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terça-feira, 9 de agosto de 2011

ALGO DA INTERNET (48)

AS CAMISETAS COM ESTAMPAS DE RESISTÊNCIA E LUTA: FX E DOM
Sou um adepto do uso de camisetas. Vivemos num país tropical e ela me cai bem. Prefiro as com alguma estampa e como vivencio 24h do meu dia algo político, na maioria das vezes, expresso ali um pouco do que me vai na cabeça. As largas me caem bem, ajudam a esconder a barriga. A camiseta é uma espécie de outdoor e nela dou meus toques, demonstro meus gostos, preferências e sinalizo de que lado me posiciono nos embates da vida. Na última campanha presidencial enverguei uma com a cara da Dilma a la Andy Warhol. Já escrevi aqui sobre a DOM CAMISETAS, que revende estampas politizadas e virei cliente, além de amigo dos proprietários, pai e filho, o Hamilton e o Marcos. Leiam o que escrevi deles em 26/01/2011 clicando a seguir http://mafuadohpa.blogspot.com/search?q=dom+camisetas . Todas as últimas que visto, com a Mafalda, Che, John Lennon são dele e a bolsa da Mafalda, feita em brim idem. Virei divulgador desse trabalho. O site deles é http://www.domcamisetas.com.br/

Na Argentina conheci uma pessoa a fazer exatamente o que os dois paulistas fazem. Trata-se do designer ENRIQUE AURELLI (eaurelli@gmail.com ), comandante em chefe do Espacio Diseño FX (http://www.fxd.com.ar/ ). Localizado num dos locais mais românticos da capital portenha, no bairro San Telmo, reduto de uma verdadeira e autêntica boêmia. Ali todas as ruas são de pedra, por aqui mais conhecidos como paralelepípedos e o clima dos mais “fora da nova ordem mundial”, como um dia apregoou Caetano, bem antes de sua fase atual, onde está a defender o neoliberalismo. A porta é pequena, quase uma garagem, num subsolo, na rua Defensa 786 e foi passar pela rua para algo me puxar para dentro. Esse lugares são imantados e me atraem. Algo incontrolável me leva logo para dentro.

Encomendamos três. Eu, Ana Bia e filho. A minha um Piazzolla com seu acordeon, a da Ana o companheiro da Mafalda e a do filho uma que fez sucesso nas ruas de Buenos Aires, estampando um “BARBIE ES UNA PUTA”. São mais de duzentas estampas, desenhos únicos, em sua grande maioria temas politizados e engajados. Dentro da temática argentina, uma da presidente Cristina fazendo um “V” da vitória gostei de cara e hoje, ao não trazê-la me bate um bruta arrependimento (vou pedir a estampa para o Enrique, meu xará). Tem para todos os gostos, malha boa e só uma obrigatoriedade, a de gostar de vestimenta original e irreverente. No slogan da casa os dizeres: “Tu imaginacion es el limite”. Igual ao brasileiro Dom, estampa a sua idéia e faz sucesso.

Escrevo esse texto para demonstrar, em primeiro lugar por gostar demais de camisetas nesse estilo e depois, não deixo de enaltecer todos os que buscam sua sobrevivência com fazeres de crítica ao stabelechiment, o poder constituído. Esses dois fazem isso e caíram logo no meu agrado. Com esse escrito espero favorecer uma aproximação de interesses, um intercâmbio de estampas e uma maior aproximação entre o FX e o DOM. No mais, aqui em Bauru conto sempre com a CLÉO MALHARIA para estampar as minhas invencionices e a TRENA possui uma máquina para estampar na hora a minha idéia numa camiseta. Por lá comprei outra camiseta, uma a louvar o trabalho das MADRES DA PRAÇA DE MAIO, numa lojinha junto a sede delas (essa história eu conto num outro dia) e outra coisa que, até deixo como uma dica para o pessoal da DOM, a massificação de botons, com uma temática das mais variadas, vendidos em todas as bancas de revistas da Argentina. Trouxe alguns e um mais inspirativo que o outro. São formas de sobrevivência com irreverência e criatividade dentro desse cruel e insano mundo capitalista predatório. São brechas.

Obs.: Todas as fotos foram tiradas dia 25/07, segunda, por mim e pelo filho em Buenos Aires, Argentina.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ALGO DA INTERNET (41)

BIENAL DA UNE, EMIR SADER E UM ALGO MAIS, DOIS VIAJANTES SOCIAIS
Durante toda semana passada (de 18 a 23/01/2011) ocorreu na cidade do Rio de Janeiro a 7☼ Bienal da UNE – União Nacional dos Estudantes. Dois foram os locais escolhidos para sua realização, o Aterro do Flamengo e a Lapa. Estudantes do Brasil todo e também de alguns países latinos estiveram reunidos sob o lema “Brasil no Estandarte, o Samba é meu combate”. A grande homenageada no evento foi a diva do samba Beth Carvalho. Discussões mil, show gratuitos foram se desenrolando no decorrer da semana e os resultados podem ser conferidos no site http://www.une.org.br/ .

Estava no Rio, podia até ter comparecido durante a semana, mas o trabalho me afastou da esbórnia. No sábado, 22/01, 15h, numa grande lona armada no aterro, denominada de Buteco Literário, lá estive a presenciar a palestra “Política cultural no Brasil – Esquentai nossos pandeiros e iluminai os terreiros, estando no comando do microfone o cientista político EMIR SADER. Circulei o local todo, antes passei no Museu da República e vi uma mostra com obras inspiradas na arte de Hélio Oiticica (lá assinada a presença de vários estudantes representando Bauru), consegui até um diploma de participação (sic), comi junto a galera, rodei nas muitas e movimentadas rodas de discussão, algumas grandes aglomerados estaduais. Nada posso opinar sobre as decisões políticas da Bienal, pois delas permaneci distante. Vi foi gente no uso do microfone, contra e a favor do aborto e da maconha. O que posso opinar foi sobre a fala de Emir, do qual gosto muito. Algo contundente sobre romper a barreira da cultura popular e de elite. Emir é mestre em demonstrar que não basta o acúmulo de conhecimento, quando isso não está transformado em prática e que devemos estar todos muito bem preparados para continuar a disputa hegemônica dentro do governo Dilma, que possui os dois lados, o da direita e o da esquerda em plena disputa. Foi bom a moçada ouvir isso de alguém com a lucidez do Emir. Na saída fui abraçá-lo e disse ser de Bauru e que o leio no site da Carta Maior (http://www.cartamaior.com.br/ ), junto de um bauruense que gosto muito, Beto Maringoni. Sorriu e me disse: “Sim, mas lá tem outro bauruense da mesma cepa, o Azenha”. Concordei. Mais dele no seu blog: http://www.cartamaior.com.br/templates/blogMostrar.cfm?blog_id=1&alterarHomeAtual=1

Extrai algo mais da Bienal, duas coisas por sinal. Em ambas, um breve relato de minha parte. No primeiro, revi uma pessoa que avistava por aí já faz certo tempo. Hamilton montou um negócio de revenda de camisetas para movimentos sociais, a Dom Camisetas e ele roda o país todo, onde estiverem ocorrendo congressos, festas, eventos de caráter social e lá monta sua barraca a oferecer em varais uma infinidade de estampas sobre os mais variados temas, desde Che, Lênin, MST, Mafalda, Chávez, Zapatismo, Marx, Henfil, Lennon, Lulismo e outros temas. Preços módicos. Para conferir algo mais sobre a mambembe história de Hamilton, basta uma clicada no site http://www.domcamisetas.com.br/ . Trouxe a minha e achei a idéia dele, a de unir sua linha de pensamento com algo que o possibilite viajar, conhecer pessoas, trocar constantemente idéias, das melhores. No segundo relato, uma banca só de documentários de movimentos sociais da América Latina, desde o Panelaço Argentino, o da questão da água boliviana, muita coisa chavista, o das fábricas ocupadas no Brasil, greves mil, todas filmadas por um argentino, Carlos Pronzato, radicado em Salvador BA. Outro mambembe social, que além de dirigir, monta e sai vendendo país afora seus filmes, da Lamestiza Audio Visual. Para conhecer um pouco do seu trabalho basta clicar no http://www.lamestizaaudiovisual.blogspot.com/ . Também trouxe meu filme e assim como no das camisetas, bateu aquela identificação imediata. Quem me dera poder acompanhar como eles fazem, o pulsar dos movimentos sociais em plena erupção, onde estiverem acontecendo. São felizes e não sabem, pelo menos para mim. Fazem o que gostam, sem aquele papo chato que ouço do lado de cá: Um dia já fui de esquerda, depois amadureci, criei juízo, capitalizei. Fujo desses.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

UM LUGAR POR AÍ (55)


LIVREIRO JÁ É UMA MARAVILHA, ESTRADEIRO ENTÃO, ALGO INCOMPARÁVEL, INCOMENSURÁVEL
Toda vez que viajo não fico sem conhecer as livrarias do lugar por onde piso os pés. As daqui conheço todas, principalmente a da Feira do Rolo, de onde acabo de sair. Desse domingo trouxe comigo só uma raridade, o “Quem tem medo de vampiro?”, livrinho de contos de um cara que gosto demais da conta, o curitibano DALTON TREVISAN. Ele consegue ser conciso, escrever tudo em tão poucas linhas e a cada texto novo desse cresce minha admiração. Ainda mais porque escreve sobre o que mais me chama a atenção nas leituras que continuo fazendo hoje, o cotidiano dos que encontram poucas saídas para a triste realidade que os cerca. São os maridos humilhados e desprezados, doentes esquecidos, velhos abandonados, figuras sem rosto, onde se descortina um universo sombrio, o circo de crueldade, cinismo, obsessão pelo sexo, violência, sangue, monstros moralistas, numa fotografia mais que nítida, retrato fiel daquilo que de alguma forma vivenciamos em nosso dia a dia. Na página de rosto do livro uma frase lapidar sobre essa forma de escrevinhamento: “A INCOMUNICABILIDADE DO SER HUMANO EM SEUS RELACIONAMENTOS FRACASSADOS”.

Eu insisto em continuar tentando e algumas vezes as surpresas despontam, como ontem quando o ADRIANO ficou uma semana tentando me ligar para devolver minha máquina fotográfica encontrada no chão de um estacionamento de supermercado. Quer coisa mais intensa e recarregadora de energias do que o Carioca, o livreiro da feira do Rolo? Incomparável, ou melhor, existem outros iguais a ele e é disso que escrevo hoje. Tem uma família de livreiros mambembe, ciganos, estradeiros desses que descobriam um filão e dele fizeram a América. Escrevi deles anos atrás no mafuá, contando um bocadinho do que descobri com a história deles de cidade em cidade, de evento em universidade em evento, montando e desmontando sua banca de livros e delas extraindo o que a vida tem de melhor: Viver se redescobrindo e fazendo de cada reencontro uma maravilhamento, um congraçamento não só comercial, mas de vida. Leiam aqui o que havia postado em 17/10/2012: http://mafuadohpa.blogspot.com.br/search?q=RIO+BOOKS.

Nesses congressos universitários país afora difícil não encontrar ou um ou o outro irmão. Nesse que acabo de voltar com a Ana Bia, quem estava lá era o STEVENSON. No local haviam três bancas de livros, mas a deles, a da RIO BOOKS inigualável e dessas onde todo mundo entra e fica, o papo rola e os endividamentos se sucedem naturalmente. A Ana escreveu deles isso na chegada no evento: “Quando era ainda uma jovem aluna na PUC-Rio, com 17 anos, conheci esta família Rio Bookss, é a perdição ! Como bem disse minha prima Maria Angelica Andradee eu não compro livros, eu como livros.... Herança de papai, deve ser. Enfim, chego aos congressos sempre com uma mala extra para essas emergências. Estava eu tranqüila para o Colóquio de Moda, pois no ano passado a Rio Books não chegou a tempo de um encontro, mas este ano, não teve jeito ! Dou de cara com Stevenson Guimarãess assim que chego !!!!!!!!!!!!!!! Perdição total ! Henrique já botou a mão na cabeça ! A falência estava apenas no início... primeiro dia de muitas vistas e revistas a banca.... amo esta galera ! E o melhor é que já fiz umas encomendas pra Bauru quando estarão no evento Interdesignerss... lista pronta.....”.

Livreiro estradeiro é um sujeito cheio de histórias, dessas que dariam um livro. Ficaria horas aqui contando do prazer desses reencontros com esse povo pegando estrada com um carrinho desses comuns, com uma carretinha acoplada ao mesmo e tudo lotadinho de livros. Eu queria uma vida assim para mim. O Dom Camisetas faz isso com suas camisetas, viajando pelos mesmos eventos vendendo camisetas. Poderia pensar em algo assim com os bottons. Pensarei no assunto. Hoje as fotos aqui publicadas são homenagens que faço para a Rio Books, seus andantes proprietários e o tudo o que vivenciam circulando por aí sem eira e nem beira. Com gente assim está plenamente estabelecida a comunicabilidade em relacionamento humanos contituídos de muito sucesso.

A NOTÍCIA TEM QUE CHEGAR FRESQUINHA PARA O LEITOR
Detesto ler notícia velha, coisa requentada. Imagina o jornal de hoje não chegar na banca e só ser entregue dois dias depois. É para emputecer. Algo assim ocorre em Bauru. Ocorreu uma mudança de distribuidora de revistas na cidade. Antes uma empresa de Jaú fazia o serviço (muito mal por sinal) e agora tudo foi assumido por uma já famosa de Bauru, a J Pinheiro (localizada ali na vila Falcão). Estava dando um tempo para descarregar minhas críticas e desapontamentos, mas agora foi a gota d’água. Quem compra revistas em banca sabe de sua periodicidade, do dia quase exato da sua preferida chegar e vai lá buscar correndo. Questão de fidelidade e da ansiedade em busca daquilo que gosta de ler estar chegando. Pois bem, mês passado a revista Piauí não veio para Bauru (comprei em Sampa), a Brasileiros (ganhei do editor ligando lá) idem, assim como de História da Biblioteca Nacional (essa nada sei). Com a mudança de distribuidora está uma bagunça generalizada e os jornaleiros estão mais do que preocupados. Muitas não chegam e as explicações são sempre dessa forma: “Calma, estamos chegando agora e tudo vai melhorar. Dê tempo ao tempo”. A última ocorrida foi de dar nos nervos. Não assino a minha revista semanal por um simples motivo. Ela sempre chega nas bancas aos sábados e para o assinante até terça, quando o publicado já está em plena transformação. Não aguento esperar e gosto de privilegiar o jornaleiro. A Carta Capital, que chega às bancas no sábado por volta das 13h não chegou em Bauru até agora e ninguém sabe explicar se virá amanhã ou se nem virá mais essa semana. Que zona (olha que adoro zona e as vejo muito organizadas) é essa? Será que esse povo não sabe que notícia velha já era e quando chegar já estarei em busca da edição mais nova? Queria que esse desabafo chegasse a quem de direito...

quinta-feira, 6 de junho de 2024

RELATOS PORTENHOS / LATINOS (131)


A GUERRA CIVIL ESPANHOLA E COMPARAÇÃO COM O BRASIL E A BAURU DE HOJE – “NÃO HÁ VITÓRIAS DEFINITIVAS CONTRA A LIBERDADE”
Um historiador contemporâneo afirmou que não há vitórias definitivas contra a liberdade. É uma conclusão extraída da própria História e que enquadra um sem número de episódios e de países. Leio isso vindo do jornalista Humberto Viera em artigo, “Viva a Morte”, sobre os 36 anos de ditadura de Franco na Espanha. Foi um tempo longo demais, mas foi revertido. Imagino o sofrimento do povo espanhol até chegar ao fim deste triste período de sua História. Ele mesmo, procurando entender o tempo tão longo de permanência do ditador no poder, como foi se dando a resistência ao longo dos anos, diz caber um provérbio de origem ibérica para definir o ocorrido, servindo também para outros tempos que demoram a passar: “Quem espera sapato de defunto, morre descalço”. Sim, não desmereço a luta do povo espanhol contra as adversidades todas, assim como a povo brasileiro até reverter o golpe civil/militar brasileiro. Foram mais de 20 anos de agruras.

Num outro ponto, o jornalista discorre sobre o fato da demora ter durado algumas décadas: “Ninguém ajudou o legítimo governo espanhol. O governo republicano era vacilante e heterogêneo. Por falta de definição, permitiu e estimulou uma aguda divisão entre seus próprios componentes. A cisão, que às vezes, assumia dimensões de violência direta, entre comunistas, socialistas, anarquistas e liberais, foi fatal para a unidade republicana. Essa heterogeneidade do governo republicano era um reflexo da própria Espanha do momento. As cisões que o minavam refletiam as cisões populares, o bairrismo notório entre as diversas regiões da Espanha, o que sempre dividiu de forma trágica o país...”.

Não quero me alongar nas citações. Ando cada dia mais preocupado com o destino deste país, de minha cidade, Bauru e também do que será feito de uma candidatura própria, escolha feita pelos militantes presentes numa reunião do PT Bauru e hoje, desconsiderada pela Federação de partidos e por ala do mesmo Diretório Municipal. Daria pra juntar tudo, com o lido, tentar explicar, entender ou mesmo dissecar e pensar no futuro de todos estes imbróglios?

Tentar entender o que se passou na Guerra Civil Espanhola me parece mais fácil, pois o tempo permite uma análise com mais consistência e documentação. Isso uma coisa. Outra é ver o Brasil cada vez mais sendo tomado por uma direitona destruidora de tudo e todos, propondo algo como, num futuro breve, aniquilamento de opositores, tudo para governarem com maior tranquilidade. Não pensem que brinco ou divago, viajo na maionese escrevendo isso, pois tudo é muito plausível e possível, basta ver o que a ultradireita possui dentro de suas cabeças. Ou nos unimos e lutamos bravamente contra tudo isso, ou perdendo cada vez mais terrenos, estaremos muito em breve num mato sem cachorro. E depois, assim como na Espanha, mesmo nenhuma vitória sendo definitiva, quantos anos pela frente para reverter tudo?

E daí o caso bauruense, onde vivo e faço política. Milito dentro do PT, este hoje dividido na cidade, 50% pensa de um jeito e segue cegamente o que prescreve sua vereadora eleita, mais de 20 anos dando as cartas, ao seu modo e jeito. Do outro lado, uma renovação, porém sem maioria, impedido por ação contínua bloqueadora de avanços. Seria algo como o ocorrido com o governo republicano espanhol e suas divisões internas, essas facilitando o jogo do outro lado? Poderia dizer que vou longe demais. Penso que não. Eu faço parte de um lado buscando renovação, oxigenação e não atuando em prol somente de um nome, desprezando tudo o mais. Esse pensar coletivo é, pelo visto, um problema. Para mim e meu grupo, a solução. Isso atravanca, essa demora de algumas décadas permitindo e assistindo um festival de horror, sempre repetido e agora, mais uma capítulo. Até quando? Até todos novamente sermos derrotados, ridicularizados como “o PT é assim mesmo”. Não, o PT não pode e não é assim mesmo. Assim mesmo são algumas pessoas que o impedem de seguir seu caminho, de voltar a ser o que foi um dia. Dizem isso ocorrerá após as eleições municipais. Mas por que não agora?

Amanhã talvez com a consolidação de mais um estrago, poderá ser tarde demais. E bobeando, como o fizeram os espanhóis, de golpe em golpe, uma infinidade de tempo para reverter o prescrito de que “não há vitórias definitivas contra a liberdade”. Eu, por mim, escancarava tudo agora, neste momento, mas mesmo ciente de tanta coisa, certeza de ocorrências dantescas, sem provas concretas, ainda estamos sujeitos a perdas e danos, com processo e quetais. E desta forma, a perdição vai tendo mais um tempo de atuação até que, num dia – tomara não tão distante -, tudo venha à tona e quem pisou no tomate, pague pelo seus erros.

AQUELES QUE NÃO TROCAM DE CAMISETA - BATE PAPO NO BAR DO OSVALDO
Texto de Hugo Soriani, Página 12, edição de quinta, 06/06/2024 e aqui compartilhado, pois cai como uma luva para o exato momento, onde não só das mudanças de camisetas, mas da de postura, com muitos se mostrando da boca pra fora uma coisa, mas por dentro pão bolorento. Leiam o diálogo argentino e o transfiram para nossa realidade, com nossos personagens:

--Olá Osvaldo, digo ao garçom assim que me acomodo na cadeira. Traga-me um lanche como sempre e por favor não fale comigo sobre política porque não quero ficar doente de manhã cedo.

--E sobre o que você quer que Dom Hugo fale com você? Ou devo simplesmente não falar com ele e acabar logo com isso? Nem somos obrigados a conversar todos os dias que você vem a este bar. Melhor eu trazer sua bebida e você tomar em silêncio. Ou você acha que vou conversar com você sobre o que você quiser? A única que me impõe a agenda é Olguita, minha senhora.

--Tudo bem, Osvaldo, não fique chateado , e já aviso que ele está usando uma meia de uma cor e outra de outra.

--Você viu Chefe? Você gostou? Tenho outro par semelhante em minha casa. Se você quiser, eu te darei.

--Ah Bué!, como o jovem foi rápido em responder. Me dê a cortada, você fica com as meias para ter o outro par para usar amanhã. Porque suponho que você os troque todos os dias, ou estou errado?

-Dom Hugo está certo. O que nunca troco são minhas camisas. E eu tenho dois que usei toda a minha vida. Um é o de San Lorenzo e o outro é o da Argentina. O terceiro me foi dado pela Luciana, minha nora, há pouco tempo. É aquele com cara de Néstor. E deu um para Olga com a cara da Cristina. Minha esposa usa com frequência, mas eu não. Uso em casa quando a Luciana vem com o Beto, meu filho, para a menina ficar feliz. Prefiro que não esteja gasto e que guarde sempre como lembrança, pois foi o primeiro presente que ele me deu. E eu amo a menina como se ela fosse outra filha. Ele não sabe todas as coisas em que Luciana abriu os olhos para minha esposa e para mim. E Beto também. Porque meu filho é um bom filho. Muito solidário e trabalhador, mas zero política até ela entrar na vida dele. Antes, as únicas preocupações eram a oficina de automóveis em Lanús, a formação do Ciclón e os churrascos com os amigos para conversar sobre futebol e meninas. Algum dia Don Hugo deveria conhecê-la, para ver que não estou mentindo para ele. Essa garota vale seu peso em ouro.

Mas não falemos de quem troca de camisa. Já que ele me disse que não queria falar de política, porque tem muita gente que muda sem mexer um fio de cabelo. Na Páscoa vendi para ele o bagel Pichetto que minha mulher amassou, mas a verdade é que entre ele e Scioli se ele jogar a moeda ela cai. E o pior é que votamos no Scioli, ele era candidato, o Beto e a Luciana fizeram campanha para ele. Acordavam cedo aos domingos para o “soldado Daniel”, foi o que disseram. Coitados, agora colocam o boné das “Forças do Céu”, pedem o Prêmio Nobel pela Peruca, e querem tirar o nome até dos jogos da Evita. Como todos os convertidos: no final Macri tinha razão, só hoje dizemos a frase “No que te transformaram, Daniel”, é claro que Mauricio também sabia das falsidades. Agora Wig está deixando ele de fora de tudo e Duck está enchendo ele um pouco todos os dias. Esse
é outro campeão em troca de camisa. E para Milei ela passou de “plantadora de bombas em jardins de infância” a ministra da Segurança. E o pior é que muitas destas mudanças não os surpreendem. Ou como dizem agora, eles os naturalizam. Coloque-o , esse também é novo. Colocá-lo . O que quero ver é como você lida com a questão da segurança. Mas não a segurança desses protocolos de peidos, mas aquela que sofremos todos os dias com a coreografia que não para de aumentar. E com a malária que existe todos os dias será pior. Eles sempre vinham no bar vender meias ou toalhas e eu deixava. Mas agora algumas vezes eles colocam as meias no celular do cliente que está em cima da mesa e quando as levantam o celular fica grudado nelas. Já tive que correr para vários e a verdade é que não estou à altura disso. Porque os lesados ​​também descontam neste jovem. Por que eu os deixo entrar e blá, blá, blá. Então, além da bandeja, querem que eu coloque o boné e faça o papel de policial. E se eu digo para eles cuidarem do celular, eles me olham como se não fossem ágeis. As pessoas estão ferradas, chefe , gruda porque você é legal, gruda porque você não é legal.

Claro que depois da coreografia é preciso ouvir as falas das vítimas, que quase sempre são: “devemos matar todas essas cabeças” e frases de ressentimento terrível. Eu não os amo de jeito nenhum, mas tenho certeza de que quanto mais fome há, mais eu esguicho. E ainda por cima esses desgraçados guardam até a comida que compraram e não compartilham. Mas aí não ouço essas frases terríveis. Três em cada cinco clientes continuam a apoiá-los: “temos que esperar, dizem” ou “os peronistas fizeram o desastre”. É incrível chefe. Já não coloco a televisão no bar porque até os canais que eram medianos agora se travestem dependendo da hora do dia.

--Ei Osvaldo, que discurso devastador ouvi de você. E pedi para ele não falar de política hoje. Neste bairro é lógico que as pessoas tenham um discurso tão horrível para quem pensa diferente.

-Dom Hugo está errado. Ele está errado novamente. Vem para cá gente que vive da renda, do campo, do aluguel ou da soja. Tenho-os bem combinados porque ficam horas e não gastam quase nada, menos que você, que pelo menos sai rápido. Mas também vêm trabalhadores, pedreiros de obras próximas, pintores, enfermeiros e auxiliares das Clínicas e do Suizo. Eletricistas, encanadores, trabalhadores de escritório. Vem de tudo. E repito, três em cada cinco votaram em Milei e ainda confiam nele. São poucos os que já estão arrependidos. E ainda por cima o peronismo segue sem acordo e perdendo tempo em brigas e discussões inusitadas enquanto isso desmorona. Ouvi a Chefe dizer que não deveríamos culpar o povo e ela deve estar certa. Mas então, se não for culpa das pessoas, elas deveriam agir em conjunto e parar de inflar as bolas. Porque não tenho dinheiro suficiente, as gorjetas quase não existem e se a luz, o gás, a água, os transportes, etc. continuarem a subir, os dias deste bar estão contados e vamos ter de nos encontrar na praça se for ainda quer falar comigo. Felizmente temos Axel. Beto e Luciana me contam que o povo da província rebancariza. As crianças o adoram, ele é um rockstar, e fazem campanha por ele todo fim de semana, porque os dois trabalham e não têm mais tempo. E não o vejo trocando de camisa, embora alguns ao seu redor tornem isso difícil para ele. E afinal também existe o Chefe. Olga já está comprando diversas camisetas com os rostos deles. E quando minha mulher veste a camisa ninguém tira, Dom Hugo. E agora trago para vocês o seu recorte, que em vez de um coração desenhado com espuma, virá com a cara do Néstor, que lá de cima saberá nos orientar para não cometermos mais erros.
Estes três não trocaram de camiseta, muito menos de lado, isso o mais importante.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

DROPS - HISTÓRIAS REALMENTE ACONTECIDAS (199)


COM A PREFEITA POR PERTO O TRABALHO DESANDA...
A regra do poder não é expressar seus atos, mas disfarçá-los. Conheço uma pá de gente que adora disfarçar. Ontem me deparo com alguém bom de conversa, atuando dentro das hostes de poder da atual inconPrefeita. Paramos para conversar e dentre risos comento algo a ele: "É sempre bom, ao menos, ter alguém sensato para indicar procedimentos salutares para a alcaide. Alguém normal, onde ela possa ao menos pensar e não fazer cagada". Ele rindo me responde na lata" "E quem lhe disse que sou sensato". Sua fala nos conduz a um algo mais dentro da administração. Assim como ele existem muitos, que lá estão para ir tocando o barco, alguns até tentam fazer algo, sem bater de frente com a linha de pensamento dela, ou melhor, se possível não fazendo questão nenhuma de cruzar com ela pelos corredores. Ser chamado em sua sala só mesmo em último caso.

Existem os que sabem seus horários e nunca cruzam numa possível linha onde psssam se cruzar. Ou seja, pelo que vi, até melhor quando não se encontram: "Eu mesmo faz mais de quinze dias que não falo e nem cruzo com ela. Toco meu serviço assim". Sempre soube existirem por lá, pela Emdurb, DAE e muitas secretarias municipais, algo que hoje tocam praticamente a cidade sem a mão e influência do Executivo. Quando isso ocorre, quando o Executivo se intromete, daí uma grande chance de dar errado, ainda mais neste momento, quando amaioria lá dentro já tem abosluta certeza: a prefeita não sabe nada de administração pública, seu negócio é outro. Com ele e diante da conversa que tive, algo mais de como está ocorrendo o dia a dia nos meandros do poder municipal. Estaríamos acéfalos ou pior que isso, já existe os que fazem algo pela cidade, procurando se esquivar da participação da prefeita, pois diante da certeza dela nada saber, metendo a mão, daí o bolo desanda? Quando a linha de pensamento de quem administra a cidade é de total desconfiança ou descrédito em quem a dirige de fato, creio que pouca coisa pode dar certo.

PELO VISTO NÃO FOI NADA DIFÍCIL ENCONTRAR UM NOVO LÍDER DA PREFEITA NA CÂMARA DE VEREADORES
Mesmo diante de tanta barbaridade administrativa, a alcaide incomPrefeita não navega em mares assim tão turbulentos lá pelos lados da Câmara de Vereadores. Mesmo depois da voadora dada nos costados de seu antigo líder, um que lhe abriu as portas de sua casa e trocava figurinhas as cegas com ela, toda a cidade ficou sabendo dos motivos pelos quais ela lhe passava a perna e nem isso foi suficiente para criar dificuldades e fechar a semana sem ter já nomeado um novo líder entre os nobres edis. Mesmo com o vice-prefeito já tendo pedido o boné e preferindo de manter distante de tudo o que anda rolando de acontecimentos e procedimentos lá pelos lados do Palácio das Cerejeiras, vários vereadores se mostraram interessados em ocupar a vaga. Mesmo a própria Câmara aguardando a volta do recesso de férias regulamentares de final de ano para se tentar novamente uma Processante contra a alcaide, muitos vereadores se mostraram mais do que dispostos a assumir a responsabilidade de representar a bazófia prefeitista. Conversas ocorreram e ela já bateu o martelo. De tudo, algo bem simples, a constatação de que não existe de fato uma oposição assim bem constituída para lhe fazer frente, pois mesmo diante de tanta falta de competência e procedimentos mal explicados, ocorreu até disputa para ver quem seria seu novo queridinho a lhe representar. Como pode prosperar uma Processante num ambiente desses? Quase impossível e assim, Bauru fenecerá por mais três anos tendo a dita cuja afundando mais e mais a cidade que um dia já foi "Sem Limites", hoje é Cia Ilimitada. Ufa!, em Bauru sempre tem alguém disposto a se sacrificar pelo bem desta cidade e assim estamos sempre salvos do tsunami.


PERDER O JOGO POR DESCONHECER A PRÓPRIA FORÇA*
* Aqui meu 46º texto para o semanário DEBATE, edição saindo às bancas amanhã:

Eu leio muito e sou adepto de juntar historinhas e citações em meus textos. Hoje mesmo, ando mais do que intrigado com uma e quero citá-la, até para ver se melhoro a escrita. Em muitas vezes ajudam, noutras até atrapalham. Não os incluo para tentar demonstrar erudição ou algo parecido, pois creio já ter superado esse momento, quando se faz necessário querer demonstrar o que não se é. Eu sou um sujeito que defende uma virada de mesa neste país, para acabar de vez com esse pérfido momento, quando o ódio lateja e pulsa nas esquinas, quando o pobre está cada vez mais remediado e sem ação, praticamente encostado num paredão, beco sem saída. Sou do time dos que apostam que um outro mundo é possível e escrevo com o intuito de tentar ao menos influenciar ou mudar cabeças. Se isso ocorre, ótimo, se não, continuarei tentando. Isso me move.

Há uma coisa de uma século, talvez pouco mais, Dom José Batle y Ordóñez, então presidente do Uruguai, assistia a uma partida de futebol. E comentou:
- Que bonito seria se houvesse 22 expectadores e dez mil jogadores. 

O futebol tem esse poder, uma mobilização além das ditas quatro linhas. Ah se soubessem o poder que possuem! Essa força toda me lembra do elefante do circo, amarrado numa cordinha e presa num pequeno toco de madeira. Poderia destruir tudo à sua volta, mas está ali, conformado e macambuzio, como o povo neste momento. Ordóñez talvez estivesse falando, quem sabe, da democracia que imaginava para seu país. Passado mais de cem anos, ali na vizinha Argentina, manifestantes saíram às ruas envergando a camiseta azul e branca do selecionado de seu país, naquele momento mais que um símbolo de identidade e invadiram as ruas. Foi um bafafá para desmobilizá-los. Aqui no Brasil aconteceu justamente o contrário, quando um bando de bolsonaristas se achando donos da camisa da seleção canarinho e da bandeira nacional a usam como falsa defesa do país, quando na verdade o fazem para defender o indefensável, o que nós destrói e apunhala.

Essa alusão das coisas inerentes ao futebol com transformações ocorrem justamente pela força deste esporte junto à mentalidade das massas. Por muito pouco dá para se insuflar uma massa e mobilizá-los. Nosso presidente, o ex-capitão capiroto faz uso de todas as camisetas de times, numa vã tentativa de se mostrar popular e assim atrair simpatizantes. Um boçal, pois navega em muitos barcos ao mesmo tempo, expondo cada vez mais sua inconsistência e imbecilidade. Viajei mesmo na maionese refletindo sobre as possibilidades todas do futebol, já pensadas na frase do uruguaio e servindo para alusão a tanta luta de transformação em curso. Enfim, o povo tem a faca e o queijo na mão para ser, fazer e acontecer, mas continua vendo o barco passar. Desconhece sua força.

Sonho com isso das pessoas fartas de tanta humilhação, de serem enganadas por políticos, pastores, juízes, empregadores, deixarem de ser expectadores e partir logo pro pau, mostrar sua força, invadirem a cancha e fazerem o juiz mudar o rumo da partida. Num mundo dominado pelas leis do mercado, onde o deus dinheiro é muito mais poderoso do que o ser humano, tira-me o sono o simples pressentimento de que qualquer dia desses, por exemplo, os banqueiros vão expulsar os presidentes de seus postos, sentar-se em suas cadeiras e declarar em alto e bom som: Chega de Intermediários.
 
E o povo assistindo a tudo, como numa arquibancada, onde o máximo que faz é se levantar quando seu time faz um gol. Regredimos demais da conta, pois agora mesmo, a alcaide bauruense faz e desfaz, chacota na cara de todos, mas reação mesmo, pífia e desorganizada. Ele dão de goleada nos interesses do povão, mas poucos estão dispostos a pular o alambrado e interromper a partida. Enfim, como disse certa feita o cineasta Woody Allen: “O futuro me preocupa, porque é o lugar onde penso passar o resto da minha vida”. 
Henrique Perazzi de Aquino, jornalista e historiador (www.mafuadohpa.blogspot.com).

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

BAURU POR AÍ (212)


ELIAS BRANDÃO, PELA SEGUNDA VEZ É QUEM ENTRA COM AÇÃO DAS MAIS AUPICIOSAS: JOVEM PAN BAURU E O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Só tomei conhecimento hoje, mas a ação impetrada pelo bacharel de Direito Elias Brandão é o que muita gente tinha vontade de fazer, ninguém acabou fazendo e sei, muito irão dar pulos de alegria por ver algo sendo feito. Ano passado foi através do mesmo Elias que, a CPI contra a alcaide Suéllen Rosim, quase a cassou e só não conseguiu atingir seu objetivo pela união de vereadores, preferindo lhe dar uma segunda chance (sic). Desta feita, com data de 28/01, o corajoso e arrojado Elias Brandão entra com representação "em relação às condutas dos radialistas e comentaristas da rádio Jovem Pan Bauru, a saber:
- Alexandre Paulovich Pitolli
- Olavo Plegrina Junior
- Klaudio Coffani Nunes e
- Luis Eduardo Penteado Borgo".

Diante dos acontecimentos que culminaram com a tentativa frustrada de golpe, desferida contra a nação brasileira no dia 08/01, a fundamentação do Brandão é das mais consistentes:
"Durante os programas radiôfonicos diários veículados pela Rádio Jovem Pan Bauru, FM em 97,5 mega-hertz, Jornal da Manhã e Ligado na Cidade, os comentaristas acima declinados preferem todo tipo de aleivosias, com procedimentos que agridem o ordenamento jurídico nacional com ofensas de todo naipe ao STF, bem como escárnio em relação aos Senhores Ministros, preferencialmente ao dito 'careca' Ministro Alexandre de Moraes e presidente do TSE - Tribunal Superior Eleitoral".

A fundamentação foi mais consistente: "negam ainda o resultados das urnas eletrônicas sob a alegação veemente de ter havido fraude nas eleições de 2022, afirmam com todas as letras que o presidente eleito é um 'ex-presidiário', que é um 'ladrão', que 'ele não irá subir a rampa do Planalto', conclamam a intervenção militar atentando contra as instituições democráticas, propagando um golpe de estado entre seus ouvintes e internautas...". Inclui todos os quatro em "crimes contra a soberania nacional", "as instituições democráticas", "contra o funcionamento das instituições democráticas no processo eleitoral" e "contra o funcionamento dos serviços essenciais". Explicita sobre como se dá no caso da Jovem Pan Bauru o "abuso, prática de crime ou contravenção previstos na legislação em vigor no País" e dentre outra infrações e penalidades a de "fazer propaganda de guerra ou de processos violentos para subverter a ordem política ou social".

Na representação, Elias conclui: "na qualidade de provas essenciais e fundamentais para a devida e regular apuração e comprovação cabal dos fatos". São sete páginas protocoladas junto ao Promotor de Justiça Federal, Ministério Público Federal, escritório em Bauru localizado na rua Alberto Segalla 1-45, jardim Infante Dom Henrique. Pergunto a ele dos motivos de não ter feito um pedido de CEI ou mesmo cassação junto da Câmara de Vereadores de Bauru, no caso de Eduardo Borgo e sua resposta: "Depois de como se deu a votação quando da CPI contra a alcaide, pela compra de imóveis no final do ano retrasado, os vereadores nem leriam o pedido e o arquivariam, daí fiz tudo de caso pensado. Se na Câmara não se aprovaria de jeito nenhum, fui direto em quem creio, nos dias de hoje, tem todas as condições de dar prosseguimento, apurar e punir. Estes tem muita culpa pelos acontecimentos em Brasília e não podem passar incólumes. O momento para dar cabo na ultra-direita é agora".

Neste momento da vida política brasileira, toda e qualquer apuração não deve vir de nenhum órgão local e sim, de instituições federais. Essas estão agora sob nova direção e essa, a do Governo Lula, comprometidas com a verdade, contra as fake-news e todo o baú de maldades promovido pelo desGoverno de Jair Bolsonaro. Elias acertou em cheio no local do protocolo de sua Representação e agora, mais dia menos dia, algo deve fluir e vir à tona. Espera-se para qualquer momento as tais das providências surtirem efeito. Aguardo ansioso no que vai dar isso tudo. Confiando e muito no atual Ministério Público Federal.

TENHAM CERTEZA, O TOMATE INVESTE CONTRA ESTES TODOS
FALTAM APENAS 15 DIAS PARA O CARNAVAL E...
Muita coisa ainda indefinida e, vergonhosamente, isso ocorrendo e com apenas duas semanas pela frente. Hoje uma data fatídica para os blocos e escolas de samba que tiveram sua documentação recusada pela SMC - Secretaria Municipal de Cultura. Pelo edital, poderiam assinar o recurso, mas não repor documentação. Como a maioria encontra-se nessa situação, foi aberta exceção e a entrega dessa documentação irregular ou faltando é hoje, segunda, 06/02, até 17h no balcão da Cultura. Estamos diante de um problemão aqui em Bauru no quesito Carnaval, quando a alcaide não gosta da festa e joga contra - isso latente, pulsante e explícito - e do outro lado, uma desorganização meio que generalizada. Todos os envolvidos, seja com essa ou qualquer possibilidade de contar com algum dinheiro público, se faz necessário estar com tudo regularizado. Esta condição é primordial para qualquer passo daqui por diante e que a lição deste ano cale fundo em todos. A grande vergonha pública reside no fato de apresentar o edital em cima

da hora, depois ter que revê-lo e agora, 15 dias da festa, tudo ainda indefinido. Quem não quer fazer sempre dá um jeito de inviabilizar tudo e sair por cima. Enxergue também tudo com este olhar. Já temos os reis da festa todos escolhidos e no afunilamento, contagem regressiva. Expectativa e dias intensos pela frente.

No mais, o bloco farsesco, burlesco e algumas vezes carnavalesco, o Bauru Sem Tomate é MiXto é de rua, sem compromisso com desfile oficial. Seu negócio, há onze anos é estar na praça Rui Barbosa no sábado de Carnaval, neste ano dia 18, com esquenta e concentração tendo início 10h, com entrega do Prêmio Desatenção e Homenagem aos Musos a partir das 11h, Carnaval rolando solto até 12h, quando ocorre a descida do Calçadão até a Praça Machado de Mello. Nosso compromisso com a festa é este e para isso nos empenhamos. A venda das camisertas continua e se faz necessária para custear nossas despesas (som, músicos e gravações), no mais venha de onde vier, como vier e se junte a nós, sem cercas e nenhum impedimento ou restrição, pois estaremos novamente, como todo ano, dando o melhor de nós.
OBS.: Preço Camiseta valor normal R$ 50 e valor solidário R$ 70.
Vamos juntos?

TOMATEIRO DAS ÁRABIAS
Baracat Kizahy Neto é daqui da Sem Limites, mas algumas décadas atrás bateu asas e foi ser gauche na vida. Os limites do que via!acontecendo por aqui o incomodava. Aportou em Curitiba e lá fez sua vida. Um bravo guerreiro, sempre envolvido nas questões socias. Nas minhas idas e vindas para estar junto da militância, essa que não abandonou Lula e para lá ia, em todas as vezes, Kizahy esteve presente. É um tomateiro à distância. Compra nossas camisetas, faz e acontece por lá e neste ano, já recebeu sua camiseta. Envia foto dela e mais, outra com a vermelhona do Noroeste. No momento o instigo para tomatear presencialmente por aqui no dia de nosso desfile no Calçadão, 18/2, 12h. Creio, teremos neste anos representante palestino entre nós.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

RETRATOS DE BAURU (219) e FRASES (176)


O INÍCIO DA RESISTÊNCIA*
Emilene Oliveira
* O posicionamento dos diletos resistentes que corajosamente postam o que pensam no pós-eleitoral da vitória de Bolsonaro e do que virá pela frente. Nas fotos alguns desses e como estiveram na votação de ontem, com livros nas cabines eleitorais, deixando claro: "Votei no professor":

- “E agora? Nós nos aproximamos. Nós nos mobilizamos. Bora fazer o que nós fazemos em qualquer governo: lutar! Dois psicopatas... um governando nosso estado e outro a federação... sem legitimidade... com uma enorme reprovação já de início... psicopatas administrando o sistema em crise ... vamos pra cima!”, Tauan Mateus

- “O que mais me assusta e me incomoda, são pessoas querendo impor seus pensamentos e atos. Não me dobro. Tenho personalidade. Por favor, peço aos contrários, que me esqueçam. Não tô com disposição e nem saco pra aguentar lero lero. Me deixem em paz”, Helena Aquino.

- “Está muito difícil respirar. Mas tenhamos a determinação da poda e a coragem de cortar fora.... Aqueles que votaram em branco, nulo e aqueles que não deram apoio a luta e não defenderam a democracia, pagarão caro. Ajudaram a jogar fora: direitos e garantias arduamente conquistados. E colocou as minorias num perigoso caminho. Porém, parte da sociedade brasileira, estará acordada. Somos muitos e temos consciência e não vamos desistir dos nossos postos. Estaremos prontos e vamos resistir as violações, a opressão.... Um revolucionário, mesmo nos períodos mais sombrios, busca sua poesia no futuro, essa é a chave de ruptura com a impotência”, Maria Cristina Zanin.

- “Acabamos de eleger à presidência um evangélico miliciano, Rui Dom Quixote.
Jean Cristuus Portela


- “Não perdi , ganhei muito !! Ganhei amigos que jamais pensei que tínhamos sinergia !! Escolhi o lado certo , das pessoas certas , das melhores cabeças , e da democracia !! Estive junto com 47 milhões de pessoas que deram um show de vontade , garra e luta , me fortaleci muito para ser RESISTÊNCIA !! Mostramos que somos muitos , que sabemos pensar , sabemos o que queremos e que vamos estar muito atentos ao nosso futuro !! Não aceitaremos imposição !! Respeito é o mínimo que vamos merecer !! Mas acredito que essa vibe tenha vida curta e essas mesmas pessoas acordem rapidamente da besteira que fizeram !!!  Vamos resistir , para que a democracia prevaleça ”, Zé Canella

- “A boca fala do que o coração está cheio! As comemorações agressivas desenham o que virá... Tenhamos Paz, tranquilidade e sabedoria nesse momento”, Jorge Antonio Soriano Moura.

- “Para algumas amigas com filhos em idade militar que estão comemorando a vitória do boçal: torçam para o fascista não inventar uma guerra contra a Venezuela. Não quero vê-las chorando a volta de seus filhos num caixão ou mutilados. Diz a história que David Bowie quase se matou em Berlim, na década de 70: acelerou o carro contra um muro e só não aconteceu nada porque o carro teve uma falha mecânica. Agora há pouco fui deixar Claudio no metrô. Chegando na esquina de casa tem um poste. Deu uma vontade louca de acelerar para arrebentar o carro no meio - e, com sorte, me arrebentar junto. Eu sei o inferno que nos espera. Não tenho dinheiro para sair do Brasil. Não posso fazer nada. Só adoraria acabar com tudo agora”, Juliana Guido.

- “As pessoas não têm noção do que está por vir... teremos um fascista, despreparado, vil, psicopata, ignorante, imaturo no cargo mais importante do país...ele desperta o que há de pior nas pessoas...e não serão só os petistas que vão sofrer...”, Fatima Aparecida Napolitano.

- “SOU UM DOS 47 MILHOES DE BRASILEIROS QUE FARÃO OPOSIÇÃO SERRADA AO "BACTÉRIA" A MIM ELE NÃO REPRESENTA!”, Montinegro Monti.
Tânia Regina Altoe


- “EXISTE VIDA ALÉM DAS ELEIÇÕES - Não permitirei nenhum insulto, nenhuma provocação e jamais vou abaixar minha guarda para qualquer um que seja. Sou e continuarei um MILITANTE de ESQUERDA e quanto as ameaças de nos banir do país e de nos prender saiba que continuarei a ocupar às ruas. Ocupar às ruas sempre contra os ataques a liberdade, aos movimentos sociais e as organizações sindicais contra a reforma da previdência e por garantias de direitos trabalhistas. RESISTIR é PRECISO.”, Fabricio Genaro.

- “Ao eleitor do Bolsonaro! Quando as barbaridades começarem a acontecer, cada ato dele que ferir as minorias, atacar os professores e funcionários públicos, enfim de uso de truculência e falta de democracia não poderá ser contestado. VAI TER A LEGITIMIDADE DO VOTO DE QUEM VIU E OUVIU, EM CADA GRAVAÇÃO DE VIVA VOZ DELE PREGANDO OS MAIORES ABSURDOS E NÃO FOI CONTESTADO PELA MAIORIA. Ao contrário, VAI DIZER QUE CADA ATO TEM A LEGITIMIDADE DE QUEM O CONHECIA E ÀS SUAS IDÉIAS E COMPARTILHOU E COMOACTUOU COM ELAS. SÓ NÃO ENXERGOU QUEM NÃO QUIS....”, Gilberto Pupo Ferreira Alves.

- “Me perguntam se acho que caímos no poço mais tenebroso da história republicana. Olha, não sou analista político, mas eu acho que caímos sim. E olha que buraco é o que não falta na República. Penso no Rio de Janeiro. O consórcio que chegou ao poder - um capitão que representa os porões na presidência, um ex-juiz fascista no governo estadual e um exorcista na prefeitura - não deixa qualquer esperança. Vamos continuar? Vamos. Mas partir da constatação do horror em sua face mais tenebrosa, sem brisa que amenize isso, é um bom começo pra se pensar em algumas alternativas. O ponto de partida é a constatação do terror”, Luiz Antonio Simas.

- “Queridos todos: Fiquem calmos. Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe. Continuemos unidos”, Wellington Leite.
Vinicius Santos Louzada


- “Mores, que tristeza profunda ter que viver e testemunhar o que virá, que preguiça da breguice e do pieguismo fariseu e fanático com que seremos bombardeados. Somos democratas, aceitamos o resultado da eleição, mas não aceitamos a opressão e os valores que animam os carrascos. Não tenho medo. É tristeza e cansaço mesmo, decepção e asco, não é medo, insisto. Primeira e óbvia constatação: o presidente eleito só fala em Deus e em Verdade, com maiúsculas, pois são únicos, segundo ele. Deuses e verdades não grassam com a ignorância. Somos muitos, fortes e altos. E amorosos e esclarecidos. Nossas raízes são profundas e também aéreas. Nossa espinha dorsal é inquebrantável. Resistência, ainda que tardia. Nossos olhos estão abertos. Venha História, venha, abra as asas sobre nós”, Jean Cristtus Portela.

- “Não costumo em horas triste tirar sarro dos outros. Nunca curto, comento ou compartilho suas postagens pois não penso como você. Se tirar sarro da minha tristeza te faz melhor, bom para você. Eu fiquei triste duas vezes, com as eleições e com a sua postura....”, Nair Nasralla.

- “Bom dia amigos não ganhamos, mas a campanha foi linda tenho orgulho de ter lutado do lado do amor. Agora bora tirar os mal amados do face aqui só vai ficar gente de bem com a vida porque eu sou. Não é porque não ganhamos a eleição que vamos perder nosso caráter ,alegria sede de justiça .Sempre estarei do lado de quem ama esse presidente não me representa até que ele prove ao contrario. Bom dia aos amigos que amo, Valquíria Correa.

- “Um dos dias mais tristes da minha vida. Mas, resistirei. E continuarei com os meus mesmos princípios e lutando por um país sem ódio. O conhecimento nos libertará”, Bruno Emmanuel Sanches.
Mônica Moura


- “Desculpe mãe que deixa filhos nas creches cuja vagas vc lutou tanto pra conseguir, Desculpem aos q se deslocam mais de 50 km para levar de carroça , de bicicleta o filho nas escolas muitas vezes improvisada , desculpe vô e vó negros q me acolheram , que me mostraram suas raízes e as histórias de seu passado Desculpe mãe que foi empregada doméstica por toda minha infância, sem hora pra sair , sem direitos sem reconhecimento, Desculpe pela minha cidade onde morreu índia Vanuíre , índia Bartira , entre outras façanhas históricas de luta e resistência dali q muitos nem conheceram. Desculpe aos familiares sobreviventes de 64 , por vcs o Brasil chora e pagará o preço .... Eu tentei e seguirei tentando
E por fim que Deus tenha misericórdia...”, Karen Romano.

- “Migos e migas sei que as intenções são boas, mas também dizem que lá está cheio delas. Por isso nada de frases autoajuda ou de consolação. Se é dor, sintam-na plenamente. Se é medo, o encarem descaradamente. Por favor só não se esqueçam (ou procurem lembrar-se) de como viemos parar até aqui. E não deixe de rir. Não há salvação ou salvadores nos esperando ali na esquina. Protagonize-se. Sem otimismo, sem superioridade, sem nostalgia, Almir Ribeiro.

- “Na minha modesta opinião. Bolsonaro não representa ele mesmo nessa finalização do golpe. É o bobo da corte. Não irá governar por duas razões: não tem a mais rasteira competência para tal missão e está muito doente. Não ouvi o discurso que fizeram para ele ler, mas vi algumas poucas imagens exibidas, depois do anúncio do imprevisível pesadelo que se abaterá sobre essa nação. E ele em nenhuma delas aparece alegre. Sua imagem é de alguém que está funcionando no automático, de alguém que está visivelmente doente e chapado de medicamentos. A fake-ada foi a saída encontrada para encobrir dos eleitores e sobretudo, dos adversários, o seu verdadeiro estado de saúde. Na minha opinião, seremos governados pelo general. Anotem ai”, Ednna Maria.
Henrique Perazzi de Aquino


- “Nada melhor do que reconhecer a Vitória do presidente eleito, acho que todos devemos apoiar suas propostas, pois respeito a maioria: 1 venda da Petrobras, 2 entrega da Amazônia, 3 entrega do pre-sal, 4 fim do décimo terceiro para trabalhadores, 5 sem férias, 6 poder incondicional para polícias, 7 morte aos bandidos, 8 se morrer inocentes faz parte, 9 liberação da tortura e 10 fim das estatais privatizar todas empresas” Tuta Caetano.

- “Povo, vamos "morrer" com dignidade. Parem com esse discursinho "que faça o melhor governo", que isso é chato pra danar. Todo mundo sabe para quem o Presidente será bom e para quem ele será ruim... ele ganhou uma eleição, não foi canonizado. Respirem fundo, amanhã é outro dia. Luta segue”, Aline Rodriguero.

- “Bom, vamos lá. As vezes parece que não escutei o que escutei hoje, mas eu ouvi, em alto e bom som a naturalização e banalização de tudo. Pra começar a aberração sonora que escutei desde os locutores do trio elétrico com seus urros discursivos de uma palavra só "mito" ou de um refrão "lula ladrão, coiso capitão", da apropriação de cunho de extrema direita do som de "Faroeste caboclo" do legião (coitado do Renato Russo!) e até um som do Gabriel O Pensador....sem or...enfim...mas a cereja estava por vir. Uma mulher chega até mim e me pergunta se votei nele etc...FALEI QUE NÃO. Ela ficou um tanto espantada. E seguiu a conversa...sabe eu tenho funcionários gays, adoro eles, imagina não vai acontecer nada com eles, mas eu tenho um filho que diz pra mim "não gosto do jeito que eles olham pra mim, não gosto que olhem para mim" . Oi?! Eu questionei a mulher-mãe como que ele chegou a esse ponto, de ter "raiva" assim do outro, do diferente...ela falou, "Ah mas ele sempre foi assim, e eu não consigo mais conversar com ele, é a personalidade dele". Pausa pra respirar e tentar um pouco mais, pergunto - espantada - "mas pera lá, quantos anos ele tem?" 12 anos. Ãh?! E emenda: "e já disse que com 18 anos vai estar na Alemanha e me manda dinheiro para me manter no asilo". Depois dessa, eu não tive mais ânimo, parecia uma fenda no tempo me levando pros quintos dos inferno e me trazendo sã de novo. Não queria ter escutado isso, sério. Não precisava depois dessa tragédia institucionalizada 2019-2022 ter chegado. Já bastava por hoje, né? Dai-me-nos-força”, Amanda Rocha.

- “A tirania e ódio triunfaram! - Agora a desobediência será a arma da resistência na luta pela democracia. O Brasil não é branco, velho e burguês. O Brasil é plebe rude, negro, pobre e periferia”, Wagner Fatore.

- “Não temos tempo para ter medo, pra cima deles! Serei uma oposição intransigente! Não abrirei mão de nenhum direito, de nenhuma LGBT, de nenhum povo indígena, de nenhuma criança ou adolescente, de nenhum tema ou conteúdo na escola! A luta continua e agora ainda mais forte! Somos milhões que não se amedrontam frente ao fascismo. Fomos milhões desejando um Brasil melhor nas urnas, seremos milhões construindo um Brasil melhor nas ruas!”, Tathiane Nunes.
Ivy Wyens


- “Ó, se alguém do recém-eleito governo federal estiver monitorando ações de supostos comunistas, nego aqui que eu tenha ficado no telefone com Ennio por mais de três horas falando sobre nossos receios pelo futuro do País. Se estiver tudo gravado e for impossível negar o fato, me adianto e já delato que a verdadeira vermelha naquela casa é a Gabriella – se liga, new DOPS on the block, pode ir direto na moça! Pela atenção, obrigado”, Thiago Roque.

- “Os eleitores do inominável acham tudo uma grande brincadeira, comemoram como fosse jogo de futebol. As consequências se farão cobrar. Aí, gostaríamos de vê-los, defensores que se dizem, às ruas e não embaixo da cama torcendo para que ninguém se lembre do que fizeram na eleição passada! Pelo discurso, como presidente eleito, já vemos que o belicismo esta no prato do dia. Me disseram que o tirarão caso ele não ande na linha( como tiraram o Temer?) Será um processo de purificação pela dor, porque pelo amor não adiantou”, Reginaldo Furtado.

- “Acabaram se as eleições entre mortos e feridos salvaram se todos, portanto e vida que segue não sou despeitada respeito e aceito de boa os resultados, mas espero que agora acabe essas piadas ridículas de quem tá se achando que vai ficar milionário e se mudar pra Brasília”, Sarah Fernandes.

- “Amigos e Amigas, quero expressar meu orgulho por ter participado com vocês da campanha mais dura da minha vida. Lutamos contra o fascismo, se ganhássemos teríamos uma grande luta para garantir o mandato, assim como teremos agora na resistência aos desmandos em São Paulo e no País. Há muito sofrimento, mas não nos omitiremos, seguiremos de cabeça erguida, ninguém ceifará nossa unidade, na diferença, seremos fundamentais. Saímos vitoriosos diante de todo ódio bradado contra nós! A vida segue e juntos seremos resistência! Adelante!”, Nádia Barnes.
Zé Filho


- “Não se sabe se Bolsonaro é um ditador ou apenas um palhaço. O que se sabe é que os objetivos dos EUA foram alcançados. Agora, os ricos do Brasil deverão reivindicar, junto a seu senhor do norte, o direito de continuar normalmente suas vidas medíocres. É provável que as coisas não sejam tão diferentes. Os intolerantes continuarão intolerantes. Os protegidos continuarão protegidos. E os vulneráveis continuarão vulneráveis. O que pode ser diferente é a percepção dos ingênuos de que são manipulados. Mas será um processo muito lento. No ritmo da ingenuidade deles. A não ser que comecem a apanhar ou mesmo morrer com a "nova ordem" brasileira. Se tiverem que se defender da violência oficial, se esta vier mesmo a se instalar, talvez seja um atalho para aprenderem a discernir entre a verdade e a mentira. Por enquanto terão que seguir pelo caminho das pedras que escolheram e com o qual terão que se reacostumar”, Ricardo de Callis Pesce.

- “Meu orgulho é ver que me cerquei das melhores pessoas que poderia ter por perto”, Mariana Tamião Mortari.

- “Em meio a fogos, aplausos e gritos da vizinhança “vamos caçar as bruxas e queimá-las na fogueira, vamos pegar todos os pretos e gays, agora vcs vão ver”: Cuidado nas ruas se cuidem e cuidem dos seus amigos. Tempos difíceis virão. Aos fascistas: meus mais sinceros vão tomar no cu com força. Desejo a vcs que se fodam. Com todas as forças do mundo”, Bia Bassan.

- “Depois de 10.950 dias sem trabalhar, o mama teta, diz que vai “trabalhar” os próximos 1460 dias?? Boa sorte pra quem acreditou, suas panelas serão perfuradas por dedos que vcs mesmo apontaram. Na proporção que julgaram. É proporção que serão Julgados. Lembre-se que o deus de vcs continua sendo o mesmo do dilúvio, do fogo consumidor...escolheram a lei dos homens do que a graça, será por ela julgados e nela não ha quem escape. Por aqui vou continuar com aquele que diz que o caminho é estreito, estreito, pq andar com quem pensa e é diferente de mim não configura um inimigo que precisa ser abatido. A todos que tive o prazer de trocar ideia, tomar aquele café! Gratidão por toda convivência mas do que vitória aprendemos a nos ver e amar, vamos continuar a nos cuidar pq é assim que tem que ser. Hj e para os próximos anos, ninguém ganhou... e vcs sabem muito bem disso”, Felipe Carvalho.
Tatiana Calmon e Roque Ferreira


- “NÃO NOS RENDEMOS - A eleição mostrada em números, diz de maneira clara que Bolsonaro não obteve a maioria dos votos do brasileiros em condições de votar. Dos 148 milhões de eleitores, 57 milhões votaram em Bolsonaro. Outros 90 milhões não lhe concederam o voto. Destes, em torno de 46 milhões votaram em Haddad. O resultado provocou sim um grande abatimento em setores da esquerda e também em muitas pessoas que combateram o bom combate, para que não fosse eleito um candidato comprovadamente reacionário e comprometido com os interesses do grande capital e das grandes corporações. Os valores "morais" propagados foi a cola utilizada solidificar o apoio de vários estratos sociais, inclusive das classes populares. Este não é o momento para lamber as feridas. Este é o momento de manter as forças agrupadas e organizadas. Saber fazer a leitura correta desta lição, abdicar a arrogância e da vaidade que contaminou muitas "lideranças" da esquerda, e que compreendam que "fora da classes trabalhadora organizada não existe nada que nos interesse". Continuaremos a combater pelo que acreditamos, que nada mais é que a luta para superar este a opressão, a miséria, a ignorância, buscando construir uma sociedade justa, igualitária, fraterna e socialista. Não nos rendemos ! Venham conosco, venha para a Esquerda Marxista para as Ruas e Para as Lutas que serão muitas. Saudações Fraternas!”, Roque Ferreira.

- “Em 2020 a gente vai disputar as eleições para a Câmara de Bauru. Não tem saída. Ou a gente se organiza, ou a gente fica nas redes reclamando e fazendo hashtag (sou parte dessa crítica)”, Renato Bueno.

- “SOLTAM ROJÕES PARA UMA FESTA QUE TEM DONO - Os brucutus estão à solta entre a classe média. Soltaram rojões, reuniram família, fizeram selfies naquela pose infantilóide de fingir que estão com uma arma na mão. Beberam, urraram, xingaram, ameaçaram. Alguns bateram. Além do nojo e da repulsa que essa gente suscita, fico me perguntando se eles têm ideia do que Bolsonaro pretende na economia. Se sabem que sua política de cortes e redução de gastos deprimirá o comércio ainda mais, que os ataques aos direitos dos trabalhadores (a começar pelo funcionalismo) atingirá a demanda, que os serviços públicos só serão mantidos arrochando salários e direitos. Fico me perguntando se sabem que levarão a pior em nome do combate ao kit gay, ao armamento geral e a bestialização da vida social em favor de minoria de sempre. Se têm ideia de que o combate à corrupção é uma cortina de fumaça. Fico me perguntando se sabem que a lua de mel vai acabar e logo perceberão que caíram em um estelionato pior que o de 2014...”, Gilberto Maringoni.
Marisa Fernandes

- “Não vamos desperdiçar essa resistência linda que aconteceu nas ruas e nas redes. Conseguimos muito sim! Ninguém solta a mão de ninguém”!, Cristina Camargo.

- “O sucesso do novo governo representa o fracasso do futuro da população que trabalha e depende de salário. Não me venham com esse papo imbecil de que temos todos de nos unir pelo bem da Nação e ficar passando pano nesses absurdos. A reforma da previdência que esse pulha defende atende tão somente aos interesses do 1% mais rico do País. Se querem solucionar o déficit do INSS, comecem acabando do a DRU, que desvia dezenas de bilhões de reais da Seguridade Social para o pagamento de juros para especuladores. E comecem a cobrar dos grandes devedores do INSS. Eu quero me aposentar. Para tanto, só posso torcer pelo fracasso completo desse novo governo, que não me representa”, Rodrigo Ferrari.

- “Não há tempo para desânimo. Sozinhos somos alvo mas juntos somos resistência”, Renata Ribeiro.

- “Eu responsabilizo você pelo aperto no meu peito quando meus filhos pretos estiverem longe de mim: porque para um policial com carta branca para matar, todo preto é suspeito. Eu responsabilizo você pelo medo de andar na rua que a minha filha disse sentir hoje, logo depois que me deu bom dia: medo por ser mulher, por ser preta, por ser pobre... Pela primeira vez meus filhos sentem medo e eu temo pela vida de meus filhos. Pelo medo que sinto por eles e pel@s pret@s, indígenas e lgbtq+ dessa nação eu responsabilizo você, cúmplice!”, Marlene Brito.

- “AVISO: Não responderei aos amigos do Facebook durante um tempinho. MOTIVO: Estarei ocupado avaliando meios para me mudar para o Nordeste, "antes que comece a repressão e a ditadura". ORGULHO DESSE POVO MARAVILHOSO DO NORDESTE. Acho que... VOU ME EMBORA PARA PASARGADA... Lá sou amigo do rei...”, Tita Pardin.
Gilberto Truijo

- “A gente fica tentando entender algumas pessoas que votaram no boçal mas, por mais que doa, estou cada vez mais convencido de que ninguém é inocente, todas sabiam muito bem o que estavam fazendo, e querem mesmo que a gente morra!”, Márcio Magalhães.

- "Lembrei de um slogan que escrevemos em nossas camisetas em uma eleição para o Diretório Acadêmico "Di Cavalcanti", da FAC/FEB, lá pelo início do 80. Serve para agora: "Ao ranço dos pepinos em conserva, a nossa mais cordial banana", Dalva Aleixo.

- “2,4 milhões de brasileiros escolheram a opção branco e 8,6 milhões optaram pelo nulo. Eles representam 9,5% dos 147,3 milhões de eleitores brasileiros. Por sua vez, outros 31 milhões de brasileiros deixaram de ir votar, ou seja, 21,3% do eleitorado. Aí vem os entendidos dizendo "O povo brasileiro o elegeu" Fugiram da aula de matemática, só pode ser...”, Marco Belinasi.

- “PALAVRA DE SÁBIO - Em 1989, quando Lula perdeu para Collor, em um dos dias seguintes houve um jantar na casa do ator Mário Lago. A pergunta de todos: - O que vamos fazer agora? O veterano intelectual comunista não vacilou: - O que sempre fizemos, começar tudo de novo”, Breno Altman.

- “Hoje na cidade: Sentimentos novos me tocaram a alma, de repulsão, de nojo, de medo quando vi brutamontes usando a camiseta preta com a cara estampada do B na frente e atrás imagens de armas. Sentimento de tristeza quando escuto entre o hino nacional saindo o som por uma janela de um INFO ao turismo, e logo depois no mesmo local pregações de conversão, missionáriando os passantes, os turistas. Sentimento de horror ao saber que uma senhora de pele parda, quase negra, pobre havia votado em Bosonaro e ao perguntar o porquê desse ato, ela responde balanceado seu corpo mole e cantarolando... meu mito, então um olhar como se quisesse me calar disse com orgulho... sou evangélica, então fixei meus olhos em seus olhos e disse JESUS foi torturado, virou silêncio, foi um choque de água fria, ela ficou branca. Minha Vitória, mas para minha consternação. Parece um filme de terror. Que mundo me encontro??”, Rosangela Sanches Stücheli.
Greice Luiz


- “Culpar o PT pela vitória do fascismo é o mesmo que culpar a mini saia da moça que foi estuprada”, Patrícia Valim.

- “Não chorei, não vou chorar. Vou resistir, e junto, inclusive com os pobres e pretos que se deixaram enganar pelo canto do monstro, mas àqueles que votaram no BolsoDória com convicção e vierem reclamar, só direi: VTNC, e com força! #Tôviradanocão!”, Maria Salete Magnoni.

- “Relembro Mário Quintana: “COCKTAIL PARTY/ Não tenho vergonha de dizer que estou triste,/ não dessa tristeza ignominiosa dos que, em vez de/ se matarem, fazem poemas:/ estou triste porque vocês são burros e feios/ e não morrem nunca...”, Dino Magnoni.

- “Os ímpios comemoravam e se regojizavam nos circos romanos a tortura e o assassinato dos mártires cristãos pelas feras, pelo fogo, pelas pedradas nos primeiros séculos do Cristianismo. Hoje o circo é o mundo e as feras são os homens”, Jéssica Monteiro de Godoy.

Por hoje é só. Tem mais, muito mais, mas me falta tempo para juntar tudo.

HOJE NÃO COMPRO NENHUM JORNAL BRASILEIRO – ABRO O SITE DO ARGENTINO PÁGINA 12 E ALI, IMPRIMO SEUS TEXTOS E LEIO, GUARDO A REAL INTERPRETAÇÃO DOS FATOS:

“A tristeza não é só brasileira”, Gustavo Veiga: https://www.pagina12.com.ar/151755-la-tristeza-no-es-solo-brasilera

“Adeus meu país, adeus”, Eri Nepomucemo: https://www.pagina12.com.ar/151757-adios-mi-pais-adios

“É uma cagada, cara”, Martín Granovsck: https://www.pagina12.com.ar/151756-es-una-cagada-viejo

“A eleição do Brasil, fascismo e voto eletrônico”, Mempo Giardinelli: https://www.pagina12.com.ar/151749-la-leccion-de-brasil-fascismo-y-voto-electronico

“O país que cai diante da queda do país”, Pablo Gentili: https://www.pagina12.com.ar/151751-el-pais-que-queda-o-lo-que-queda-del-pais

“O início de uma formosa amizade”, Werner Pertot: Macri e Bolsonaro - https://www.pagina12.com.ar/151747-el-comienzo-de-una-hermosa-amistad

“Manuela – nova saída para a política”, Gustavo Veiga: https://www.pagina12.com.ar/151750-manuela-savia-nueva-para-la-politica

“O fenômeno mobilizador”, Andrés Ferrari Naines: https://www.pagina12.com.ar/151753-el-fenomeno-movilizador

“Tempos de censura à imprensa”, Mercedes Lópes San Miguel: https://www.pagina12.com.ar/151752-tiempos-de-censura-para-la-prensa

“Dor Brasil”, Marta Dillon: https://www.pagina12.com.ar/151737-dolor-brasil

“A prioridade não é o Mercosul” : https://www.pagina12.com.ar/151838-la-prioridad-no-es-el-mercosur