sexta-feira, 2 de maio de 2014

O QUE FAZER EM BAURU E NAS REDONDEZAS (46)

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REPERCUSSÕES DO DIA 1º DE MAIO EM BAURU
CASO 1 – ACABOU COM A GRAMA

Permitam-me, mas hoje quero escrevinhar um bocado e ir postando em forma de drops, ou seja, em pequenas doses, aos poucos, bocadinho do que vivenciei estando nas ruas ontem nas comemorações do Dia 1º de Maio, o Internacional do Trabalhador. Aqui em Bauru tudo se resumiu ao o que a CUT preparou para a data, em eventos ocorrendo o dia todo no parque Vitória Régia. Começo postando um curto vídeo de um original trabalhador, Agnaldo Anastácio da Silva, o popular homem de sindicato Lulinha, companheiro apaixonado pela causa e pelo que faz, ontem diante de um grupo atacando no palco de cover do Creedence Clearwater, ele não resistiu e mostrando também seu lado de roqueiro, pai de santo (incorporou mais do que um ali no ato) e pessoa de bem com a vida, resolvida e feliz, não escondeu de ninguém sua felicidade, a expôs para apreciação dos presentes. "Esperei 40 anos pela vinda do Creedence em Bauru e hoje estou realizado", foram suas palavras captadas pelo meu gravador ouvidal. Lulinha é um baita de um sujeito, simples, correto, amigo fiel e uma das melhores boas praças de toda Bauru e região. Fiquem a seguir com o gingado malemolente do gajo. Espalhem por aí. Ontem tentei aliciá-lo com uma proposta de que se fizesse chegar até minha conta bancária (através de um doleiro qualquer) a quantia de R$ 5 mil reais não publicaria o vídeo, mas ele foi insolente e me provocou dizendo que pagaria R$ 10 mil reais, mas para que fosse publicado. Por fim, nada recebi, fiquei a ver navios, mas o vídeo sai publicado assim mesmo.

CASO 2 – O BOLSA CEVADA
Mesmo num dia onde o que deve prevalecer é a conscientização acima de tudo, o Dia do Trabalhador, comemorado ontem, quando muitos estiveram envolvidos nos trabalhos de bastidores para que tudo estivesse e chegasse a contento para as milhares de pessoas presentes no parque Vitória Régia, na hora do almoço algo bem no espírito solidário e de bom humor de seus participantes. Pela sequência das fotos percebe-se como é a ação entre verdadeiros companheiros. Cássia Zampieri, a única de copo cheio, vendo seus colegas de copo meia boca não se faz de rogada e compartilha o sagrado e gelado líquido com Duílio Duka e Gilberto Truijo, daí a sacada emitida por ela quando me vê fotografando a cena: “Trata-se do Bolsa Cevada, QUEM MAIS TEM DÁ PARA QUEM POUCO TEM”. E todos continuaram bebericando felizes e cheios de cordialidade.

CASO 3 – O SAMBA NA PALMA DA MÃO
Quando na Cultura municipal fui um dos incentivadores do grupo Quintal do Bras, também capitaneado pelo Ivo Fernandes, o mesmo que agora toca um belo projeto, sempre de samba de raiz, também na palma da mão e também com a nata do samba bauruense, o “Encontro de Sambistas”, que fez um belo encontro ao ar livre mês passado lá na praça defronte a ITE. No evento de 1º de Maio eles queriam ocupar o mesmo espaço que já ocupam por usucapião na Festa de Aniversário de Bauru, ali defronte a entrada das arquibancadas do Vitória Régia. Foram ao João Andrade da CUT pedir para tocarem sem custo, o samba pelo samba e com o samba. Depois ligaram para várias pessoas, inclusive para mim. Sei que muitos intercederam em seu nome para que lá tocassem e tudo deu certo. Seria muita pretensão afirmar que tocaram lá por minha causa, pois o João foi receptivo com a ideia desde o começo e se deu certo e foi o sucesso lá presenciado (confirmado pelas fotos), tudo se deve não a uma, mas a muitos que gostam deles e não o abandonam, nesses sim eu me incluo e com louvor. Ninguém consegue nada sozinho e aqui, mais uma vez a certeza disso, quando todos querem, muito mais fácil do objetivo ser alcançado. A festa deles é e sempre será um dos mais saborosos pontos de boa música da cidade. Eu adoro eles (e acredito continuarei chamando-os ad eternum e carinhosamente de Quintal do Bras) e o que fazem e da forma como fazem. Estiveram maravilhosos.

CASO 4 – POODLE E VIRA-LATA
A reunião de três dinossauros do rock nacional para compartilharem o palco no show de encerramento do 1º de Maio, quando além da festa foi lembrado o tema “Comunicação – O Desafio do Século” foi uma acertadíssima escolha. Primor na escolha. Kiko Zambianchi, Marcelo Nova e Nasi subiram ao palco separadamente e arrasaram, cada um ao seu modo e jeito. Vibrei com o repertório escolhido por todos eles, mas o que mais me emocionou foi quando Marcelo Nova tocou a música do “pastor João” e depois fez a apresentação do Nasi, que cantaria a seguir. A fez mais ou menos assim: “O rock brasileiro está cheio de poodles. Todos hoje se vestem muito parecidos, shortinhos, temas pouco envolventes, sem sal nem açúcar. Está faltando picardia ao rock, está faltando a presença dos vira-latas, desses que hoje estão quase extintos. E então com vocês um autêntico vira-lata, Nasi”. Quando disse aquilo, embutido na frase muito mais do viralatismo, não aquele complexo imortalizado por Nelson Rodrigues, o que nos faz andar para trás, mas outro, o que diferencia uma raça animal de outra, ou melhor, da forma como ambos são criados. O poodle de madame vive paparicado e quando nas ruas ser vê perdido, desorientado e nem o olfato funciona. Os vira-latas vivem nas ruas e conhecem todos os cantinhos desse mundo, muito mais espertos, seres do mundo. Esses três expoentes do rock, verdadeiros outsiders, estradeiros enxergam o mundo de uma forma diferente de quem fica conformado vendo a vida passar, aceitando pacificamente que outro mundo não é mais possível e que existe somente uma saída, a do neoliberalismo. O vira-lata vasculha cantos, dobra a esquina e vai longe, não fica coladinho ao seu dono, gosta de novos ares e dessa forma enxerga o mundo de outra forma. Adorei o conceito, adorei principalmente rever Marcelo Nova, o meu preferido. Incorporei ser também um vira-latas e desde já faço questão de proclamar: Viva o vira-latas!

CASO 5 – O ATO POLÍTICO E O NOVO JORNAL
Do ato político marcado para ocorrer às 18h40, quando representantes sindicais e parcerias fizeram uma saudação ao público e iriam falar sobre a pauta nacional da classe trabalhadora e do tema “Comunicação: O desafio do século”, tudo dentro do evento do Dia Internacional dos Trabalhadores, algo sobre a vaia ocorrida quando o vereador Roque Ferreira fazia seu pronunciamento. Nada a acrescentar além do que li hoje num escrito no facebook: “Achei ridícula a atitude das pessoas que vaiaram o Roque Ferreira Roque ontem no Vitoria Régia. Ele não é o PT. Não é a Dilma. Nem o Lula. Nem escutaram o que ele falou. Em nenhum momento falou de partido. Por isso que brasileiro se fode. Bando de maria vai com as outras. Muita falta de respeito”, Bianca Barrenha Bassan. Preciso, diria cirúrgico. Roque foi até o fim, escolado nessas coisas. Na sequência veio Chicão e também num tom de voz elevado fez uma contundente fala. O evento não é só um show e insistir nessa fala é algo mais do que natural, necessário. Quem não tem consciência não a terá de um dia para outro. No mais algo sobre o lançamento do jornal Brasil Atual Bauru, uma iniciativa que foi distribuída de forma ainda incipiente durante o evento e terá um digno lançamento na próxima semana. Mais detalhes sobre o seu conteúdo e esse novo evento, no começo da próxima semana.


CASO 6 – AMIGOS (AS)
Eu, como até as pedras do reino mineral sabem muito bem sou um péssimo fotógrafo e tirou fotos ao léu, desfocadas, cortes desproporcionais e o pior, focalizo uns e deixo outros de fora. Queria poder ter registrado todos os meu s amigos que comigo lá estiveram ontem no 1º de Maio, mas não o fiz. Foquei no show, circulei muito, vi muito, ouvi outro tanto e a máquina foi até um tanto esquecida. Aqui, também ao léu escolhi duas fotos de dois desses amigos (as), sem nenhuma ordem, sem a devida graduação de mais ou menos amizade e sim, somente a de estarem diante de mim quando com a maquininha nas mãos. Vamos a elas.

COISAS DO HPA

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