terça-feira, 6 de setembro de 2011

O QUE FAZER EM BAURU E NA REGIÃO (05)

JARDIM BOTÂNICO, MÚSICA AOS DOMINGOS E REDUTO DE SOBREVIVÊNCIA DO CERRADO
Na minha concepção de vida os santuários seriam isso, locais de admiração e contemplação da natureza. O nosso Jardim Botânico, localizado aos fundos do conhecido Jardim Zoológico, ali um reduto onde a devastação não é permitida. A fumaça de queimadas quando vislumbrada naquelas paragens é caso explícito de polícia e assim deve ser tratado. Para quem ainda não sabe direito o que venha a ser uma reserva de cerrado, vá até lá e adentre suas trilhas, conhecendo um cadinho do que nos resta de natureza intacta. Esse Parque Público é uma de nossas riquezas, orgulho de uma cidade. Lugar bonito para visitação, contemplação e contato in loco com algo muito discutido no momento, a preservação de nossas matas, numa luta meio que insana contra os interesses predatórios, principalmente da especulação imobiliária, mais do que evidentes na nossa Bauru.

Estive lá no último domingo, 04/09, juntamente com meu pai, Heleno, 83 anos, de Ana Bia e do amigo Aldo Wellicham, para presenciarmos algo singular, uma relação de poesia do bicho homem para com a natureza, o recomeço de um projeto dos mais viáveis, o UM CANTO NO BOTÂNICO. A idéia é da direção do Parque e de uma das vozes mais bonitas dessa cidade, Audren Victorio, ou seja, um lugar público, sendo aberto para manifestação das mais louváveis. Fomos lá ver aquilo tudo e ver o show NÓS MULHERES, quando num palco montado debaixo de um bambuzal, com uma acústica incrível, um amontoado de vozes femininas, acompanhadas por instrumentistas mulheres, nos brindaram com uma manhã das mais agradáveis. Se o lugar já é dos mais simpáticos para a visitação, com shows desse tipo, cresce a empatia. Não vou conseguir me lembrar do nome de todas, mas algumas coisas foram marcantes. No momento final, Martinha explica dos motivos de cantar a famosa “Amélia”, de Mário Lago, com outra versão, uma feminilizada “Aurélio”, cujo refrão era mais ou menos isso: “Ai, meu Deus que saudade do Aurélio/ Aurélio não tinha o menor preconceito/ Aurélio que era o amante perfeito”.

Escrevo isso aqui e agora por dois motivos. O primeiro está explícito acima, o lugar é bonito, nossa vegetação pode ser vista ali, tudo parece ser bem cuidado por lá e a música cai muito bem sendo tocada ali. Dia 18/09, daqui a dois domingos, mais com GEORGE VIDAL, nosso grão vizir dos maestros locais, com mais dois acompanhamentos, o de Silvio Serrano e Roger Moreira, num tributo aos músicos mineiros, com "Gerais". Imperdível. Agora, o outro motivo, o da mobilização contra uns que fazem questão de inaugurar algo como um SANATÓRIO GERAL em Bauru, pois defendem o negócio do capital acima de todas as outras coisas. Nesse momento começam a pregar algo novo, agora que estão a vislumbrar que seus interesses predatórios estão sendo vencidos. Querem que a cidade receba uma compensação financeira por possuir reserva ecológica e deixar de desmatar. Se já temos o tal do santuário que escrevi lá em cima, isso é pouco e como só pensam em grana, o que os move é só isso, Bauru perde mantendo o verde. Vejam que lógica maluca, o de Marcelo Borges, Mantovani, Renato Purini, Malandrino e outros, que deveriam tomar conhecimento de um tal de FATOR VDM antes de abrirem o bico. Hoje tem AUDIÊNCIA PÚBLICA para discutir o tema e preciso recarregar minhas energias, para não vomitar na frente desses. Mas o que queria mesmo escrever aqui é que o JARDIM BOTÂNICO é um lugar onde levo gente daqui e de fora de olhos fechados. Tudo de bom. No brinde abaixo, a voz de Denise Fagnani cantando Clara Nunes, acompanhada pelo vocal de Luly Zonta e percussão de Regina Mancebo.
OBS.: As fotos são minhas e dos que estavam juntos na troupe. Uma delas, a de Ana e Denise Amaral com o mesmo modelo de vestido, foi algo surreal e a merecer uma clicada.

video

3 comentários:

Anônimo disse...

uma boa continuação para o programa de um domingo tão gostoso é o almoço no aldeia embalado pela música ao vivo com a dupla neto e liz que cantam no saudosa maloca de quando em vez. e, o melhor de tudo é que ela, também carioca, matou-me o desejo de saborear um FEIJÃO PRETO de primeira ! muito bonito também foi ver os olhinhos brilahntes de seu heleno a passar o dia com o filho querido. muito bom podermos cuidar e acarinhar nossos velhinhos. obrigada henrique. sempre beijos da ana bia

Anônimo disse...

Domingo de manhã estive juntamente com alguns amigos
no Jardim Botânico assistindo ao show musical comandado
só por mulheres intitulado O Canto do Botânico. Para a surpresa de todos
os presentes, as mulheres bombaram do inicio ao final, cantando
& tocando ao ar livre é claro, somente músicas brasileiras de qualidade.
A versão satirizante da Amélia para o Aurélio, foi sem dúvida o grande
destaque musical.
Para quem ainda não conhece o nosso Jardim Botânico, dia 18/09
haverá outro show musical, às 10 da manhã como sempre. É o encontro da
música de qualidade com a Mãe Natureza, onde
os espectadores ficam muito à vontade ouvindo os pássaros cantarem
ao som dos músicos que lá se apresentam. Ou vice-versa.
Temos de lutar contra a especulação imobiliária principalmente, que deseja
à todo custo, por fim naquela Obra Natural, por estar situada na Zona
Sul da cidade.
As indústrias serão sempre benvindas em nossa cidade, mas não lá
em Nosso Cerrado. Existem outras áreas apropriadas aos novos Distritos
Industriais,
em outras regiões da cidade, como a Bauru-Arealva. (Aldo Wellichan)

Anônimo disse...

Obrigada Henrique, fiquei emocionada com tanto carinho recebido.
Foi mto bom mesmo cantar p/ vcs, gostei do seu blog, sensacional!!!!!
Um grande beijo!!
Dê (Denise Fagnani)