JOSÉ COSMO NETO, LUVERDENSE, COPINHA, JAÚ E OS BATÉ*
Na verdade essa história eu deveria ter contado ontem, pois aconteceu no transcorrer deste sábado, 03/01, porém, o dia foi todo tomado com o brutal rapto de Nicolás Maduro, o presidente venezuelano, pelas tropas norteamericanas. Consternado, não tive como escrever nada ontem, porém, vivenciei a história num todo, estando com eles, os Baté em Jaú, até para espairecer a cuca e não bater biela antes da hora.
Tibiriçá é uma terra meio que fora deste mundão, uma espécie de "Terra do Nunca", seespelhando lá no mundo de Peter Pan. Um lugar onde tudo pode acontecer, inclusive o inusitado se repetir constantemente. Portanto, nenhuma novidade para algo novo. Desta feita, tomo conhecimento que um dos Cosmo, ou seja, autêntico Baté, o Carlinhos Cosmo, há vinte anos se bandeou para Lucas do Rio Verde MT e lá constituiu firma consolidada, sendo um dos filhos, JOSÉ COSMO NETO, 16 anos, destes que, quer ser jogador de futebol de tudo quanto é jeito e maneira. Já tentou se iniciar em grandes clubes e neste momento continua sua trajetória no time lá da cidade, o Luverdense. Por enquanto nada de anormal e isso, a casualidade se encontrando, desponta na participação do time na famosa Copa SP de Futebol Jr, a famosa Copinha, reveladora de talentos para o futebol. Uma das sedes é a cidade de Jaú e lá o Luverdense mandará seus jogos, junto do XV de Jaú, do Trindade GO e do famoso Sport Club Corinthians Paulista.
A maioria dos Baté acompanham o afilhado à distância, nunca tendo a oportunidade de o verem jogar presencialmente. A oportunidade seria agora, quando na abertura da rodada, o Luverdadense jogaria contra o XV de Jaú, às 18hs, no estádio Zezinho Magalhães. E o que fazem os Baté? Como família unida e cada qual sempre muito presente nos passos de cada um, decidem fazer uma excursão para vê-lo jogar em Jaú. Dito e feito, a Simão Excursões é contratada e 45 pessoas, com muitas tendo que ficar de fora, embarcam no começo da tarde deste sábado para irem presenciar o José - como é carinhosamente chamado por todos - em campo. Todos uniformizados com uma camisa identificando a família, levando na bagagem, lanches e bebidas. A FPF - Federação Paulista de Futebol - exige reconhecimento facial para ingressar nos estádios e isso foi feito poir todos com a devida antecedência. Nenhum detalhe passou desapercebido.
A barca aporta do lado de fora do estádio por volta das 15h e logo de cara uma surpresa. A presença do Corinthians, mesmo o time de garotos, traz muita gente de longe e imensas filas se formam do lado de fora. Como o jogo de interesse começaria só às 17h, enfrentam o longo tempo de espera com a devida galhardia. Enfim, tudo é festa e congraçamento entre eles. A matriarca, dona Irene Cosmo, beirando os 90 anos, não reclama e segue junto de todos. Chegam juntos na bilheteria e enquanto o último não consegue entrar, não arredam pé da portaria. O fazem no intervalo do primeiro jogo e depois, campo lotado, buscam um lugar à sombra. A expectativa é grande. Emerson Luiz, repórter da rádio Jauense e bauruense, conhece a todos e quando foi informado da excursão, fez um mimo pra família, entrevistando o José, que faz um reverência especial para sua bisavó: "Sem ela eu não estaria aqui".
A bola rolou, o Luverdense infelimente perdeu para o time da casa por 2 x 1, numa estréia nada boa, porém, isso não diminuiu em nada o espírito do reencontro e da confraternização reinante entre os Baté. Quem os conhecem, sabe muito bem, sempre foram assim, impulsivos e com uma forte ligação entre todos. Mexeu com um, mexeu com todos e se um está bem, todos se unem e torcem juntos por seu sucesso. Nem o fato do José não ter jogado, pois nesta partida esteve no banco de reservas fez com que a galera de Tibiriçá diminuisse a paixão despertada pelo momento. Dulce e Ivone Baté, irmãos e tias do José, foram duas chefes de torcida do Luverdense, algo feito pela primeira vez e com um impressionante ímpeto. "Vai Luverdense. Não desiste que dá", forma seus gritos.
O jogo termina, os jogadores passam perto do alambrado para adentrarem o vestuário, mas José acaba não vindo até eles. Permanecem no estádio, até serem cordialmente convidados a se retirar pela PM, pois o local precisava ser fechado. Do lado de fora, no portão de saída do estádio, esperam pacientemente que José compareça. E quando ele aparece, uma festa como poucos. Parecia verdadeiramente um ídolo da bola ali diante de seus fãs. E quem diz não ser isso mesmo. José é abraçado por todos e muitas fotos, invididuais e coletivas, espantando os jauense presenciando a cena, sem entender o que de fato estava acontecendo. José teve seu momento de ídolo e curtiu bastante o momento. Ninguém queria arredar pé, mas o tempo urge e mesmo encompridada, a despedida ocorreu e todos voltam para o ônibus da Simão, empreendendo o retorno.
Mesmo cansados, um batuque rolou nos fundos do ônibus e o assunto, como não poderia deixar de ser foi a falha do goleiro titular, resultando no primeiro gol do XV de Jaú, que segundo todos, poderia ter sido evitado e assim, talvez o resultado tivesse sido outro. Não houve reclamações, pois o intento foi alcançado. Os Baté estiveram fazendo o que gostam, ou seja, uma boa festa. Sempre em busca de um bom motivo para se reunirem, estarem junto, este foi mais um destes. Ana Paula, uma das filhas de dona Irene, combinava com os presentes de, chegando em Tibiriçá, mesmo isso já passadndo das 21h, sendo sábado, "nada como reunir todos e fazer um churrasco". José não estaria presente, mas seu pai, o Paulinho sim. Daí, com certeza, a festa feita em Jaú, teve continuidade e para os dois próximos jogos, na terça e sábado, já combinam nova excursão. Com certeza, os que não puderam vir neste primeiro jogo, irão no próximo. Ivone Cosmo já sentencia: "Mesmo contra o forte Corinthians, com o José em campo as chances de ganhar serão maiores".











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