taxação de juros, fazer pressão para que os menos favorecidos paguem a conta e eles, os endinheirados ditem as regras do jogo. Nessa ciranda, o Brasil é encostado na parede, não consegue, mesmo que tente, fazer com que os ricos paguem algo, ou ao menos contribuam com parte do seu alto lucro, para tocar o país adiante. 

Dos malefícios da grana, essa a pior, a exploração do outro, a usura e a imposição de quem tem, oprimindo cada vez mais, exigindo que alguém pague sua conta, nunca ele, pois isso irá obstruir o caminho democrático traçado por suas doentias mentes. Pensemos nisso tudo e o quanto estamos contribuindo para a perversidade deste mundo, cada vez mais desigual, onde muito em breve, teremos só uma casta de gente com muito dinheiro, o restinho, cada vez menor de uma classe média e na base da pirâmide, uma imensidão incomensurável de remediados pobres. E estes, fazendo de tudo e mais um pouco, insuflados pelos detentores da grana, se esfalfando para continuar vivos, sobrevivendo numa guerra sem fim, tudo para não passar fome, quando muito continuar usufruindo de algo pequeno, aqui e ali, uma enganação para que continuem sempre de olhos e bocas atados. Porém, podem se dar por contentes, pois o sistema continuará funcionando maravilhosamente bem.

lembrança dominical
RENATO GAÚCHO JÁ BATEU BOLA ONDE HOJE ESTÁ FINCADO O ASSAÍ
Bem aqui nesta esquina, cruzamento da avenida Nações Unidas com a rua Marcondes Salgado, esteve fincado um pequeno estádio de futebol amador, a do ARCA - Associação Recreativa e Cultural Antárctica. Era meu point dominical onde ia assistir futebol amador, num tempo quando ir aos estádios dava prazer e contentamento. Do lado da avenida dava pra visualizar uma lage, onde em destaque, o nome ARCA. Ali, num dia que não sei mais precisar quando, creio que quando o Noroeste jogou o Brasileirão de Futebol, vi treinar, num time que também não mais me lembro ter sido o Fluminense ou o Grêmio, o Renato Gaúcho, então craque já consolidado. Foi um dia de intensa movimentação, inclusive com entrada reservada ao local. Entrei, também não me lembro mais como, mas tenho a recordação de ter visto bater bola ali o tal do polêmico Renato, eu encostado no muro rodeando o campo e hoje, passado já mais de uma década da derrocada do antigo campo de bola e fábrica da Antarctica, dando lugar ao Supermercado Assaí, exatamente no mesmo lugar, passo sempre ali defronte e tento reanimar minha desgastada memória. Não existe mais nenhum resquício do campo e nem muitos ainda se recordam que um dia por ali bateu bola Renato Gaúcho. Tudo muda no visual de uma cidade e só as recordações permanecem guardadas, como livros numa estante, dentro da cabeça de quem, um dia, pode vivenciar o que antes ali acontecia. Mas também, que importância tem para nossas vidas, ter um dia ali batido bola este tal de Renato Gaúcho, quando tantos outros, meus craques locais, jogavam todo domingo pela manhã, estes me reavivando muito mais a memória. O ponta direita Neizinho, o goleiro Paraguaçu, o centrovante Maurão ou mesmo o camisa 10 Adelmo e o 5 Paulinho me trazem melhores recordações. Viverei com elas dentro de mim para todo o sempre.

ANALISAR O RESULTADO DE UMA ELEIÇÃO É ISSO

sábado, 3 de agosto de 2024

PERGUNTAR NÃO OFENDE (212)


NO TESTE FEITO COM O CANDIDATO CREPALDI, SINAL DE INCONSISTÊNCIA IDEOLÓGICA - EXPERIMENTE FAZER O MESMO...
PT, sim, deveria estar de luto.
Ainda não conformado - creio isso não ocorrerá - com o que presenciei ontem na Convenção da Federação (PT PV PCdoB) e a escolha de uma pessoa totalmente na contramão de tudo o que o PT precisa como candidato à prefeito, hoje fui pesquisar algo simbólico sobre o personagem RICARDO CREPALDI, representando o PV, um partido quase sem opções de nomes, diante da desistência de Clodoaldo Gazzetta.

Quando escrevo aqui sobre ele não ter nada a ver com o PT, não ser uma pessoa inserida no contexto de militância pelas questões sociais, abro meu Facebook e constato lá ter 4 mil prováveis amigos. Entro no dele e fui conferir algo bem pessoal, enfim, quantos amigos temos em comum. Sabe quantos? 5 (cinco) amigos em comum. Antes disso havia consultado amigos, militantes sociais e tantos outros, sobre se conheciam o agora provável candidato. Dentre os consultados, ninguém o conhecia, mesmo ele ainda exercendo a presidência do Condema.

Queria que todos meus amigos, pelo menos os dispostos a perder nada mais que um minuto e dispostos a fazer o mesmo teste: quantos amigos em comum você possui com Ricardo Crepaldi. Isso, entendo eu, é só para sentir como o cara está distante do que escrevemos, defendemos, lutamos e estamos pela aí a defender. Não tenho nada a ver com com o citado cidadão, ele podendo representar seu partido, o PV, da forma que quiser, mas é demais da conta, vê-lo neste momento à frente de uma chapa, tendo o PT como o partido mais representativo do triunvirato da Federação.

De algo tenho a mais absoluta certeza, não é o candidato que o PT necessita e se foi descoberto na bacia das almas, depois de vasculhar os inscritos pelo PV, deveria ao menos sacar onde estaria colocando seu nome e a representar o que - dizem ter sido indicação pessoal de Rodrigo Agostinho. Aceitando concorrer, nas condições que sabia estavam expostas, perde qualquer tipo de consideração. Será uma campanha totalmente contraditória e para cumprir tabela, para atender gosto pessoal da vereadora petista, Estela Almagro, tirando o PT de qualquer possibilidade de crescimento e de eleger vereadores. Inimaginável ver uma petista cravando algo contra o próprio partido onde milita, mas não existe outro entendimento do que ainda está em curso. Se com Gazzetta já era lamentável, a situação, com Crepaldi nem se fale.

O FRACASSO DO ANIVERSÁRIO NO MELLO MORAES
“Aniversário de Bauru no Recinto Melo de Moraes um prejuízo total para os ambulantes, que tristeza trazer a festa tão longe, a maioria das pessoas que estão trabalhando não tem dinheiro nem para pagar carreto para ir embora, lotados de mercadoria e com dívidas ...”. Tudo começou com este relato logo no primeiro dia do evento em comemoração aos 128 anos, aniversário de Bauru, antes ocorrendo no parque Vitória Régia e a partir deste ano, tudo transferido para o Recinto Mello Moraes. Quem o fez foi a nossa eterna pipoqueira de plantão, que como das vezes anteriores, participa do evento e desta feita, assim como todos os comerciantes, acreditaram no que viram divulgado, fizeram investimentos e foram para o novo espaço de mala e cuia.

Tudo bem, de início pensei ser apenas um investimento errado, feito desproporcionalmente, mas as queixas continuaram e como tudo foi programado para acontecer desde quinta, 01/08 até o domingo, 04/08, recebo de dileta amiga, também comerciante, que prefiro não identificar, até para não lhe causar mais problemas do que já está tendo: “Faz uma matéria sobre o fracasso do aniversário de Bauru por favor está nos status dela minha outra comerciante no local”. Não sei ainda mensurar muito bem se foram ludibriados para lá estar, mas algo posso tranquilamente afirmar. Quem firmou a mudança não mensurou com os pequenos comerciantes que, o movimento mesmo se daria somente no primeiro dia e que, nos demais, os portões estariam abertos, mas tudo ainda em caráter experimental, primeiro ano da mudança. Isso não foi feito e quem lá esteve, acreditou que o movimento do primeiro dia, com um show a levar muita gente, poderia se repetir nos demais. Triste ver quem, com grande esforço, juntou o que tinha e lá investiu, adquirindo grande quantidade de mercadorias e voltando com quase tudo para suas casas.

Faltou esse elo de ligação, essa conversa entre as partes, esse interesse pelo próximo, trazendo-o para a realidade dos fatos e não abrindo-lhes o espaço com a esperança de que teriam, logo de cara, a felicidade em toda realização. Ao pessoal da administração municipal, mesmo montando um belo aparato, faltou sensibilidade, talvez numa conversa preliminar com os comerciantes, avisando-os do risco.

A alcaide Suéllen Rosim fez suas lives como se o problema não existisse e por lá, só aquele mundaréu de gente da primeira noite. Ela, como sabem erra no atacado e no varejo. Creio, fez suas lives com cara alegre e de vitoriosa mas nem consolar os induzidos a lá estar, os que possibilitaram o evento ter sido grande, pois suas barracas foram o toque essencial no lugar. Estes, pelo que se observa, foram abandonados a própria sorte.

TRÊS MOMENTOS VIVENCIADOS POR MARIA INÊS FANECO NO RECINTO:
1.) COMO OS COMERCIANTES DESLOCADOS PARA O MELLO MORAES PAGARÃO O INVESTIMENTO FEITO E SEM RETORNO, DA FESTA LONGE DE TUDO E DE TODOS? - https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/posts/pfbid0qhuRmm9Fb5GR8zec61uiZ89sZMBFX9U8b7cYGw9NziyF5uernH7tJMGA5CpxRaHil

2.) COMO FOI O EVENTO DO ANIVERSÁRIO DA CIDADE NO RECINTO MELLO MORAES, POR UMA DAS COMERCIANTES, MARIA INÊS FANECO - Triste realidade muito distante para quem estava acostumado em ir no Vitória régia tenho muita dó porque muitos esperam esse dia para ganhar um pouquinho e pelo que estou vendo ganharam prejuízo - https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/posts/pfbid0oHZzsLJrdYZU6JYbdg4R9Gs37YkMtGPa1rmQgDDMXMMY9r4yWeH8oWRDc9ttm3url

3.) CINCO DIAS DE UM EVENTO ONDE PÚBLICO MESMO, SÓ NO PRIMEIRO DIA - https://www.facebook.com/henrique.perazzideaquino/posts/pfbid031ubxuMkvDmKZMGKAHmTeg1xogJA5AYQ2B2p8tCNxxqjQpR56x5hpT5JN5S5oSeCkl

OBS.: As duas fotos aqui utilizadas foram extraídas das publicações aqui compartilhadas, portanto, com péssima visualização, mas muito dentro do contexto da escrita, representando o que de fato esteve em curso no Mello Moraes por estes dias, o vazio, o oco bauruense.

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

O PRIMEIRO A RIR DAS ÚLTIMAS (149)


CONVENÇÃO HOMOLOGAÇÃO CANDIDATURAS PT
Manifestação defronte Câmara, hoje 17h.
18h o início da Convenção e do Fora Golpistas.
O PT precisa fazer valer sua linha de pensamento e ação diante de tantas rasteiras e golpes. Militância presente.

FOI CONSUMADO O DESCALABRO, O PT SENDO REPRESENTADO POR UMA CANDIDATO DE DIREITA E  TUDO REFERENDADO PELA VEREADORA ESTELA ALMAGRO
Quando ocorre uma Convenção partidária, vésperas de eleição e promovida por um partido, o que se espera é uma festa alegre, tudo convergindo para o escolhido representar o segmento político ali representado. Até bem pouco tempo tudo ocorria desta forma e jeito, mesmo que, por negociações outras, depois viessem entendimentos, acordos e composições muito da estranhas. Hoje, após a criação da Federação, a decisão é coletiva e no caso aqui comentado, junção do PT, PV e PCdoB. Por algo ainda não muito bem entendido, o comando ficou, em sistema de rodízio, para o PCdoB, daí dona Majô Jandreice é a sentando no centro da mesa e quem fala por todos. O inusitiado foi o dos motivos que levaram o trio, quando se reuniram na capital paulista, com representantes do PT, deixaram de lado o presidente do PT Bauru, Claudio Lago e seguiram as negociações tendo outros representantes do partido. Aqui em Bauru, numa decisão tomada coletivamente, com a presença de todos os segmentos, a decisão unânime foi pela candidatura própria. Na disputa para ser escolhido como pré-candidato à prefeito, naquele fatídico dia, dois candidatos, Claudio Lago e Iara Costa. Na sequência, tudo isso não foi levado em consideração, pois segundo se sabe, a vereadora Estela Almagro vetou o nome de Lago e topava tudo, menos este. Daí surgiu Clodoaldo Gazzetta, rejeitado naturalmente pela militância petista, por não representar o espírito necessário petista para a disputa. Foi revelado que, o nome teria que vir do PV, este havia ficado com Bauru, em acordos para as cidades do interior paulista. 

Gazzetta se sustentou até quando deu, mas mesmo insistindo, percebeu que a campanha seria um desastre, pois rejeitado, além de não somar positivamente, não teria como se apresentar positivamente nas ruas. Quando decidiu desistir, abriu ampla especulação, onde até o hoje presidente do IBAMA, ex-prefeito bauruense Rodrigo Agostinho, prócer do PSB, onde Rosana Polatto é quem dá as cartas, mas dizem - e a Rádio Peão não mente, só espalha, multiplica e propaga - impõe e faz acontecer. Um nome do PV foi lançado nos bastidores, o do até o momento presidente do Condema, Ricardo Crepaldi, desconhecido de todos, mas segundo informações, em sua linha de pensamento e ação, estaria a privatização do DAE, entre outros. Nos comentários nas esquinas da cidade, dizem que, foi feito convite para muitos petistas, sondados para compor a chapa e diante do recuse de todos, acabaram por se decidir internamente pelo Crepaldi na cabeça de chaspa e como sua vice, Gislaine Silva, assistente social, indicada pelo PSB. 

Na Convenção, os nomes estavam postos e tudo já decidido. Vale ressaltar que, o presidente do PT, Claudio Lago, preterido de todas as decisões, foi convidado para estar na mesa a oficializar o tramado sem sua participação. Acertadamente, recusou o convite e assistiu o teatro do lado de fora do palco. Na galeria da Câmara Municiapl, palco dos acontecimentos, manifestantes - dentre os quais me incluo -, não deixaram ser ouvidos os discursos de Majô, Crepaldi, Gislaine e Polatto, pois os apupos foram generalizados. Foi um protesto feito de forma consciente, preciso e duradouro, pois persistiu durante toda a cerimônia. Tudo foi presenciado pela imprensas local e junto dos que protestavam, os candidatos a vereadores dos partidos, aceitando participar da contenda, mesmo diante do iminente descalabro em curso, presenciaram a tudo sem se manifestar. 

Foi um triste espetáculo, com um enredo sendo tramado por poucos, decidido de forma a não privilegiar a decisão local do PT e desprezando o nome aqui decidido, o de Claudio Lago, tudo porque contrariava imposição da vereadora do PT, Estela Almagro. Isso precisa ser dito e todos ficarem sabendo: nada avançou no sentido da decisão por fazer avançar algo contemplando o PT como cabeça de chapa e a partir daí, a discussão de um vice entre os demais partidos, inclusive o PSB, mas a pedra no caminho, tem nome e sobrenome. O PT entra esfacelado na contenda, fraco, sem militância que o levará para as ruas e, portanto, sem quem faça campanha ideologicamente, como é de costume nas hostes petistas. Muita água ainda irá passar por debaixo dessa ponte e como tudo foi tramado de forma reservada entre poucas pessoas, tudo ainda se pode esperar, pois o próprio nome do Crepaldi deverá ser contestado, pois não se descompatibilizou do Condema, três meses antes do pleito. Isso, com certeza deve ter sido levado em consideração quando da escolha de seu nome e dizem, foi levado para a convenção como forma de ganhar tempo. 

Volta a insistir na palavra TRISTE para definir o ocorrido, pois em quase toda eleição se repete o mesmo cenário no palco petista. Ou o partido avança e se liberta de ter tudo decidido monocraticamente por uma só pessoa ou continuará sendo isso o que foi mais uma vez repetido, a de ser massa de manobra e acordos espúrios, onde por decisão pessoal, o avanço, o passo seguinte é sempre pensado para não ampliar o leque de possibilidades, com um PT realmente soberano, livre, leve e solto. Por mim e pelos que estavam lá se manifestando, impossível fazer qualquer tipo de campanha tendo como cabeça de chapa um nome, primeiro desconhecido de tudo e todos, depois sem representatividade na cidade e com vinculações e ações conservadoras. Decidido mesmo, creio eu, nada, porém, diante do ocorrido, do desmantelamento interno do PT, quando sem condições de representar o segmento a esquerda, tão necessário neste momento, o lamento principal por suas instâncias superiores dar aval para o ocorrido. Impossível não existir a percepção do erro, do passo em falso, da pisada de bola, mas mesmo assim, tudo foi referendado e até o momento, sacramentado. O evento da noite de sexta foi ótimo para se conhecer melhor como agem alguns dos persoinagens envolvidos na trama. Ninguém mais consegue esconder o que representa, o que verdadeiramente é e como age. Foi tudo tão explícito, não deixando dúvidas.

SEGURANÇA CONTRATADO PELO PRÉ-CANDIDATO CREPALDI NÃO SAI DO SEU LADO NA CONVENÇÃO DA FEDERAÇÃO
Creio não ser necessário comentários adicionais do que representa a presença de seguranças no evento de ontem. As avaliações ficam por conta de quem presenciou o ocorrido ou quem desconhece totalmente o modo de agir da militância petista. No mínimo, foi vergonhoso. Sem palavras.
OBS.: As fotos me foram repassadas por dileto amigo e não divulgo seu nome, pois não possuo sua devida autorização, mas elas por si só, refletem algo mais do que singular do momento político.

PRIMEIRA MEDALHA DE OURO BRASILEIRA NAS OLIMPÍADAS E ELA FEZ O "L"

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

BAURU POR AÍ (230)


BAURU 128 ANOS E O FINAL DO MANDATO DE SUÉLLEN ROSIM
Num dia como hoje, o que mais se vê e lê pela aí são gente a enaltecer Bauru. Não quero chover no molhado e ser repetitivo. Faço uma breve reflexão por outra vertente, não a da crítica gratuita, daí até ofensiva. Na verdade, feliz eu não estou, pois observo Bauru muito abandonada, entregue à própria sorte, com administradores que não estão à altura de sua importância. Desgosto demais da conta de quem administra hoje a cidade, pois a Prefeitura de Bauru caiu no colo da atual mandatária, a ditapor mim como IncomPrefeita de mão beijada. Ela sabe disto. Não estava e não está preparada para estar à frente desta cidade. Mas, como em política nem tudo são flores, ela que foi beneficiada pelos acontecimentos daquela eleição, a de quatro anos atrás, quando diante de um impasse, candidatos renegados e rejeitados, acabou se alavancando e como quem não quer nada, foi elevada aos píncaros da glória. Daí, olhando para trás e tentando chegar num denominador comum, despreparada, como ainda o é, se aliou com quem ela conseguiu abarcanhar para seu projeto (sic) e fez desta cidade o que vemos hoje, uma calamidade instituída e constituída. 

Não que as administrações anteriores tivessem sido uma maravilha. Longe disto, todos sabemos. A incompetência esteve muito presente nelas todas e o maior exemplo foi o vultuoso valor conseguido junto ao Governo Federal, administração de Dilma Rousseff, para a mais importante obra que a cidade receberia nos últimos tempos, sua estação de tratamento de esgoto e, desde então, num trabalho a envolver três administradores, ela continua emperrada e praticamente necessitando ser recomeçada quase do zero. Quer maior sinal de incompetência do que este? Para mim não existe. Querem outro? Dou. A reforma do Calçadão da Batista é algo para endoidecer gente sã. Acompanhei uma reforma feita na EE Gasparini, no bairro do mesmo nome, tocada por licitação do Governo Estadual e ela teve começo, meio e fim, sem intercorrências. Algo simples, elementar, básico e feito da maior normalidade. Já o Calçadão, tocado pela atual administração é a derrocada total, o descalabro em toda sua mais condicionante concepção. Como pode ser praticamente abandonada e tocada por um único funcionário, pedrinha por pedrinha sendo ali colocada, sem nenhum critério. Por que um consegue e o outro não? Creio eu, isso tenha nome. Para mim, está cravado como uma marca d'água na testa da atual mandatária o que se passa, o que acontece, de fato e de direito em Bauru, nestes últimos quatros anos.

Já vimos compras sendo feitas em administrações anteriores e todas gerando invesdtigações muito sérias, algumas provocando problemas muito maiores do que os onde a atual mandatária está encralacrada. Evidente, tudo tem o devido prosseguimento, quando a reação é grande e, por exemplo, a Câmara de Vereadores está imbuída de fazer o seu trabalho básico, elementar, que é o de fiscalizar, acompanhar, denunciar e cobrar. Quando um alcaide possui uma maioria conquistada de uma forma pouco usual, ocorre o afrouxamento da fiscalização e daí, o descalabro é mera consequência. Foram feitas algumas tentativas de real investigação em irregularidades, como quando da compra de imóveis, feitos na bacia das almas, final de ano, alguns destes já comprovadamente inservíveis. Nada foi levado adiante e quando votado, ela com sua maioria conquistada, sepultou que a investigação fosse adiante. Assim como este caso em particular, outros tantos poderiam ser aqui citados, pois pelo que se vê hoje, um é a repetição do outro, quase sem tirar nem por. Creio eu, essa votação quando foi aprovado o cheque em branco para a alcaide, que sem nenhum projeto convincente, conseguiu obter e irá movimentar 3,5 bilhões de reais, para executar algo pelo qual, já possuia dinheiro em caixa é a cara de tudo o que vemos hoje em andamento. Muito mais que aquele Trem da Alegria do passado. Nem sei que denominação poderia ser dada para tudo o que se vê em curso, mas mesmo diante de tanta barbaridade, dizem que, nas pesquisas, quando se apresenta como candidata para reeleição, não terá pra mais ninguém.

Essa a Bauru que vejo aqui de minha janela. Queria festar e felicitar a cidade onde nasci, cresci e atuo desde sempre, com curtos intervalos, quando estive fora a exercer atividades profissionais por outras paragens. Este tempo que estive fora, serviu também para poder comparar o que via ocorrendo aqui e o de outras paragens. É nítido, diante de tantas outras cidades, a degradação física, o aspecto de abandono bauruense. Incontestável. Citam sempre alguns bons exemplos, como o de São José do Rio Preto e Piracicaba, antes bem atrás da pujança bauruense e hoje, anos luz à frente. Ficamos para trás. Escolhas mal feitas e depois, acompanhamentos meia boca geram uma administração desleixada, sem a preocupação de acertar, pois sem cobrança e pressão, pelo que sabe, a classe política não funciona a contento. Isso de maquiar a cidade, quase sempre às vésperas de nova eleição não é novidade, mas neste ano, está demais da conta. Pelo que se vê, estão fazendo do asfalto, conseguido não com planejamento, diante de um projeto para melhorar a cidade, mas somente para maquiar, uma espécie de cabo eleitoral. Este o mais forte, presente e espalhado cidade afora. Incautos caem nessa e, pelo visto, boa parte da cidade, cai e se deixa levar. Mesmo diante desde instrumento de informação imediata que é o celular, na maioria das vezes, o vejo sendo utilizado, não como fonte de honesta comunicação, mas somente como divulgador de lives e uma espécie de roteiro de uma pop star, num palco montado, préconcebido para lhe auferir lucros midiáticos. É a distorção da distorção e isso, acrescido de uma informação enetendida como única, quem pouco faz, mas possui bom aparato midiático, acaba se beneficiando e continuando sempre nas paradas de sucesso.

É assim que enxergo o atual momento bauruense, com um cenário ruim de ser visto, mas executado por uma equipe sabendo captar o que parte considerável do público quer ver. Em alguns casos nem se faz necessário fazer, mas só de divulgar, produção de primeira linha, a vontade de fazer, é como se tudo já estivesse muito bem encaminhado e daí, cidade maquiada, o pão e o circo sendo devidamente fornecidos, daí, a máquina anda, a roda gira e quem não entra na onda, não consegue acompanhar, não produz algo dentro da mesma concepção, fica para trás e vendo a banda passar. Incompreensível a ação da alcaide em relação à Cultura. Todos os museus municipais, os três fechados e entregue a obras paralisadas, bibliotecas ramais fechadas e sem nenhum incentivo à vista como motivador para reativar essas atividades. E tudo o que o Governo Federal fez, desde a pandemia para reanimar a Cultura local, por aqui, sofreu o claro boicote da prefeita. Inconcebível o montande da Lei Paulo Gustavo não ter sido até a presente data sequer tocado adiante, num desprezo absoluto pela classe artística, muitos destes, clamando por conseguir voltar a se inserir em atividades. Pelo visto, por decisão da alcaide os valores acabarão sendo devolvidos para o Governo Federal e os da Lei Aldir Blanc II seguindo pelo mesm odescaminho.

Não existe como apoiar e olhar com olhos tendo algum tipo de esperança para com tudo o quer Suéllen Rosim está fazendo em Bauru. Não vai ser um asfalto às vésperas da eleição que irá mudar o quadro. Mesmo ela sendo, segundo o que se ouve, bem avaliada, não existe como combater o que se vê ocorrendo na prática. São 128 anos e nestes últimos quatro, muito retrocesso, paralisão, letargia e uma junção macabra de acontecimentos lamentáveis, não deixando margem para nenhum elogio. A certeza é uma só, Bauru precisa ter outro rumo e talvez isso ainda não venha a ocorrer com o resultado do próximo pleito, mas se algo não for feito já, o pior pode acontecer e a atual alcaide continuar no cargo e, desta forma, se a destruição já é imensa, nem sei como poderia ser dimensionada daqui quatro anos adiante. é o que posso escrever sobre Bauru neste momento. Nada mais. Eu gosto demais da conta desta cidade, daí essas minhas considerações. Fora Suéllen!!!