o desabafo e compromisso pessoal deste HPA
HADDAD, O FUTURO GOVERNADOR PAULISTA E ALGO DE SUA PASSAGEM POR BAURUNa manhã desta quinta, 28/05, quem passou por Bauru foi FERNANDO HADDAD, este dispensando apresentações. Chega, convidado pelo triunvirato da Unesp Bauru, formado por estudantes, servidores e professores, com o intuito de discutir e debater o pertinente tema do "futuro das universidades públicas paulistas". O momento não poderia ser mais oportuno, pois as universidades paulistas estão em greve e clamando por melhorias, com pautas reivindicatórias não atendidas, nem sequer ouvidas pela insensibilidade e insanidade administrativa do atual governador, o fascista Tarcísio de Freitas. Na verdade, ao invésde dialogar, Tarcísio investe de forma violenta contra os estudantes, a ponta de lança do movimento. Ao agir desta forma e jeito, um recado direto e reto de como se dá e dará todo e qualquer tipo de conversa com a atual administração.Nenhuma novidade, pois Tarcísio sendo digno representante do ideal bolsonarista, está investido de destruir, não só todo o sistema educacional paulista, mas como fez recentemente com a Sabesp, privatizar tudo o que encontra pela frente e assim, baseado ns máxima perniciosa do "estado mínimo", dar cabo de toda e qualquer conquista de direitos para trabalhadores, servidores e afins.
Haddad começa a circular o estado, ainda mais rico da Federação, tendo em vista que, sendo eleito, numa já declarada guerra, como se vê denominada a próxima eleição, terá pela frente, uma espécie de terra arrasada, com cofres totalmente dilapidados e estrutura toda dilacerada. O vejo hoje com a mesma característica que o presidente Lula se predispõe a enfrentar, do alto dos seus 80 anos, a corrida pela sucessão. Lula é a única possibilidade que temos de enfrentar e vencer o fascismo no momento. Em São Paulo, Haddad entra na disputa com o mesmo objetivo e tendo atrás de si, a mesma carga de opções, ou é ele ou é ele. Nã oexiste outra alternativa possível e ele sabe muito bem disso. No momento, além de lutar contra o declarado fascismo, luta também contra a enorme rejeição do paulista contra a esquerda e o PT, algo construído através de muita mentira, os fake news e falácias desvairadas. Ou seja, o momento não é para festa, nem para contemplação junto a Haddad, mas de ouví-lo atentamente, entender o que se passa de fato aqui em São Paulo e no Brasil num todo e levantar desde já a bunda da cadeira, pois do contrário, necas de catibiriba.
Tudo em relação à Bauru e aofascismo em curso é muito preocupante. Primeiro, pelo fato do ato ter sido marcado para dentro da unidade do campus de Bauru da Unesp, mas dias antes ter sido desmarcado. Ocorre uma pressão advinda dos andares de cima da própria universidade, conluio com o governo estadual, inviabilizando sua realização neste local. Evidentemente, no argumento de resposta, tentaram argumentar que o mesmo espaço estaria sendo oferecido para os demais postulantes ao governo estadual, no caso bem específico para o próprio governador. Na negativa, a certeza de que, quem fez a pressão sabe muito bem, Tarcísio não usaria deste espaço, pois tem a plena certeza de como rejeitado dentro de todas as universidades paulistas. O debate é político, como tudo na vida, cada ato nosso, porém, taxá-lo como campanha antecipada é fajutice de quem sabe, estar correndo perigo, pois a única reação possível de mudança de postura é elegendo alguém com as características de Haddad. E isso já está em curso desde sua saída do ministério de Lula.
Rejeitaram ele dentro da Unesp e quem o fez ainda será devidamente denunciado. Encontraram outro lugar e tudo ocorre dentro dos padrões normais para eventos do tipo. Sai de forma forçada de dentro da Unesp e vai para um local público, uma ampla sala dentro de uma estrtura sindical, muito propícia para receber eventos dessa natureza. E o que se viu a partir daí foi a excelência, não só na forma como tudo foi conduzido, como sua realização de fato. Evidentemente, o local bombou e lotado permaneceu durante todo o período de sua realização. Da visão geral, uma só certeza, todos ali estavam mais do que decididos e imbuído em lutar, fazer campanha por Haddad, ou seja, todos já comprometidos, envolvidos e dispostos em ir à luta. O que realmente deve mover todos daqui por diante é como sair dessa bolha dos que já estão mais do que decididos, ou seja, como conscientizar o restante da população, os que realmente irão decidir os rumos da eleição. Tudo o que trouxe Haddad até aqui e mais três cidades da região no mesmo dia, Jaú, Avaré e Botucatu foi amplamente discutido, feito com primor. porém, sabemos todos, dentre nós tudo já está resolvido e daqui por diante, como resolveremos com os demais? Essa a grande questão do próximo pleito.
No entorno de Haddad uma áurea brilhante, pois trata-se de uma pessoa muito inteligente e preparada. Nenhuma dúvida neste sentido. O que pega e isso continua ainda insolúvel é entender como, após tudo o que continua sendo divulgado sobre ações além do inepto, promovidas por gente com Tarcísio e a famiglia Bolsonaro, estes continuam com boa aceitação popular, quase inalterável dentro dos percentuais a ele destinados. Ou seja, simples assim, parecendo que nem se estes matarem a própria mãe teremos alterações significativas nestes índices. Flávio Bolsonaro, que já deveria estar preso por corrupção e alta traição à Pátria, não só continua solto, como que a Justiça pisando em ovos para incriminá-lo, como com altos índices de aprovação para seu nome continuar concorrendo ao pleito presidencial. O mesmo, guardadas todas aproporções, ocorre com Tarcísio, hoje ainda com 10% à frente de Haddad, nas pesquisas até então divulgadas. A campanha propriamente dita não está em curso, pois todos ainda são pré-candidatos, porém, a disputa já estã em curso e nos bastidores - como se viu na negativa para realização dentro do campus Bauru - tudo em chamas.
Do evento, impecável e divinal. Tudo dentro dos conformes. A mesa composta por um representante de casa segmento, estudantil, servidor e professorado esteve impecável. A fala do Haddad, como sempre muito lúcido, claro, objetivo e ciente de todos os problemas e percalços que terá pela frente. Num certo momento quer demonstrar que algo já mudou e em curso, quando diz: "Antes havia uma espécie de milícia me recebendo na entrada da cidade, algo acintoso e hoje não mais. O clima já é outro". Sim, porém, não enfraqueceram, só estão com suas arminhas guardadas e esperando o próximo lance para recolocá-las no palco dos acontecimentos. É sempre mais do que ótimo ver a casa cheia, gente interessada na mudança, disposta a lutar e na platéia, três ex-prefeitos municipais, Antonio Tidei de Lima, Antonio Izzo Filho e Clodoaldo Gazzetta. Faltou um quarto, Rodrigo Agostinho, que pelo que soube está, mesmo descompatibilizado ainda em Brasília, daí sua ausência. O vejo também, mais do que engajado nessa campanha, numa clara demonstração de força. No momento, além da casa cheia, daqui por diante se faz necessário todos na lida e luta, pois existe já mais do que uma declarada guerra colocada nas ruas e disputas.
Não ressalto nada da fala do Haddad, pois tudo foi altamente significativo. Prefiro me ater ao que vi, presenciando pessoalmente com a presença de tamanha diversidade de lideranças, a real necessidade de ter início desde ontem - hoje já é tarde demais -, de algo mais concreto, envolvente e declarado. Ou vamos para a luta, todos os que estiveram junto dele nesta manhã ou vendo a banda passar, tenham certeza, não será possível vencermos essa batalha, que já se percebe, será das mais intensas e algo a ser denominado, como "nunca antes vista". O Brasil vive este momento e vencer o fascismo, hoje capitaneado e representado pelos vendilhões do tempo, a famíglia Bolsonaro e seus asseclas, é tarefa fundamental, básica do dia a dia de qualquer pessoa ainda agindo dentro de um mínimo de sensatez humana. Conversei com muitos dos presentes, todos já meus velhos conhecidos e para com todos, expressei essa minha preocupação: ou nos engajaremos desde já, sem medo de ser feliz, sem querer esmorecer, sem arredar pé de muita luta, abrindo mão de qualquer tipo de acomodação ou não atingiremos nossos objetivos. O bicho pela frente, não é só horrível, porém não é intransponível. Com muita união, luta individualizada e depois, na prática, algo coletivo, para fazer valer que a salvação paulista e brasileira passa muito pelas nossas mãos. Não dá para, neste momento, ver o outro fazer e eu só torcendo. Se faz necessário todos na lida e luta, diária e ininterrupta. O bicho do outro lado é horrendo e promete destruir tudo. Deixar pra ver como fica, será nossa destruição, enquanto povo soberasno e nação livre.
Estar com Haddad e Lula neste momento é, não só para mim, mas para todos os ainda acreditando num outro mundo possível, algo não só necessário, como obrigatório. E tenho comigo que, não adianta ficar contemporizando com quem está do outro lado e se posiciona junto de gente fascista. O combate envolverá todos os que se fingem de cordeiros, mas são na verdade tão lobos quanto os que já estão se expondo contra nossos elementares direitos. Escrevo isso, de uma só talagada - ou seria melhor golfada? -, tão logo sai da sala onde Haddad nos falou de seu empenho e decisão por fazer algo de concreto para trilharmos todos novos momentos e caminhos. Tenho comigo a grande preocupação dentro da cabeça de todos. Quero e vou fazer de tudo e mais um pouco, para neste momento, evitar atritos com todos os envolvidos nessa luta pela transformação, pois o inimigo do lado de lá é imensamente maior que prováveis diferenças. Deixo isso para outro momento. O atual exige muito de mim e para tanto, engulo sapos e me desdobro para ver Haddad e Lula lá. Eles não só merecem chegarem onde almejam, mas o país idem, pois estamos diante de uma enorme encruzilhada e dependendo do caminho adotado como resultado das próximas eleições, o futuro do país será irremediavelmente o caos ou a esperança.

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