sábado, 16 de março de 2024

DOCUMENTOS DO FUNDO DO BAÚ (191)


E O QUE PODE ACONTECER COM OS TRÊS VEREADORES INSURGENTES DE BAURU?
Se nada ocorrer, o Troféu Bananas será devidente entregue para todos os demais. O ocorrido nesta última sexta, 15/03 denota algo mais no patamar de uma despropositura constitucional, ou seja, tudo o que nunca dantes já se viu ocorrer dentro da Casa de Leis bauruense, agora acontece e tudo se sucede como se nada estivesse ocorrendo de bruta anormalidade. Mas ocorreu, e desta feita de grande monta.

Três vereadores, todos aliados e grudadíssimos com o que reza a Cartilha da alcaide Suéllen Rosim, propuseram através da Mesa Diretora da Câmara junto ao Tribunal de Justiça, pedido de liminar com o único propósito de derrubar a necessidade de maioria qualificada na votação do que trava a Câmara, a concessão do Esgoto e Água, projeto este de 3 bilhões e meio de reais. A LOM - Lei Orgânica do Município determina que, para aprovações como a deste projeto se faz necessário MAIORIA QUALIFICADA e o agora decidido através de liminar é que, com MAIORIA SIMPLES, tudo possa ser aprovado.

A tal da mesa Diretora da Câmara é composta pelo presidente Juninho Rodrigues, pelo primeiro secretário Marcos de Souza e pelo segundo secretário Miltinho Sardin, este também líder da alcaide na Câmara. Todos com ligações umbilicais com a alcaide. Agora se sabe dos motivos do vereador Marcos Souza ter pedido vistas, pois queria se informar melhor do processo. Nada disso, na verdade, com o pedido feito ao TJ - Tribunal de Justiça deste terça, 12/03, ele estava a espera a liminar que veio na sexta. Ou seja, se alcaide tinha certeza de perder na votação da concessão, agora já não tem mais e tudo será liberado para ir a plenário na próxima segunda, 18/03.

Um vergonha, porém, como já era de se esperar, nenhuma surpresa. Um grupo de oito vereadores esteve no JC - Jornal da Cidade -, ontem e protestou em alto e bom. "Foi golpe", disseram e bradaram isso num triste lamento. Numa foto do jornal, Lokadora, Borgo, Estela, Bira, Meira, Berriel, Segalla e Chiara sem saber como reagir foram para as redes sociais e para o Espaço Café com Política do JC. Estavam inconformados e de um destes foi ouvido que, se os três não possuem um vínculo muito elevado com tudo o que ocorre dentro das hostes dessa adaministração, são zé-roelas, pois colocaram a cara a tapa, se expondo de maneira mais do evidente, em algo muito anormal dentro de tudo o que pode ocorrer dentro de uma Câmara de Vereadores.

Faz sentido. Os três agiram isolados de todos os demais. Ajuizaram o pedido ao TJ sem comunicar mais ninguém e ao final, conseguiram seu intento, o da alcaide. E se assim agiram, com certeza feriram todas as normas de boa conduta e também regras mínimas de boa convivência democrática. Agiram na calada da noite e rasgaram procedimentos ditos como normais e básicos. E se assim agiram, tudo vai ficar somente na barulheira, com alguns se insurgindo e afirmando ter ocorrido um golpe? Só isso? Muito pouco. Quem entra na chuva é pra se queimar, dizia Vicente Matheus, ex-presidente corintiano. Estes três não só se queimaram, como compraram briga mais do que feia com legislação existente e com todos os demais, pois ocultaram isso de tudo e todos. E não vai acontecer nada com estes?

O certo seria algo ocorrer além da grita geral, que não dará em nada. Tentar reverter junto ao TJ é um passo, mas não ocorrendo, ser faz necessário entrar com ação de improbidade legislativa contra os três, se possível com pedido de cassação dos mandatos. Mais do que justificável o pedido e a cassação. De imoralidades estamos cheios e isso não muda o quadro. Tem quem não altere sua forma de agir só com gritos, palavras de ordem ou dedos na cara. Uma ação real e concreta de cassação seria o mais ajustado para determinar até que ponto ações como essas podem se repetir no futuro. Enfim, passou um boi, passará uma boiada. Sem que nada ocorra aos três, a porteira estará aberta, escancarada e o VALE TUDO decretado como regra de convivência daqui por diante.

Não se trata somente de uma postura de submissão, como afirmou o vereador Berriel, mas de insubordinação e desrespeito à legislação existente, ou regra básica de convivência pacífica. O passo a ser dado na próxima sessão, segunda, 18/02 mostrará se estes revoltados irão permanecer somente na gritaria ou se partirão para algo mais concreto. O fato é que, agora a alcaide acha possível ocorrer a votação, pois possui condições de vencer e os três são os responsáveis pelo ato. O pau deve comer feito nos bastidores da apróxima sessão e, consequentemente, da votação, que legal ou não, com liminar abortada ou não, mas algo foi ferido mortalmente na Câmara e agora, essa Mesa Diretora se mostrou de um autoritarismo retrógrado e inconstitucional como até então não tinha ainda ocorrido em toda história bauruense. Alguém ainda tem dúvidas de como o jogo é jogado nas hostes da atual alcaide? Se tinham, não devem ter mais. Tudo é possível e deixando, tudo é feito. Reafirmo o dito bem lá atrás, nada é novidade dentro do atual desGoverno municipal.

OBS COMPLEMENTAR - No mesmo dia e edição do JC, outra matéria, no Caderno Regional, "Reginópolis - vereador tem mandato cassado" por 5 votos a 4, simplesmente por assumir legenda de um partido para si, sem consentimento da direção partidária. Ou seja, se cassam mandatos por aí, por muito menos do que ocorreu em Bauru. Veremos qual o procedimento dos vereadores bauruenses quanto a aberração ocorrida diante dos olhos e sem consentimento e conhecimento da maioria.

TÃO CANALHA QUANTO ELE

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