O Caderno H, de Mario Quintana, tem uma longa história. Começou a ser publicado na revista Província de São Pedro, de Porto Alegre, em 1945. O Caderno H continuou a sair a partir de 1953, quando Quintana ingressa no jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, na página literária dos domingos. Mas somente em 1973 o poeta selecionaria desse amplo material os fragmentos que comporiam a primeira edição em livro do Caderno H, publicada pela Editora Globo. Desde essa data, as diversas reedições da obra confirmam-na dentre as que mais interessam ao grande público do autor. O Caderno H também torna visível que o poeta se interessou por essas modalidades de forma por toda a vida, ao mesmo tempo que continuava praticando a poesia em versos livres ou de formas fixas como o soneto, destilando por quase trinta anos sua obra em epigramas e prosa. sábado, 19 de julho de 2008
O Caderno H, de Mario Quintana, tem uma longa história. Começou a ser publicado na revista Província de São Pedro, de Porto Alegre, em 1945. O Caderno H continuou a sair a partir de 1953, quando Quintana ingressa no jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, na página literária dos domingos. Mas somente em 1973 o poeta selecionaria desse amplo material os fragmentos que comporiam a primeira edição em livro do Caderno H, publicada pela Editora Globo. Desde essa data, as diversas reedições da obra confirmam-na dentre as que mais interessam ao grande público do autor. O Caderno H também torna visível que o poeta se interessou por essas modalidades de forma por toda a vida, ao mesmo tempo que continuava praticando a poesia em versos livres ou de formas fixas como o soneto, destilando por quase trinta anos sua obra em epigramas e prosa. sexta-feira, 18 de julho de 2008
Maria Lúcia Dahl é uma atriz de responsa. Quem gosta de cinema nacional certamente a conhece, e de longa data. Seu trabalho jornalístico é pouco conhecido Brasil afora e muito mais no Rio de Janeiro, onde mantém uma coluna semanal no JB. Escreve como ninguém, do fundo do coração, coisas bem sentidas e da forma como a grande maioria gostaria de se expressar. Leve e direta, sem rodeios. Adoro seus textos. A Dica é para que adentrem semanalmente o site do JB (http://www.jb.com.br/) e toda segunda, leiam o que ela produz lá no Caderno B. Devoro toda semana. O
texto dessa semana foi de arrepiar, tanto que escrevi o meu dessa semana para O ALFINETE, baseado no que havia lido no dela. Também não resisti e envie carta de agradecimento por tão belo texto para a seção de Cartas do jornal. Para quem ainda não foi apresentado, façam o favor, tirem o atraso. E além de tudo, Dahl sempre foi uma mulher linda:DAHL E A DOR DE TODOS NÓS
Queria repercutir aqui o que fui lendo durante a semana sobre a ebulição de acontecimentos que anda estremecendo o país e o mundo. Li de tudo um pouco e vou me fixar em um só texto, o da atriz Maria Lúcia Dahl. Ela publica toda segunda uma coluna semanal no Jornal do Brasil RJ. Já a tinha como uma musa do cinema nos anos 70/80, agora a tenho como musa de um Brasil (e do mundo) que clama por um mundo mais justo. Sua indignação é a de todos nós e ficou muito bem expressa já no título, “Que mundo é esse que inventaram para nós?”. Confiram se ela não fala por todos nós:
“Ando horrorizada com o mundo. Das mentiras políticas que nos contam. Das versões mentirosas
que querem sempre nos impingir, dessa mão dos EUA por trás de tudo, inventando contos da Carochinha como no caso da Ingrid Betancourt, onde se sabe que os EUA e a Colômbia pagaram US$ 20 milhões pras Farc. Ninguém foi pego de surpresa, nem Ingrid, nem os mercenários americanos, todos muito bem nutridos e arrumados para ir embora... No filme do Michael Moore fica claro que o próprio governo americano mandou destruir as Torres Gêmeas. E fica tudo por isso mesmo, o mundo é assim... E a gente engole, engole, faz análise, toma antidepressivo porque cada dia é um salve-se quem puder. Pode-se ligar para chamar a polícia, mas para quem ligar para prender a polícia. (...) O outro acabou. Não existe mais. Tudo virou individual. O coletivo só existe para ser roubado. Ninguém dá nada de graça se não for pra ganhar dinheiro, aparecer nos jornais. Ando cansada desse mundo com o qual não me identifico. (...) Além do que, como dialogar com alguém que não lê jornal? A juventude está muito ocupada para ler jornais ou ouvir o que o outro tem a dizer. Ouvir pra quê? Ninguém tem tempo nem vontade pra nada! O outro virou uma tela de computador, onde você joga jogos para matá-lo e se, por acaso, você quiser falar com alguém é através do MSN, fácil de ser desligado imediatamente quando o outro responde o que você não quer ouvir. Ninguém ouve mais nada a não ser o celular nos ônibus, pelas ruas, nos restaurantes, falando aos berros, gritando nos lugares públicos, onde não se pode mais fumar nem beber, só gritar no celular. (...) Será que isso é o que se chama de liberdade? (...) O que aconteceu agora que até a polícia mata nos joguinhos de DVD? A eles todo o poder? Com que direito internamos um soldado gay pra fazer teste psicológico, que é isso gente? (...) Pessoas inocentes sendo barradas em todos os países? Por que esse ódio do outro. Quem se importa com os 30 bebês que saíram em 30 caixõezinhos juntos do hospital? Não sou eu que estou lá, é o outro. Não posso conviver com pais que matam filhos, filhos que matam pais. Estava nesse clima quando acordei e li o jornal falando sobre a Operação Satiagraha que prendeu Daniel Dantas e os outros que lesaram os cofres públicos em US$ 2 bilhões. (...) Que seja eterno enquanto dure...”Foi difícil cortar alguma coisa e preferi não escrever mais nada. Dahl disse tudo o que tinha pra vos dizer nessa semana. Como resistir a tudo isso. Pelo menos para amenizar a dor interna de
quase nada podermos fazer, deixo como ilustração desse texto, uma reprodução de uma antiga foto da atriz, antiga musa d'O Pasquim, um jornal que também lutava contra tudo isso, de forma irreverente e criativa, rindo na cara dos poderosos e mostrando a todos que o rei estava nu. Hoje, nem isso temos mais. Ela, porém, continua na ativa, como atriz e como jornalista. Sua escrita é a de todos nós.Henrique Perazzi de Aquino, 48 anos, selecionando em letra maiúscula uma frase de tudo o que li dela, para reflexões coletivas: “COMO DIALOGAR COM ALGUÉM QUE NÃO LÊ JORNAL?”.
DAHL MAIS ANTENADA DO QUE NUNCA (a carta para o Jornal do Brasil)
Quando terminei de ler o texto da última coluna da Maria Lúcia Dahl, "Que mundo é esse que inventaram para nós?" não resisti. Imprimi e o distribui para todos conhecidos. Estamos mais do que necessitados de um toque desse tipo. Está tudo aí na nossa cara e não estamos tendo a coragem de enxergar e de colocar o dedo na ferida. Os textos semanais de Dahl, unidos aos diários de Fausto Wolff, são um alento para todos os que ainda acreditam (não podemos desistir) na possibilidade de salvação disso tudo. Resistir, mais do que nunca é preciso e necessário. Que muitos outros recebam o toque como um alerta e sirva para uma retomada de posições, principalmente na forma como tocamos nossas vidas. Dahl, que já foi minha musa no cinema nos anos 70/80, agora é minha musa na forma franca, sincera e objetiva, como retrata nossos problemas. Estou contigo e não abro. HPA - Bauru SP
terça-feira, 15 de julho de 2008
Conheci Moacyr Luz por intermédio do Aldir Blanc. Ouvi as primeiras parcerias de ambos e me apaixonei de cara. Escreviam de um jeito que gostava muito de ouvir. Comprei e tenho tudo deles aqui no mafuá. Esse disco onde saiu essa musíca é o segundo do Luz, "Vitória da Ilusão" e saiu em 1995. Minha amiga Gisele voltou do Rio ontem e me trouxe vários mimos do Rio. Me matou de saudades e me fez colocar na vitrolinha essa música, uma verdadeira ode de adoração do Rio. Gosto muito daquela cidade e mais ainda do centro. Conheço cada pedacinho do centro do Rio e não me cansa nem um pouco refazer aquela caminhada a cada retorno. Por enquanto, vou cantando e revivendo aquele pedaço tão querido. Igualmente ele escreveu um livrinho delicioso, o "Manual de sobrevivência dos Butiquins", pela editôra Senac, ótimo para quem gosta de frequentar esses verdadeiros templos, onde o que predomina é a boa conversa. Na voz do Moacyr Luz me transporto para aquele pedaço de bom caminho:
Da Candeláriasegunda-feira, 14 de julho de 2008
diversidade cultural em Bauru e região, vivenciando uma maratona cultural, com eventos variados em três cidades diferentes, tudo grátis. Continuo concordando que ainda falta muito para se chegar a uma programação que satisfaça todas as camadas sociais, mas não existe como negar a evidência de que muita coisa está sendo feita, e por todos os lugares. Meu relato começa na quarta, por Lençóis Paulista, passa por Bauru na quinta e sexta, terminando em Jaú no domingo. Termino tudo um pouco cansado, porém revitalizado, tendo a oportunidade de acompanhar momentos inebriantes do que andou acontecendo por aqui. Qualquer um poderia fazer o que fiz, para tanto, basta gostar de cultura.
alguns eventos se fez necessário e assim foi feito. Na quarta, 09/07, abdiquei de assistir a um Concerto do Quarteto de Cordas da OSESP no Teatro Municipal de Bauru, com capacidade para 450 lugares (ingressos distribuídos com uma hora de antecedência e esgotados rapidamente). Convidei a amiga Lígia Maria Juncal e juntos fomos a Lençóis Paulista, distante 35 km de Bauru, assistir uma apresentação do grupo de vanguarda teatral Satyros, com sua versão de “Vestido de Noiva”, texto de Nélson Rodrigues. O Diretor Cultural de Lençóis, Nilceu Bernardo, trouxe a peça pelo PAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo e como a cidade ainda não possui o seu teatro, fez uma parceria com a boate Four e levou a peça para lá: “Nosso anfiteatro possui capacidade para 150 pessoas e sentimos que a procura era intensa. Improvisamos na Four, onde tudo foi adaptado, caindo como uma luva dentro da proposta do Satyros”. O local lotou, com convites distribuídos antecipadamente, mas ninguém ficou sem assistir a peça e na saída, uma constatação, o diferente foi aprovado.
poderíamos assistir no dia seguinte. Lígia deve ter seguido um roteiro próprio, eu estive na quinta, em dois eventos, em locais e horários diferentes. Antecipei a saída do trabalho em dez minutos e fui às 18h, na paróquia Santa Terezinha, assistir ao Concerto do Coro de Câmara da OSESP, formado por mais de 20 integrantes. Assim como eu, quem estava em pé no corredor era a jornalista Verônica Alves Lima, fazendo uma verdadeira maratona para acompanhar tudo o que podia: “A acústica daqui favorece e esse é um
grande evento. Vim não só ouvir, como ver a fisionomia das pessoas”. Sivaldo Camargo, diretor de Ação Cultural da SMC era outro a permanecer no corredor, juntamente com dois diretores do SESC local, todos da equipe de organizadores do evento na cidade: “A retaguarda foi primordial para o sucesso desse dia. Estamos cuidando disso há mais de 45 dias e ver tudo dar certo, com o público satisfeito é a grande compensação”. Na saída, encontro com Maria Luiza Carvalho, vice-presidente do Conselho da Condição Feminina, papeando com Hélerson Balderramas, presidente do Comtur – Conselho de Turismo, ambos satisfeitos com o que haviam presenciado. Deu tempo de combinar com ela, uma ida para Jaú no domingo à noite.
Grupo de Metais, com cinco integrantes da OSESP. Imensa fila para os ingressos e casa novamente cheia, mas todos que lá compareceram assistiram ao “melhor evento dos grupos formados pelos músicos da OSESP, esse com os metais de sopro, talvez pelo repertório mais popular e mais identificado com o que conhecemos. Entrei na última hora, fiquei em pé aqui no fundo e não reclamei. Só elogios. Quem gosta de boa música, enfrenta tudo isso com galhardia”, conta João Carlos, assessor do DAE – Depto de Água e Esgoto. Com a mesma simpatia irradiada no palco, os cinco integrantes do grupo receberam muita gente no final do show e ficaram um bom tempo papeando sobre música, dentre eles, novamente a jornalista Verônica, ainda na busca por presenciar tudo o que for possível.
Vitória Régia, mas valeu a pena pela grandiosidade, tudo graças ao patrocínio da Volkswagem. A recompensa foi feita com uma apresentação impecável, tendo mais de 100 integrantes no palco, agradando a todos e pelo ótimo astral do maestro John Neschling, conversando com o público de maneira bastante irreverente. Sivaldo Camargo estava em dia de graça, pois tudo aconteceu a contento e sem nenhum incidente. Outro que
irradiava alegria por todos os poros era José Augusto Ribeiro Vinagre, o secretário de Cultura que não escondia a alegria: “Já estão falando que o público passou de dez mil pessoas. Olha que coisa mais linda isso aqui cheio e o silêncio de todos na apresentação”. Foram pouco mais de uma hora de apresentação, com direito a dois bis e no final, um relaxamento geral, pois apesar da noite um tanto fria, o presenciado foi mais do que quente. Dentre os muitos a irradiar alegria estava Fábio Fleury, da rádio Unesp FM, comentando que “música de qualidade com casa cheia é sinal de que o caminho a ser trilhado é esse mesmo, sem deixar cair o tom”.
tudo grátis, também patrocínio do PAC. Para esse empreitada convido mais pessoas a compartilhar comigo a experiência de presenciar o show do brincante pernambucano. Na estrada saímos eu, Sivaldo Camargo, Maria Luiza Carvalho e Duílio Duka de Souza, um amigo de todas as horas. Pouco depois das 19h estávamos a caminho de Jaú, 60 km distante de Bauru. Logo na chegada, na entrada do teatro, a Secretária de Cultura, Lucy Rossi nos reconheceu e veio ao nosso encontro: “Que bom que vieram. Queria também participar dos eventos da OSESP, como vocês de Bauru, mas sabia das minhas limitações. Optei por rechear mais o Festival de Inverno daqui, hoje com o Nóbrega e amanhã com o Oswaldinho do Acordeon. Vocês vem nesse também, né?”. Sem filas, adentramos a sala e o show deixou todos mais do que radiantes, tanto que Duka não se continha e a cada música, irradiava um “Bravo”, em alto e bom som, ouvido em toda sala.
muito mais, era um serelepe. Hoje, bem menos”, relata o artista. Numa outra fala diz aos presentes: “Adoro orquestras e só na cidade de São Paulo são mais de dez, todas com patrocínio e nenhum para grupos de choro. Nada contra, mas chorões existem em todos os lugares, aqui em Jaú também e em nenhum lugar com patrocínio público. Por que?”. No fim da conversa, dirigindo-se a mim diz: “Qual o seu nome mesmo para colocar na dedicatória do CD?”. Sério, peço que o faça para todos: “Escreva o nome de todos, pois fico como original e depois reproduzo uma cópia para os outros aqui presentes”. Nóbrega riu e lascou a tal dedicatória: “Para Henrique, Duca, Luiza e Sivaldo, pirateiros de Bauru, um abraço pirata do Antonio Nóbrega”.
Só não viemos ouvindo o CD na volta, pois meu carro está desprovido de aparelhagem para essa finalidade. De certa forma, foi até salutar, pois isso propiciou um bate-papo intenso sobre as atividades culturais acontecidas e presenciadas na semana. O tom desalentador foi que diante da novíssima Lei Seca, voltei ao volante comendo batatas e chocolate, enquanto o restante do grupo saboreava uma cervejinha gelada. No rescaldo, já estamos alinhavando novos comparecimentos, tanto em Bauru, como pela região e na grande maioria, tudo grátis, como recomendam nossos bolsos. Garimpar é preciso, selecionar também, segue sendo um lema cada vez mais possível de ser seguido por aqui.domingo, 13 de julho de 2008
Posto a partir desse texto, uma vez por semana, relatos de minha viagem de 19 dias à Cuba, ocorrida de 08 a 27/03/2008:
Mas como foi a tal viagem? Quando surgiu a perspectiva de ir, sugerida pelo amigo Marcos Paulo, aderi de cara. Ele iria para gravar um documentário e precisava de alguém no apoio, retaguarda. Não tinha grana suficiente para encarar tudo e como precisava mesmo vender meu cansado Palio 1998, cheio de pendengas e licenciamentos em atraso, fui à luta. Fechei um bom negócio, dando ele de entrada, ficando com um Palio 2002 e conseguindo um troco no bolso. Foi
A mala foi uma mochila, daquelas grandes, para carregar às costas, pois a intenção era andar pelo país. Acomodei 8 camisetas. 2 bonés, 2 calças compridas, 2 bermudas, 1 camisa manga longa, 1 camiseta manga longa, cuecas, meias, o tênis do pé, 1 chinelo e o trivial, 5 sabonetes, xampu, perfume, desodorante e o inseparável rádio portátil. No mais, alguns textos indicativos, guias e mapas da ilha.
Antes da partida procuramos por Rosa Tolón, a professora cubana, há 9 anos no Brasil e dando aulas de música na USC. Fomos recebidos em sua casa e as dicas dadas foram de grande valia. Deu o endereço da mãe e o filho, Amílcar, estaria por lá dez dias depois de nossa chegada, após três anos e meio longe da ilha, sendo ambos, pontos de apoio. Vi Rosa mais uma vez antes da viagem, quando me reforçou dicas e novos contatos. Darcy Rodrigues foi outro a nos dar dicas, pois morou na ilha por mais de dez anos. Não volta para lá desde que retornou do exílio, nos anos 80, mas muita coisa continua bem viva em sua mente. Estávamos mais do recarregados e a ansiosidade nos comia por
Em 7/3 me despeço da família, com um abraço descomunal no filho e nos pais. O filho me empresta sua câmara digital, pois sem ela não teria como registrar condignamente o período lá passado. Darcy me deixa na rodoviária, onde parto às 14h. Marcos Paulo me aguardava na rodoviária da Barra Funda, de lá vamos de ônibus até Guarulhos. Longa espera, tempo mais do que suficiente para regularizar a entrada da aparelhagem de filmagem e conferir os vistos todos na Polícia Federal. Embarcamos pela Copa Airlines (http://www.copaair.com/) às 4h da manhã do sábado, 08/03. A próxima parada seria a Cidade do Panamá, onde faríamos uma rápida escala. Tomando uma cerveja panamenha curtimos esse primeiro momento.
Continua...
sábado, 12 de julho de 2008
banqueiro Daniel Dantas. Esse personagem nefasto fez e aconteceu por décadas como se rei fosse, como se não fosse possível ninguém importuná-lo, pois dizia saber demais. Desde a apreensão do disco rígido dos computadores do seu banco, feita anos atrás, ouço que quando forem abertos e divulgados o
seu contéudo, a república cai, se desmorona. Pois o homem caiu, mas não caiu de todo, pois existem muitos ainda a ajudá-lo. O prende e solta precisa ser melhor explicado e entendido (se é que todos ainda não entenderam). E quando caiu me fez lembrar de uma das muitas prisões do banqueiro (esse do bicho), Castor de Andrade, no seu bunker em Bangu, subúrbio carioca. Diante dos policiais solta essa pérola: "MAS NINGUÉM ME AVISOU". É que o homem, assim como Dantas, sempre manteve relações muito próximas com o poder (o lado podre da polícia e político) e não achava ser possível sua prisão. Fatos como esse geram comentários ininterruptos pela internet. Hoje, quando você clica esse assunto no Cadê ou no Google, surgem de tudo um pouco. Seleciono esses dois para começo de conversa. Passo esse final de semana rindo das agruras do maquiavélico DD diante da PF, sob o manto acolhedor do STF:ALÔ, POLÍCIA FEDERAL!
A PF não pode sair por aí prendendo meliantes ricaços por crimes financeiros. Pelo menos, não da forma como está fazendo, chegando cedinho e sem avisar. A PF tem que telefonar antes para a secretária do meliante e marcar uma hora decente para conversar. Na conversa, deve explicar que possui uma
ordem de prisão e combinar a melhor hora e lugar para efetuar essa prisão. Tem que dar oportunidade para o meliante se arrumar, se perfumar, contatar os advogados, sumir com as provas, avisar os parceiros. Não pode ser assim, chegando de supetão e prendendo. E nada de uniformes, armas, algemas e coletes à prova de balas para efetuar prisões de meliantes ricos, isso chama a atenção da imprensa. Tem que chegar de roupa esporte fino, sem o carro da PF, sem sirene, com carro importado, disfarça que é amigo do meliante para chamar menos a atenção e evitar maior constrangimento para o ricaço. Afinal, no dia seguinte o STF solta mesmo, e o meliante volta para a roda de amigos da alta sociedade, volta para as páginas de Caras, Veja, dos jornais, como se nada tivesse acontecido, posando de gente de bem. Jussara Seixas" - http://por1novobrasil.blogspot.com/A prisão de Dantas causou abalos sísmicos em alguns tucanos,
demos & nos costumeiros comerciantes da pena. Uma comentarista “econômica” apareceu algo transtornada; um ingrato que faz ponto numa revista de má fama, na hora do aperto resolveu atacar o seu antigo benfeitor; o senador Heráclito Fortes (Dem-PI), que não tem esse problema de caráter, confirmou sua condição de luminar da “bancada DD” (bancada do Daniel Dantas), usando a sessão do Senado para questionar a prisão, e atalhou: “pelo menos, sou da bancada de um bandido que produz, que gera emprego”. Não se sabe o que o bandido em questão produz, mas, quanto aos empregos, é verdade - até agora ele empregou um batalhão de advogados. Porém, nenhum superou o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio, nos últimos tempos em acendrada campanha para acabar com o etanol brasileiro pelo método do consumo interno (v. matéria abaixo).Dantas é o empreendedor demo-tucano por excelência – até hoje não empreendeu nada, exceto
um banquinho de segundo andar, o Opportunity, mas é um ás para se apropriar da propriedade pública (sempre com dinheiro alheio, de preferência do próprio Estado) e para comprar apoios na mídia e no Congresso, recorrendo àquele mercado onde alguns disponibilizam a honra e a consciência. Desde que seus sócios estejam no governo, ele faz milagres. Quando não estão, ele vai parar na cadeia – tentou usar seu tradicional método de atuação, oferecendo um suborno de US 1 milhão ao delegado Vitor Hugo Rodrigues Alves Pereira, o que só acrescentou mais um crime à sua lista. O emissário para esse suborno disse ao delegado, numa conversa gravada, que Dantas estava preocupado “apenas com o processo em primeira instância, uma vez vez que no STJ e no STF ele resolveria tudo”. 11/07/2008 Juventude do PMDB do PR - http://www.jpmdb-pr.com.br/



Márcia Denise Maurício Corrêa, ou simplesmente e tão somente Madê Corrêa é essa singela pessoa aí das fotos. Uma figura performática dentro da área teatral, em constante mutação e aberta a novas possibilidades. Sua última irreverência foi sair de uma luta desenfreada contra uma doença que lhe atrapalhou a vida e conseguir retomar aquilo que tanto gosta (e sabe fazer), que é a arte teatral. Se quiserem saber se possui uma especialidade, diria que adora atuar no segmento infantil e na grande maioria das vezes atua sózinha, em performances solo. Figura adorada e reverenciada por todos que atuam, pois não só interpreta, como escreve como ninguém. Seus textos estão espalhados por aí, mas não fica somente nisso. Meses atrás tentou algo não tão novo, mas onde também se sai muito bem: a cozinha. Isso mesmo, montou uma venda diferenciada de comidinhas prazeirosas para aqueles que não gostam muito de ficar frente a frente com um fogão. Tudo pelo telefone. Corre como uma doida e vive intensamente a vida da melhor maneira possível, sempre fazendo de tudo, para que o grande parceiro, o filho continue ao seu lado e acompanhando o pique da mãe. Madê possui um coração do tamanho do seu corpo e está sempre por aí, se doando para quem quiser vê-la nos palcos. Abaixo um e-mail que ela tem passado para os amigos nesse mês de julho:
"Olá, amigos...Nós , do Celeiro da Arte, estamos novamente no Projeto TEATRO AOS DOMINGOS do Automóvel Clube, uma realização da ATB (Associação de Teatro de Bauru e região), com o espetáculo "ARRAIÁ DOS BONECOS", sempre aos domingos às 16 h.Teremos apresentação nos dias 13, 20 e 27 de julho...Não percam!É um resgate ao folclore das festas juninas e julinas onde a personagem Nhá Chiquinha (Madê Corrêa) conversa com os bonecos e fica sabendo de cada história,cada cauuuuusooooo!!!Vale a pena conferir! Apenas R$ 4,00.Estamos esperando por vcs...Abraços - MADÊ CORRÊA".
As fotos lá de cima foram cedidas pela amiga Maria Luiza e a última é minha, num encontro de teatro na SMC.


