sábado, 10 de janeiro de 2026

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (193)


AH, O FUTEBOL - SER NOROESTINO
Eu gosto de futebol e mesmo com tudo o que anda acontecendo mundo afora, algo a nos preocupar com o futuro de tudo pela frente, ainda reservo parte do meu tempo para as coisas da bola. Antes era mais plugado, hoje bem menos. Como bauruense, sempre mantiveligação umbilical com o glorioso e centenário Esporte Clube Noroeste, o time de minha aldeia. Tenho mais que laços com o "vermelhinho", sua cor principal, pois meu avô materno, José Perazzi, mesmo com estes laços italianos no nome, era corintiano e chegou a jogar no Noroeste quando jovem, nos primórdios do time. Ele, um dia, bem lá atrás, me fez deixar de ser palmeirense para ser corintiano e morando perto do estádio Alfredo de Castilho, mesmo tendo deixado de ir ao campo, introduziu em mim o gosto pela bola. Felizmente, não só o gosto pela bola, pois aos domingos, naqueles inesquecíveis almoços em sua casa, peguei outro gosto, destes que não consigo mais largar, o hábito de ler jornais. Eu ia comprar pra ele a Folha de São Paulo, enquanto ele jogava bocha ali perto. Tenho tudo isto encruado e marcado a ferro e fogo dentro de mim.

Quando meus pais se mudaram da vila Falcão, perto do campo do Arca - Associação Recreativa e Cultural Antarctica, não perdia um só jogo. Foi quando vi um baixinho jogar, ponta direita, Neizinho e aquilo me encantou. Hoje passo longe dos campos da várzea, recebendo o pomposo nome de Amador, mas bem diferentes do meu tempo de moleque. Preferi continuar com o futebol ao vivo só com o Noroeste. Desde então, tenho lembranças inenarráveis de minhas idas ao estádio. Os jogos, na maioria, aconteciam aos domingos e chegava bem mais cedo, sentava na sombra lá do lado os eucaliptos, ficava ouvindo o programa da Auri-Verde, com o Galvão de Moura, numa espécie de preparação para o que viria. Algo que nunca fiz e hoje me arrependo foi não ter um dia pelo menos, pulado o muro para assistir uma partida. Não tenho isso no meu currículo e isso me desmerece, pois pelo que sei, uma delícia se vangloriar de ter consiguido galgar os mutos lá detrás. o dos eucaliptos e enfrentado a cavalaria, adentrar o local dos acontecimentos.

Hoje, na véspera de começar mais um Campeonato Paulista, passa mais que um filme na minha cabeça. Enfim, torcer pelo Noroeste, hoje integrado com o pessoal da Torcida Sangue Rubro, do abnegado Pavanello é algo tão natural, que me sinto esquisito quando não dou, uma passadinha que for, antes dos jogos lá na sede. E as tantas viagens que já fiz ao longo de minha existência com a torcida. Numa delas, contra o Bandeirantes de Birigui, rival de responsa do passado, levamos pedradas pra valer e sobrou até para o jornalista Eduardo Nasrala dentro do campo. No passado o rival maior era o XV de Jaú, depois transferido a ira contra o Marília. Eu não entro muito nessa, pois morei por lá e rival mesmo, ira mesmo, tenho por outras questões, muito pouco com as futebolísticas. Vou ao campo e torço nã oenxergando o oponente com um inimigo. Sim, o quero vencer, mas não chego ao ponto de querer vê-lo derrocado e no fundo do poço, enfim, do mesmo jeito que vibro do lado de cá, outros o fazem do outro lado.

Então, amanhã, domingo, 11/01, começa para nós bauruenses mais um Paulistão, Série A, onde o Noroeste voltou, após muita luta e tenta ali permanecer com unhas e dentes. Não é nada fácil manter um time de futebol numa campeonato que, pode se resumir a oito rodadas. Nenhum jogador faz contrato por tão pouco tempo. E, como sabe-se, mesmo com o time recebendo algo advindo da FPF - Federação Paulista de Futebol e dos patrocínios e contratos de publicidade, existe a necessidade de muita grana ser colocada, até para a roda girar a contento. Que o diga, o Claudio Amantini, seu presisdente mais ilustre, que tive o prazer de conviver nos seus últimos anos de vida. Ouvi dele histórias de suas ligações, dessas que hoje, nem sei mais seriam possíveis. Ele pode ter errado muito, mas amava demais este time. Quantas vezes não bancou tudo por lá, inclusive as excursões que nos levavam para os mais diferentes campos.

Uma vez, lá na arquibancada, aguardando um jogo, estava com a cabeça em parafuso e junto do amigo Roque Ferreira - eu o buscava em sua casa para ir aos jogos - e meio revoltado com o que via acontecendo, a forma como os dirigentes tocavam a coisa, ouço dele: "Meu caro, torça sem neuras. Se o fizer não vai querer mais vir ao campo. É bom a gente saber como as coisas acontecem nos bastidores, mas não misture a paixão por estar aqui vendo uma partida. Torça e depois, em outra instância, botamos a boca no trombone". é o que venhoi fazendo desde então, não só com o Noroeste, mas com tudo o mais neste intrincado mundo da bola. Não sou contra o time ser comandado, como hoje por uma SAF, ou seja, ter um reconhecido dono. Ao menos ele é de Bauru, conhecido por todos e pelo visto, gosta da coisa, de pai para filho, como eu. Olho para as transformações ocorrendo lá junto ao estádio e tenho esperança que tudo dê mesmo muito certo. Vingando, será um enorme progresso. Tocar um time de futebol não é atividade para amadores. Que ao menos, sejam profissionais.

Eu torço, acompanho tudo sem dar muito palpite e estarei no campo, como sempre, envergando uma das tantas camisetas da Sangue, sentando nas arquibancadas, que um dia tiveram eucaliptos para nos trazer sombra. Sou adepto e hoje, nem sei se isso ainda será possível neste formato com o estádio todo separado com muitas divisões, de trocar de lado, sempre ficando atrás do gol do time adversário. Tudo isso para ver um gol do Noroeste de pertinho. Só por estes dias me tornei Sócio Torcedor e descobri que pagando anuidade de R$ 29,90, não pago mais jogo nenhum. Agora, pelo reconhecimento facial, nem muita fila devo enfrentar. Aos 65 anos, adentro também essa nova fase no quesito ir aos estádios.
Cheguei a colecionar ingressos, tendo ainda muitos deles guardados, mas hoje, o papel foi abolido dos mesmos e tudo é feito pelo modal virtual. Uma modernidade (sic), que quiçá deve acompanhar o time em todos os demais quesitos. Sou de um tempo em que, dava para conciliar um protesto com a ida ao estádio. Já levei muita faixa neste sentido para dentro do estádio. Hoje, pelo que sei, tudo é proibido. Mas nada como, levar uma bela faixa nos bolsos e gritar também contra os desmandos desta cidade e mundo. Isso também, quer queiram ou não quem comanda o mundo da bola, faz parte da compreensão de como cada ser humano encara tudo á sua volta. Se ali uma possibilidade de gritar bem alto contra o racismo, como o faz a FPF, por que não contra outros temas? Nunca tivemos alguém como Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, no Noroeste, ou seja, um ser politizado por aqui, mas tivemos ídolos de grande monta. Hoje, o Carlão, centroavante fazedor de gols, concentra isto tudo.

Neste momento, com o mundo da política tomando conta de nossas vidas, irei ao estádio, encontrando tempo, como sempre o fiz, para ver em campo o time do coração. No meu caso, sei que só por estar lá, voltarei recarregado e pronto para enfrentar com melhor preparo tudo o que virá pela frente. O futebol tem disso e sei bem me beneficiar da coisa. Poderia escrever outro longo texto só rememorando dos tantos a me acompanhar nessas idas e vindas ao Alfredo de Castilho. Até vou só, já fui muito, mas na maioria das vezes, acompanhado e nas conversas, como deve ser mesmo, o assunto extrapola e muito o mundo da bola. Que o Noroeste vingue, permaneça na Série A e depois, que venha a tal inédita para nós, Série D do Brasileiro. Mesmo com tudo mais que depernas para o ar pela aí, sempre encontarei tempo para me misturar com tantos outros, saind ode suas casas, com o mesmo intuíto, o de se distrair, encontrar boas conversas pela frente, tomar umas geladas e se possível, voltar comuma vitória para comemorar. Não escrevo nem metade de tudo o que queria fazê-lo neste momento. Creio ter misturado muito as bolas nessas reflexões, mas sou assim mesmo, começo a escrever não paro mais. Manter um foco é difícil demais da conta. Divagar também é preciso, assim como viver bem diante de tantas arapucas montadas pra gente em cada virada de esquina.

RESISTIR É PRECISO, ALGO ADVINDO DE BAURU, POR IGOR FERNANDES
Na manhã do dia 10 de janeiro, a Praça Rui Barbosa foi palco de uma manifestação contra o imperialismo estadunidense e em defesa da soberania dos povos da América Latina. O ato reuniu movimentos sociais da cidade e destacou a importância de que cada nação tenha o direito de decidir seus próprios rumos, sem interferência de potências estrangeiras movidas por interesses econômicos.
A mobilização ocorreu a partir da recente intervenção militar na Venezuela e às ameaças de ataques direcionadas a outros países do continente, como México e Colômbia, fatos que reacendem o debate sobre autodeterminação, direito internacional e respeito à soberania nacional.
Após a concentração, a manifestação seguiu em caminhada pelo Calçadão da Batista, promovendo diálogo com a população e denunciando práticas imperialistas que historicamente impactam os países latino-americanos.
Soberania não se negocia. Nossos povos têm o direito de decidir seus destinos, sem imposições externas!
O futuro da América Latina é de paz, respeito e autodeterminação. E estamos nas ruas para lutar por isso!

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