sábado, 20 de setembro de 2014

UM LUGAR POR AÍ (56)


VOCÊS SABIAM QUE JÁ NASCE ATÉ PRÉDIO NO MEIO DO MATO?
Ao me deparar com o inusitado, cenas insólitas diante dos olhos, fico a me indagar sobre o que é que vai de tão desanuviador assim para ser feito o que está ali diante dos nossos olhos. Inacreditáveis e bem ao estilo do ser humano dos tempos atuais. A população de cidades médias e grandes lutam cada vez mais por possuírem um espaço seu, cantinho com quintal e a falta de espaço é o que mais faz falta a todos. Muitos voltam para o interior só para desfrutar disso. O tal do metro quadrado está cada vez mais caro e o que prolifera é a moradia em verdadeiros caixotes humanos. Quando se vive neles e existe certo espaço, tudo bem, perde-se pela falta de quintal, mas ganha-se em conforto e num local onde não existem mais possibilidades, pois os espaços nesses lugares são limitadíssimos. Nas pequenas cidades brasileiras ocorre exatamente o contrário disso tudo e o que mais existe são os espaços livres. O mais gostoso de ser observado nessas pequenas cidades brasileiras é a imensidão dos quintais e uma baita de uma área livre nos entornos. Algo inimaginável nos grandes centros, ali existe em abundância.

Ontem, sexta, 19/09, estou eu viajando com meu carrinho pelas vicinais (como gosto dessas pequenas estradinhas, bucólicas e com muito verde por tudo quanto é lado), quando o surreal está bem diante dos meus olhos. Imaginem a cena do gajo dentro do seu carro, quando olha para o lado e se depara com um prédio, brotando assim do nada no meio do mato, no meio do verde, só ele ali e o mato do lado. Seria uma miragem? Algo como um oásis ao contrário? Nesse caso não, essa cena sempre me intrigou e toda vez que passo por ali, impossível não pensar no assunto: Que raios faz um baita de um prédio numa cidadezinha dessa? Escrevo de Macatuba, uma que se intitula a Cidade do Patriotismo Brasileiro (sic), com algo em torno de 10 mil habitantes e um prédio no meio disso tudo. Sim, o prédio está ali já faz bem uns dez anos, único ali na paisagem. Para quem vem pela estrada e ainda não avistou a cidade, mas só o prédio, perigoso enfiar o carro no meio do mato, baita o susto que o sujeito leva.

Eu sempre levo e não consigo encaraminholar de como o ser humano tendo uma infinidade de área livre ao seu redor consegue ir residir num caixote. Tudo bem que a paisagem da janela do sujeito é maravilhosa, verde por tudo quanto é lado, mas ele poderia morar lá embaixo e botar seus filhos correndo na grama verde, com cachorros saracotiando em volta da casa e tudo o mais. Não, o que vale mesmo é o exemplo da cidade grande frutuficando por ali. O exemplo não vale só para lá, BARIRI também tem um prédio, somente um, esse até mais velho, já mais de vinte anos. Até a manutenção desses deve ser mais dificultosa. Imagine um elevador quebrado e ligam para a empresa, distante quilômetros dali. Vão ter que se deslocar estrada afora até lá e só para aquele serviço. Tudo mais complicado. O ser humano quer copiar um o outro, ir vendo o que deu certo ali e querendo o mesmo, o benefício estendido para si também, mas nesse caso não vejo assim e a crítica não é feita em si para a Macatuba e seu prédio, mas para uma não necessidade disso. Não devem ser esses os únicos exemplos, outros tantos devem estar espalhados país e mundo afora, mas esse aqui bem pertinho foi quem me fez escrevinhar esse textinho. Nada contra Macatuba, nem Bariri, viu!

Olhem para as fotos tiradas ontem e vamos refletir juntos sobre essas coisas ocorrendo por aqui, ali e se multiplicando diante de nossos olhos. Imagino e tento me colocar no lugar do poeta caipira, Lazaro Carneiro tentando fazer uma poesia sobre aquela construção e nem consigo imaginar que raio de resultado sairia de sua cachola, mas sei que viria algo meio provocativo, bem ao estilo do matuto diante de um geringonça da metrópole enfiada no meio do curral das vacas. E VIVA O PRÉDIO NO MEIO DO MATO!!!

2 comentários:

Anônimo disse...

HENRIQUE
é tiririca geneticamente modificadA.



VEJA A POESIA BAIXO:
Nossa senhora dos canaviais

Protegeis os usineiros

não deixa faltar dinheiro

no bolso dos avarentos

que fez tempestade e vento

no cerrado brasileiro
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--foi raio de silibrina

barulho ronco e fumaça

onde passou fez desgraça

aquilo foi furacão

com trator e caminhão

que virou canhão de caça
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--casinha de joão de barro

trincou e virou farelo

até bico de tucano

entortou igual martelo

hambuzinho perdeu a pena

coisa da gota serena

quase que me desmantelo
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--veado morreu queimado

pulando nas labaredas

tamanduá perdeu a vida

virando uma tocha acesa

eu vi na televisão

uma onça virou carvão

que judiação!que tristeza.
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--Cutia entrou no buraco

jogaram terra por cima

tatu morreu masgalhado

era essa a sua sina?

Ou é fruto da avareza

De quem só pensa em riqueza

Tudo vira cangibrina
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--Um preguiça repousava

Na copada de um angico

Correntão passou em baixo

Deu um solavanco no bicho

A árvore foi entortando

Ouvi o pobre gritando

Foi o seu ultimo grito
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--Um bem- ti -vi voou longe

Cantando desesperado

Vou contar o que aconteceu

Pro povo civilizado

Quem sabe alguém com mais tino

De melhor sorte e destino

Ao que sobrou do cerrado.


LÁZARO CARNEIRO

Paulo Batista disse...

Mals ai,só que Bariri tem 3 prédios Vlw!!