AS ANDANÇAS SE DARÃO COM ESTES - É COM ESTES QUE ANDO
A história dessa viagem iniciada ontem é bonita. Aqui a conto, pois gosto demais de conseguir ainda colocar o "bloco na rua" e quando o faço, mais prazer e contentamento, quando histórias de vida se juntam e se misturam, dando aquele toque irresistível, salutar de congraçamento humano. Eu e Ana Bia, a companheira de todas as horas, juntamos nossos caraminguás para conseguir se perder pela aí, pelo menos uma vez ao ano. Mais que um luxo ainda conseguir realizar este intento. O bicho pega feio pela aí, sabemos disso e não somos indiferentes a ele. Eu aos 65 e ela aos 58, nos desdobramos e neste momento iniciamos mais um passeio.
Começamos pelo Porto, uma cidade portuguesa onde já estivemos uma vez e voltamos exatamente para dar continuidade a algo feito com grande prazer, podendo ter alguma continuidade neste momento. Essa viagem começa em Guarulhos, ali no aeroporto quando nos encontramos com a professora Edna Cunha Lima, 80 anos, viúva, dois filhos e hoje residindo em Recife PE. Ela foi uma sumidade no mundo do Design nacional e junto com o marido, Guilherme Cunha Lima, fizeram história por onde atuaram. Imenso prazer em poder viajar ao seu lado e mais que isso, ouvir suas histórias e presenciar seu charmoso sorriso. Em julho passado a levamos junto de nós para Buenos Aires, num Congresso Acadêmico e depois, mais que justo, por todas as andanças buenaristas.
Neste momento, tudo foi um pouco diferente. Ela, viaja só do Recife até Guarulhos, onde nos encontramos. O trio adentra o voo da TAP portuguesa e por mais de dez horas, compartilhamos assentos próximos, sentadinhos, os três com os pés inchando bocadinho, porém, altivos por tudo o que viria pela frente. A surpresa maior foi na chegada, onde nos aguardavaseu filho Leo Cunha Lima, 50 anos, residente há 15 anos na Nova ZelÂndia, do outro lado do mundo. Fez uma viagem e tanto, saindo da capital Wellington, com destino a Cingapura, depois Frankfurt e só depois para o Porto. Foram mais de 24 no ar, tudo para rever e ficar uns dias ao lado da mãe. Se viram pela última vez, quandodo falecimento do pai, 3 anos atrás e cada reencontro, mais que uma festa. Eu e Ana pudemos presenciar este rico momento.
A partir do encontro estava formado o quarteto que irá permear essa nova aventura, algo começado já no aeroporto, quando Edna traz consigo, locada no Recife uma cadeira de rodas. Ela será utilizada para facilitar as andanças. Na maioria dos percursos, circulará conduzida por nós e quando nos locais, andará normalmente, sem se cansar. Uma peça da cadeira se despreende e da saga para sua recuperação, conhecemos todos um pouco mais das entranhas de um aeroporto portugês. Fomos todos muito bem atendidos e a peça foi recuperada. De tudo, eu vendo muitos brasileiros trabalhando junto de portugueses, pergunto para um simpática portuguesa do setor de Achados Perdidos: "Como é trabalhar ao lado de um brasileiro?". Ela, ri e comenta que os brasileiros possuem um defeito inconsertável: "Chegam para a gente peguntando se podem fazer uma perguntinha e quando vemos já fizeram cinquenta". Muito sério o serviço de táxis do aeroporto e num carro para quatro, com muitas malas, pagamos, pasmem, exatamente o constante do taximetro.
Com um fuso horário de três horas mais do que a brasileira, chegamos ao hotel Legendary, onde já estivemos uma vez, na praça do Batalha, bem defronte uma linda edificação cultura, com cinemas, atravessando a rua de paralelepípedos. Choveu forte o dia todo, porém, para nossa felicidade, a partir de nossa chegada somente uma leva garoa. Indstalados e com fome, indicados pela recepção do hotel, queríamos um localpróximo para comer. O escolhido foi um na praça, o Java Café Restaurante, com layout antigo e aconchegante. Um belo lugar e melhor ainda pela acolhida. Nada como um peixe local para a recepção e na saída, após muita conversa com garçons e o proprietário, com promessas de voltar, ganhamos uma linda caneca colorida com a marca do lugar.
Cansados, encerramos o dia conversando com o entendido em vinho, o sr Antonio, nosso conhecido da viagem anterior, atendente principal no bardo hotel, tendo atuado uma vida inteira com artes gráficas, hoje repassa a todos seus conhecimentos no mundo das bebidas. Uma conversa que, com certeza, se estenderá pelos próximos dias. Dentre o que já nos passou, indicou vinhos para uma compra no belo supermercado Pingo Doce e também na escolha de sardinhas enlatadas, algo que eu e o Leo já nos enfronhamos, pois, pelo que vejo, glutões como somos, não queremos errar nas escolhas. Com a chuva coemndo solta lá fora, cansados pela longa viagem, não cumprimos agenda no tour pensado para a primeira noite e nos recolhemos mais cedo, já pensando no dia seguinte. Mais que estar numa viagem, conhecendo lugares novos para todos nós, o melhor de tudo deverá ser a convivência destes quatro, já se inteirando sobre a segunda volta, o 2º turno da eleição presidencial portuguesa, quando a extrema-direita possui muitas chances de chegar ao poder. O quarteto, todos com linhagem muito mais à esquerda, falamos muito de política e eu, como não podia deixar, minha primeira compra no país foi o jornal Expresso, que na edição de final de semana, traz uma bela revista, a "E" e um livro de poemas de, nada menos que Camões. Minha leitura para o hotem, depois das escrevinhações estava mais que garantida. Confesso, além do jornal, trouxe três livros para a empreitada destes dias.








Nenhum comentário:
Postar um comentário