Este personagem da vida brasileira, homem da TV Globo, filhinho de papai, representa a linha de pensamento e ação de boa parte dos endinheirados, da elite deste país. Trata-se de um desavergonhado, sem nenhum pudor em expor o que pensa e como age. Age desta forma e jeito há muito tempo. Não é de hoje que, vez ou outra, abra a boca e dela saem barbaridades preconceituosas, bem ao estilo de Casa Grande & Senzala, eu aqui e vocês aí. Veio de uma origem de rica herança, grana fácil e assim tocou sua vida, estudando nos melhores colégios e não soube durante seus anos de formação, separar e se sensibilizar com o outro lado do mundo, o dos que batalham e lutam por dias melhores. Trata-se de um cidadão a defender seus privilégios. Critica abertamente programas sociais instituídos para benefeciar ou ao menos amenizar a vida dos cidadãos menos favorecidos, porém, como empresário e homem de TV, beneficia-se de propagandas, como exemplo, dessas Bets, que ludibriam a boa fé pública, onde só se perde dinheiro e também a de fazer negócios com gente como este, hoje detento, empresário do Master, o Vorcaro. Ganhar dinheiro dessa forma pode e para ele é lícito, mas ver o pobre se beneficiar temporariamente de programas sociais é impensável. Ou seja, um pulha da pior espécie, uma espécie que grassa por aí como mato e se espalha como praga, pregando ser bom mocinho, mas sendo gente da pior espécie.
A última aprontada por Luciano Huck está sendo muito comentada. Comentou que o Bolsa Família não ajuda a melhorar a vida das pessoas, tirar elas da pobreza. Insensibilidade feita sem nenhuma análise séria, mas fazendo parte de um esquema, de um jogo, onde criticar benefica quem joga contra. Com certeza deve ser favorável a escala 6 x 1 e outras aberrações ainda persistindo como norma funcional dentro da vida do trabalhador brasileiro. Quando faz a crítica, usa um exemplo de uma pequena cidade, onde o Bolsa Família predomina como fonte de renda, mas não analisa o que existe de emprego na região e qual a forma que poderia substituir a transferência de renda feita. A intenção é deixar o pobre mais pobre e as injustiças cada vez mais latentes. Vive uma vida nababesca e não está nem aí para resolver os reais problemas dos brasileiros. Deve ter, com certeza, uma cabeça de ameba, pequenina e com funcionamento fora dos padrões da mínima racionalidade.
Digo isso, ou seja, repito isso, lido também por diferentes postagens e quero analisar isso dito por ele com o que vejo sendo multiplicado em procedimentos espalhados país afora, inclusive aqui em Bauru SP, onde escrevo e moro. Vivi a vida inteira aqui e hoje mais latente, pessoas fazendo questão de expor abertamente fazer parte de uma elite, repudiando, rejeitando o pobre, o trabalhador e se posicionando abertamente contra, por exemplo, direitos trabalhistas. Nossa Câmara Municipal é bem representativa neste sentido. De todos os 21 eleitos, nas votações favoráveis à atual alcaide municipal, Suéllen Rosin, placar de 17 x 4, a linha de pensamento e ação é a mesma. Podem até fazer uso da tribuna e dizer algo ao contrário, mas na hora do voto o fazem para manter privilegios de uns poucos, a classe mais abastada da cidade. Podem até ter um pouco mais de pudor, pois da boca pra fora ainda dizem algo em defesa de quem vive na labuta diária, mas na hora do vamos ver, da cobra beber água, sempre votaram contrários a esses interesses. É uma canalhada ludibriando os interesses populares, nada além disso.
E fazem a cabeça de muitos. Alguns poucos incautos, mas a maioria agindo como se fossem ricos, como mesmo sendo pobretões, defendem os interesses que não são os seus. Observa-se grande quantidade de lutadores do dia a dia com o mesmo discurso de gente como Huck e defendendo ações de Suéllen Rosin e da thurma dos 17 x 4. Existe uma imensa rede de divulgação de inverdades pelas redes sociais e uma imensa maioria de quem os ouve er assiste, não só acredita como propaga. Talvez não façam ideia de que, agindo assim, estão apunhalando a sia mesmo. Estive num sapateiro no dia de hoje e lá ele ouvindo a rádio Jovem Auri-Verde. Disse a ele, como consegue e se acredita ser verdade tudo o que ali ouve. Sabe sua resposta: "Não tenho outra opção. Não temos mais rádio na cidade. Ele preenche uma vazio do que antes tínhamos e hoje só eles me abastecem". E daí, ele ouve e passa a acreditar e até repetir aquilo como verdade inconstestável. Na feira dominical, quanto alguns poucos desciam a mesma distribuindo folhetos contra a jornada 6 x 1, num famoso bar, um cidadão, se dizendo empresário, apregoava ser aquilo coisa de vagabundos, dos que defendem a vadiagem e não o trabalho sério. Tinha a cabeça feita, desses não mais adiantando discutir ou debater, pois o que poderia acontecer seria ser agredido. Eu, em todos os meus registros em carteira, trabalhei no regime de 5 x 2 e hoje, entendem isso como aberração. Na verdade, aberração é quem não entende que o trabalhador precisa destes dois dias de lazer e para estar junto dos seus.
Não é só gente daqui com a cabeça já totalmente virada, mas o país num todo. Se tornaram perversos para consigo mesmo. Defendem na verdade, que o empresário faça o que quiser, não só com o horário do trabalho de seu funcionário, exercendo um poder absoluto, lucrando cada vez mais e sem se importar com nada mais. O que está acontecendo é isso, só isso e nada mais. O que vejo hoje é uma classe empresarial refém deste discurso das dificuldades que passam, como santos do pau oco e dane-se o resto. E isso é passado como o melhor dos mundos, com o trabalhador sem direitos e tendo não mais que cumprir leis vigentes, mas cumprindo a vontade de quem o contrata, seja da forma que for. Sem regras, viveremos num mundo onde cada vez mais o rico vai encurralar e oprimir o pobre, ou seja, o trabalhador. E como essa mentalidade predomina hoje dentro das nossas instituições eleitas, representam também como pensa quem age contra o trabalhador. Quem elegeu esses boçais e banais foram o grosso do povo, um que sofre, mas enxerga noseu algoz o que melhor pode lhe representar. Uma danação e inversão que só aprofunda sua perdição. Não se assuste se, conversando com a maioria dos empresários e, mesmo donos de pequenos negócios nesta insólita Bauru, você não se deparar com a maioria deles a defender quem pensa e age como Luciano Huck. Não vai ser trabalho fácil - nem sei se é mais possível - desmontar a parafernália construída para alienar o povo e transformá-lo nesse gado, vida bovina, seguindo irremediavelmente, sem o perceber, para o matadouro. Não está sendo fácil, porém, a luta continua e neste ano, pelo menos estou empenhado, dos pés à cabeça na reeleição de Lula, pois do contrário aceleraremos a destruição do que nos resta de direitos.
Concluo com algo muito simples, direto e reto: a elite brasileira é cruel e insana.

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