O COMÉRCIO AOS DOMINGOS E UMA DISCUSSÃO BAURUENSE *
* Esse texto foi escrito após a polêmica sobre Projeto de Lei versando sobre
regulamentação de abertura comércio aos domingos. Enviei para o JC, Tribuna do Leitor em 19/08 e no mesmo dia como coluna semanal, mantida no semanário O Alfinete, de Pirajuí. Aqui não foi publicado, lá sim, na edição nº 597, de 21/08. Na edição de hoje, o JC sai com algo novo, fugindo do seu habitual, pois publica um Editorial, algo que não costuma fazer. Ali está expresso a linha de conduta do jornal, o que pensa e como o faz. Reproduzo aqui três opiniões sobre o fato, a minha, o editorial de hoje do JC e a do vereador, recebida via e-mail e publicado em seu blog de campanha. Quem gosta de entender as entrelinhas de um caso precisa tomar conhecimento de todas as versões sobre o mesmo fato. Abaixo minha carta:
regulamentação de abertura comércio aos domingos. Enviei para o JC, Tribuna do Leitor em 19/08 e no mesmo dia como coluna semanal, mantida no semanário O Alfinete, de Pirajuí. Aqui não foi publicado, lá sim, na edição nº 597, de 21/08. Na edição de hoje, o JC sai com algo novo, fugindo do seu habitual, pois publica um Editorial, algo que não costuma fazer. Ali está expresso a linha de conduta do jornal, o que pensa e como o faz. Reproduzo aqui três opiniões sobre o fato, a minha, o editorial de hoje do JC e a do vereador, recebida via e-mail e publicado em seu blog de campanha. Quem gosta de entender as entrelinhas de um caso precisa tomar conhecimento de todas as versões sobre o mesmo fato. Abaixo minha carta:Um assunto movimentou a cidade nesta semana. Um projeto de lei, elaborado pelo vereador Roque José Ferreira, do PT, previa uma dificuldade para que o comércio dos shoppings centers ocorresse aos domingos sem que houvesse um acordo pré-estabelecido entre as partes, ou seja, uma decisão advinda de uma convenção coletiva de trabalho celebrada entre as entidades de classe dos comerciantes e comerciários. A entidade sindical patronal, a dos comerciantes disse já existir esse documento e
mesmo assim, bateram pé, fizeram biquinho e um estardalhaço sem fim, tudo para barrar qualquer tipo de acompanhamento ou como disseram, “cerceamento” na forma como acreditam deva ocorrer a relação empregado e patrão.
mesmo assim, bateram pé, fizeram biquinho e um estardalhaço sem fim, tudo para barrar qualquer tipo de acompanhamento ou como disseram, “cerceamento” na forma como acreditam deva ocorrer a relação empregado e patrão.A imprensa caiu de pau no vereador, de uma forma um tanto inconseqüente, pois em nenhum momento alegaram sobre a já existência desse documento. Falaram grosso, alegando que com a aprovação Bauru regrediria, seria um retorno à Idade da Pedra, demissões ocorreriam e as empresas estariam impedidas de expandir seu negócio. Seria lindo, se não houvesse uma pitada de exagero em tudo o que foi reproduzido.
O vereador foi chamado de dinossauro, de aproveitador e até, como
texto de um dos jornais apregoou em destaque: “Ainda vivemos o risco de retrocesso com atitudes casuísticas e oportunistas”. Na votação, quer queiram ou não, os vereadores estavam pressionados de ambos os lados, mas diante das duas formas, optaram por permanecerem ao lado da imprensa, pois não queriam esbarrar na possibilidade de serem colocados na mesma situação em que o vereador Roque o foi.Lamentável, pois o leitor não foi informado de fato do que ocorria e da forma como ocorria. Foi um episódio triste, onde prevaleceu poder do dito “Quarto Poder” a influenciar decisões e distorcer fatos contrários aos seus interesses. A derrota do Roque foi fragorosa, só ele votou a favor, mas para algo serviu. Passou a ser discutido na cidade as condições de trabalho dos comerciários, supermercadistas, frentistas de postos e todos os demais trabalhadores que exercem alguma função aos domingos. E que condições são essas, existe um rodízio, recebem a mais, são levados em suas residências quand
o deixam o trabalho no meio da noite, etc.No mesmo dia vou abastecer meu carro num posto de combustível e ouço de um frentista sobre sua situação. “Deixo o posto à meia noite e não tenho mais ônibus. Moro muito longe e a saída é pegar um moto-táxi, a R$ 7 reais todo dia. Se não fosse a caixinha, que em alguns dias me ajuda, seria um desfalque considerável no meu orçamento”, me diz. Essas questões dizem respeito a todos nós e o que o vereador Roque propôs é uma discussão adequada disso tudo, mas foi encurralado por quem detém o poder de fato nessas plagas.
OBS.: Vamos as duas outras reproduções. Na primeira, o Editorial de hoje do JC, "Fúria antidemocrática de um político": http://www.jcnet.com.br/detalhe_opiniao.php?codigo=190082 e na outra, o texto do Roque, retirado no seu blog de campanha: http://comovotarparadeputado.blogspot.com/ . Nesse mesmo blog, nos próximos dias, a versão Youtube de sua fala na sessão da Câmara de ontem, geradora do Editorial do JC.
As ilustrações, exceto à capa d'O Alfinete, são de propaganda sindical variada e aqui estão somente para ilustrar o texto.








